25/10/2016

Este ano, a premiação faz uma alusão ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Patrimônio Cultural do Brasil e da Humanidade. O público que chegava à 29ª edição da cerimônia era recebido ao som de berimbaus e atabaques, tocados por capoeiristas que davam as boas vindas. Duzentos e vinte propostas foram enviadas para julgamento. Os premiados foram dos estados do Maranhão, Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul.
Fernanda Tourinho, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), aplaudiu a premiação de Verônica Tamaoki na Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural. Paulista de Herculância, interior de São Paulo, em 1985 ela se estabeleceu em Salvador e fundou a Escola Picolino de Artes do Circo, com Anselmo Serrat, no Circo Troca de Segredos, uma homenagem ao palhaço Picolino (Roger Avanzi), que foi um de seus iniciadores nas artes do circo. E foi na Bahia que Verônica começou a dar sua maior contribuição à produção cultural circense.
Verônica ingressou em 1978 na Academia Piolin de Artes Circenses e tornou-se equilibrista e acrobata, atuando em espetáculos circenses, eventos, teatros e performances. Em 1982, criou o grupo Tapete Mágico, com Anselmo Serrat, Val de Carvalho, Edson Di Mello, Luiz Ramalho, entre outros.
“O reconhecimento do Centro de Memória do Circo e à sua coordenadora Verônica Tamaoki lança luz à toda classe circense e seu papel fundamental para a propagação da arte em todo mundo e, por conseguinte, seus pleitos e a necessidade de valorização e catalogação das contribuições do setor numa esfera global”, considera Vika Mennezes, coordenadora do Núcleo de Artes Circenses da Funceb, que também compareceu à premiação.
Com esse incentivo, Verônica irá impulsionar a localização, o registro, o tratamento do patrimônio cultural do circo brasileiro, difundindo através da criação de obras de linguagens diversas, além de preservar e garantir livre acesso das gerações atuais e futuras ao acervo constituído e revitalizar o sítio histórico do circo, o Largo do Paissandú. Já está previsto ainda esse ano, o lançamento de mais um livro reunindo boa parte da história do circo brasileiro.
Texto: Ascom/Funceb com informações da Ascom/Iphan
Foto: Sayonara Pinto