Edição apresenta fotografias da série homônima e textos de especialistas
O artista André França lança o fotolivro Vanishing nesta quinta-feira, 25 de julho, das 18 às 21 horas, no Berlim Café, no Goethe-Institut/ICBA (Corredor da Vitória – Salvador/BA). A publicação apresenta todas as fotografias da série Vanishing e traz textos sobre ela e sobre a produção geral do artista escritos por Alejandra Muñoz, crítica, curadora e professora de História da Arte da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA/UFBA); Aline Smithson, curadora e fotógrafa norte-americana; e Frances Jakubek, artista visual norte-americana. A edição é bilíngue (português/inglês) e resulta do projeto homônimo contemplado pelo Edital Setorial de Artes Visuais 2012, realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA), com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).
A série fotográfica Vanishing (2010) vem recebendo reconhecimento nacional e internacional: em 2010, foi selecionada para apresentação na Leitura de Portfólio, no 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, promovido pelo Itaú Cultural; também em 2010, duas fotografias da série foram selecionadas para a participação na X Bienal do Recôncavo, umas delas recebendo Menção Especial do Júri daquele evento; em 2011, a série foi publicada na revista on-line 10x15, editada em Madrid e dedicada à fotografia contemporânea; ainda em 2011, foi publicada no blog Lenscratch, editado em Los Angeles e considerado pela Wired.com como um dos 10 melhores blogs dedicados à fotografia contemporânea.
Série fotográfica Vanishing: www.andrefranca.com/vanishing/vanishing1.html
"André França retoma um tipo específico de natureza morta, a vanitas, uma variedade de natureza morta alegórica na qual os objetos representados aludem à efemeridade da vida humana e das coisas materiais. A denominação remete ao célebre versículo latino de Eclesiastes, ‘vanitas vanitatum, et omnia vanitas’, que, em tradução livre, significa ‘vaidade das vaidades, é tudo vaidade’. Em geral, a vanitas apresenta relógios, livros, joias, moedas e outros objetos evocativos dos valores transitórios dos homens. Tradicionalmente, a introdução de uma caveira remete, de modo explícito, para a ideia da morte ou memento mori (‘lembra-te que morrerás’), reforçando a finitude da nossa existência ante toda e qualquer preocupação." (Alejandra Muñoz)
"Como mulher, eu interpreto essa obra de diversas maneiras. Para mim, é sobre perda, sobre se tornar invisível, sobre nossa cultura centrada na juventude e o desejo de reverter o tempo. Na infância, essas bonecas eram modelos para a minha futura feminilidade adulta, oferecendo ideais de moda e beleza, e, ao olhar as imagens de André, sinto que esses totens estão sumindo, congelados no tempo e inacessíveis à interação futura, como se fosse hora de nos afastarmos desses símbolos inalcançáveis da perfeição. Porém, de modo mais importante, a obra também me lembra aquelas que se perderam devido à negligência, ao abuso e ao homicídio. O trabalho é uma poderosa declaração sobre a falta de reverência pelas mulheres em todo o mundo. As fotografias revelam mulheres simplesmente como objetos a serem descartados e dispensados, sem nomes nem rostos, afastados e voltados para baixo. Esta obra provoca um importante debate sobre poder, sexo e controle." (Aline Smithson)
Sobre André França: Artista/fotógrafo, trabalha com fotografia contemporânea. Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas, atua ainda como professor universitário de fotografia, além de ministrar cursos livres nesta área. Nascido em Canavieiras (BA) em 1970, vive em Salvador e realiza seus projetos também em outras cidades e países. Trabalhos recentes incluem séries fotográficas realizadas em Nova York, Londres e em cidades brasileiras. Desde 2003, seu trabalho tem sido mostrado em exposições individuais e coletivas.
André França emprega a fotografia como meio privilegiado de reflexão, exercendo-a de forma ampla na realização de séries fotográficas. Alguns conceitos investigados em séries recentes incluem valores culturais e simbólicos presentes no mundo da arte; a representação da mulher em veículos midiáticos; uma dinâmica intimista na existência dos objetos; a associação livre empregada como princípio ordenador de imagens.
Seu trabalho integra coleções particulares no Brasil, Estados Unidos e Áustria e foi publicado em revistas e websites especializados em fotografia contemporânea, tais como 10x15 (Madri, 2011), Lenscratch (Los Angeles, 2011), Dodge & Burn (Nova York, 2011), Urbanautica (Treviso, 2011), Unless You Will (Melbourne, 2011), 591 Photography (Estocolmo, 2012), art photo index (Santa Fe, EUA, 2012), Galleray (Nova York, 2012), F-STOP Magazine (Chicago, 2013) e OLD (São Paulo, 2013). Vanishing é o seu primeiro livro.
Lançamento de Vanishing, de André França
Fotolivro | 72 páginas
Quando: 25 de julho (quinta-feira), das 18 às 21 horas
Onde: Berlim Café – Goethe-Institut/ICBA (Corredor da Vitória – Salvador/BA)
Entrada gratuita
Valor do livro: R$ 30
No evento de lançamento, até 150 exemplares terão distribuição gratuita
André França: andre@andrefranca.com | 71 9996-5514
Website: www.andrefranca.com/pt
Apoio financeiro: FUNCEB/ FCBA/ SecultBA/ Sefaz
André França lança o fotolivro Vanishing nesta quinta-feira, 25/7
22/07/2013