#NossoOuro – Da sala de aula para os palcos, aluno da Escola de Dança da Funceb busca alçar novos voos

19/01/2018
ricardoPaulo Ricardo, mais conhecido como Ricardo Hollywood, 19 anos, bailarino plus size, aluno da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) há sete anos, deu inicio a sua trajetória na arte aos quatro anos de idade na popularmente conhecida Rua do Sertanejo, situada na região de Barros Reis, onde fez sua primeira participação em um grupo de dança chamado Balancê.

Incentivado por amigos, mestres e por seus pais, Sandra Regina e Paulo Sergio, o bailarino já participou de diversos cursos na Escola de Dança como balé clássico, dança popular, dança moderna, técnica silvestre, dança contemporânea e dança afro-brasileira.

À medida que se desenvolvia artística e profissionalmente como bailarino profissional, Ricardo teve a oportunidade de conhecer e se envolver em trabalhos com artistas e bandas renomados da capital baiana como Carlinhos Brown, Babado Novo, Nossa Juventude e Guig Ghetto. Os momentos de fama só o motivaram a continuar estudando e se aprimorando na arte que ele escolheu para viver.

Neste ano, Ricardo se formará no Curso Preparatório de Dança da Funceb e está com grandes expectativas e pretensões de seguir o legado do eterno mestre Augusto Omolú, dançarino, coreógrafo, grande ícone dos espetáculos de dança em Salvador. Omolú é antigo professor da Escola de Dança da Funceb e do Projeto Axé, além de ex-integrante de uma das mais importantes companhias do mundo, a dinamarquesa Odin Teatret.

ricardo dançanodO desejo de Ricardo é levar arte para crianças e adolescentes de bairros periféricos de Salvador. “A Funceb me ajudou bastante no meu crescimento artístico, foi uma porta que abriu o mundo da arte para mim” revelou.

Ricardo também encontrou na dança força para superar os obstáculos e os preconceitos que permeavam seus sonhos artísticos, enfrentou grandes dificuldades no caminho por ser um bailarino periférico, de família humilde e que apresentava uma estética corporal diferente do padrão mais comum visto entre dançarinos. Mas isso não o fez desistir de continuar lutando para conquistar o seu espaço no meio das artes, com o apoio dos seus professores de dança da Funceb, obteve a motivação para se tornar o artista que é atualmente.

“Difícil falar da Funceb e não me emocionar, principalmente por ser o local onde pude conhecer pessoas maravilhosas como meus professores e colegas, que sempre me apoiaram e me deram forças. Os cursos que participei na Funceb me proporcionaram grandes conhecimentos, descobertas e alegrias”, diz Ricardo Hollywood.

“A minha dança, a minha arte não para! Se depender de mim, eu morrerei fazendo arte”, finaliza.

Fotos: Acervo Pessoal de Ricardo Hollywood