17/03/2018

Crianças, idosos, jovens e adultos, estudantes, pesquisadores, professores, atores e curiosos. A Sala Walter da Silveira enegreceu com a presença de dezenas pessoas que foram prestigiar o ativista social, professor, político e escritor, Abdias Nascimento. Na sexta-feira (16) aconteceu a exibição do filme “Abdias Nascimento Memória Negra”, do diretor baiano Antonio Olavo. A noite ainda contou com sessão de autógrafos e mesa de conversa sobre o ativista social.
A exibição do filme integrou o Fórum Social Mundial que acontece até este sábado (17) na capital baiana. O evento foi promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Afro-Brasileiro (IPEAFRO).
“Todo mundo achava um exagero falar sobre o genocídio dos negros no primeiro livro publicado por Abdias sobre no tema, em 1978. Hoje é um fato constatado, inclusive a partir do que é demonstrado no livro de Abdias. Ele dedicou toda sua vida a combater esse mal, para superar o racismo que é o primeiro fator das desigualdades do Brasil. A sociedade brasileira se recusa a saber disso”, disse Elisa Larkin, presidente do IPEAFRO, cientista social, escritora e viúva de Abdias Nascimento.
Após a exibição do filme, que foi aplaudido e ovacionado pelos expectadores, houve mesa de conversa com o diretor do filme, Elisa Larkin e o professor brasileiro-congolês e antropólogo Kabengele Munanga.
A exibição do filme integrou o Fórum Social Mundial que acontece até este sábado (17) na capital baiana. O evento foi promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) em parceria com o Instituto de Pesquisas Afro-Brasileiro (IPEAFRO).
“Todo mundo achava um exagero falar sobre o genocídio dos negros no primeiro livro publicado por Abdias sobre no tema, em 1978. Hoje é um fato constatado, inclusive a partir do que é demonstrado no livro de Abdias. Ele dedicou toda sua vida a combater esse mal, para superar o racismo que é o primeiro fator das desigualdades do Brasil. A sociedade brasileira se recusa a saber disso”, disse Elisa Larkin, presidente do IPEAFRO, cientista social, escritora e viúva de Abdias Nascimento.
Após a exibição do filme, que foi aplaudido e ovacionado pelos expectadores, houve mesa de conversa com o diretor do filme, Elisa Larkin e o professor brasileiro-congolês e antropólogo Kabengele Munanga.

“A gente abriu essas janelas para contar um pouco da história de Abdias, cuja história se confunde com a história de lutas do povo negro. Esse filme nunca foi vendido, nunca teve cunho comercial. Está livre para desfrutarmos, exercermos nossa consciência e aprender com Abdias”, disse o cineasta baiano, Antonio Olavo.
Já o professor Kabengele destacou que “toda luta de Abdias faz parte do processo, da resistência do povo negro brasileiro. A luta pela libertação do povo existe há muitas gerações. Muitos que tiveram oportunidade de ler Abdias se conscientizaram a partir da sua obra. Todas essas ações políticas, poemas, peças de teatro, livros, tudo que Abdias produziu converge para a luta pela igualdade do povo negro. O filme retrata essa história de lutas e contribuições dele”.
O estudante Luan Araújo, foi assistir à exibição acompanhado da namorada Samara Castro. Ambos foram motivados pelas pesquisas sociais e raciais de Abdias Nascimento. “O africanismo é um dos focos do trabalho de Abdias, o resgate de nossas raízes, o reencontro com nossa ancestralidade”, disse Luan. Já Samara destacou que “é muito importante termos ações como essa, porque isso engrandece e valoriza a luta do povo negro”.
A ação se inseriu no eixo temático “Vidas Negras Importam”, que realizou um conjunto de atividades que misturou arte, poesia e ativismo social e teve como temas centrais o genocídio da população negra e o legado de Abdias Nascimento.