01/11/2017

Grupos musicais podem contar com um espaço no Pelourinho
Um sobrado azul na Ladeira do Carmo, no Centro Histórico de Salvador é o local da sede da Casa das Filarmônicas do Estado da Bahia, através de um convênio firmado entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (IPAC), entidades vinculadas a Secretaria de Cultura do Estado (Secult/Ba) em parceria com a FEBAF - Federação das Bandas Filarmônicas da Bahia. Além disso, para uma maior divulgação dessas Bandas, foi criada uma plataforma digital: www.filarmonicasdabahia.com.br, para abrigar 147 perfis de bandas, um para cada banda cadastrada no Programa de Apoio às Filarmônicas. O portal contém informações adicionais como: e-mails institucionais, cadastro em redes sociais, fórum de discussão, agenda cultural, banco de dados, imagens e vídeos.
O objetivo desta plataforma é transformar um repertório para guardar a memória de bens como partituras e documentos históricos, que contam toda a trajetória dessa manifestação da cultura, que há mais de150 anos atua nas cidades baianas.
Prática Musical Coletiva
As Bandas Filarmônicas da Bahia surgiram por iniciativa da sociedade civil para fundar um centro cultural em sua cidade, um espaço para vivenciar a cultura e para uma prática musical coletiva. São bandas formadas por instrumentos de sopro e percussão que têm uma boa projeção sonora e mobilidade.
“Todos esses músicos com seus instrumentos permitem que as bandas possam tocar ao ar livre, em praças, em datas cívicas das cidades, dentre outros. Para se ter uma idéia, no município baiano de Canavieiras, litoral do extremo sul da Bahia, podemos encontrar duas ou mais filarmônicas tocando nas calçadas. Muitas vezes com músicos de várias gerações: bisavô, neto e bisneto, todos tocando juntos”, explica Cristiane Silva, Assessora Técnica da FUNCEB, Responsável pelo Programa de Apoio às Bandas Filarmônicas da Bahia.
Tiago Souza, de 30 anos, é músico desde os 14. Atualmente, como Presidente da “Lira do Comércio de Canavieiras”, acredita ser importante manter a cultura das filarmônicas sempre acesa, apesar das muitas dificuldades enfrentadas. “Tudo que vier pra somar e divulgar essa música está valendo. Hoje somos 35 músicos na nossa escola em funcionamento, com três dias de aulas, alternados com três de ensaios. Temos aqui um garoto de seis anos de idade tocando clarinete, por exemplo, instrumento que não é fácil”, admite.
A Lira do Comércio com os seus 126 de Fundação, vai se apresentar no “Encontro de Filarmônicas” em Belmonte que acontece no dia 19 de novembro além de outras Bandas.