Novembro das Artes Negras trouxe visibilidade e reconhecimento às produções artísticas e culturais negras

01/12/2017
Balanço Novembro das Artes Negras (Foto: Jacson Espírito Santo)
Espetáculo "Kaiala" (Foto: Jacson Espírito Santo)

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) recebeu mais de 600 visitantes na Sala King (Sede da Funceb) que contemplaram as mais variadas produções artísticas nas linguagens de Dança, Música, Teatro, Circo, Literatura, Artes Visuais e Audiovisual. As atividades aconteceram através do projeto Novembro das Artes Negras que buscou diálogo e aproximação com artistas e produtores culturais negros e negras com propósito de reconhecer, visibilizar e potencializar essas produções.

Foi uma grande provocação discutir não só o espaço, mas a arte dos artistas negros baianos dentro de cada linguagem. É o momento que a gente silencia para ouvir os artistas negros da cidade” – Wanderley Meira, Coordenação de Teatro.

Acho que o projeto atingiu o objetivo de tocar e mobilizar as pessoas acerca do Novembro Negro. Pude perceber em todas as linguagens, cada um cumpriu sua proposta com primazia. Foi um processo que todos se integraram e ocorreu com muita fluidez” – Lydia Sepulveda, Coordenação de Artes Visuais.

Áfricas na Gente (Foto: Esperança Gadelha)
Áfricas na Gente (Foto: Esperança Gadelha)

Esse é um momento extremamente significativo para o cinema negro. O cinema negro, inclusive, deveria ser parte significativa de toda a produção do cinema baiano por motivos óbvios” – Bertrand Duarte, Coordenação de Audiovisual.

A fala desses jovens, dessas mulheres jovens e negras reverberou uma emoção para todos. A poesia falada era viva, e veio de vozes que quase sempre são de alguma maneira abafadas”– Karina Rabinovitz, Coordenação de Literatura.

A nossa ação foi voltada para crianças, com a oficina e o espetáculo de João Lima, um artista negro que trouxe referência, representatividade e identificação paraelas. São artistas negros tendo visibilidade e as crianças tendo acesso a esses artistas” – Vika Mennezes, Coordenação de Circo.

Diálogos Possíveis (Foto: Rafael Alexandre)
Diálogos Possíveis (Foto: Rafael Alexandre)

Dentre os temas abordados na programação do Novembro Negro ressalto o espetáculo Kaiala, por colocar em destaque a “intolerância religiosa”. Este é um problema que atinge e fere a toda a sociedade brasileira e que coloca em risco a liberdade e o direito ao sagrado de todas as pessoas irmanadas nas religiões de matriz africana” – Lia Silveira, Diretora das Artes.

O NAN foi uma ação estruturante para a comunidade artística, uma vez que a Funceb conscientemente pensou, programou e executou várias ações que deram o merecido protagonismo para refletir, fruir e experienciar as subjetividades e conflitos que afetam os artistas e produtores negros da Bahia. Foi lindo, forte e político!” – Jacson do Espírito Santo, Centro de Formação em Artes.


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