04/07/2018

Contemplado pelo Edital Setorial de Literatura do Fundo de Cultura com apoio da Funceb, está em andamento o projeto "Edições Instantâneas - Kijetxawê Zabelê", que propõe a criação de um livro sobre temas diversos relacionados à Aldeia Kaí.
A publicação será em três versões, editadas pelo coletivo Sociedade da Prensa e seus parceiros, junto à comunidade escolar do Colégio Estadual Indígena Kijetxawê Zabelê, no anexo da Aldeia Kaí, em Cumuruxatiba, no Extremo Sul da Bahia.
"O livro pretende fortalecer o território deste povo pataxó, que há muitos anos vem sofrendo com a instabilidade de seu território. Em 2016, a aldeia teve todas suas casas destruídas, assim como seu posto de saúde. Apenas a escola ficou de pé. Acreditamos, assim, que este livro fortalece a escola, assim como fortalece o território, sendo a literatura, neste caso, também uma via da resistência desta comunidade", conta Laura Castro, proponente do projeto.
A edição do livro acontece a partir de residência entre os artistas do coletivo Sociedade da Prensa e convidados com os alunos e professores da Escola. "Na primeira etapa realizamos uma série de oficinas para os estudantes da escola e foi o primeiro passo para se aproximar da comunidade através deste convívio. Em abril oferecemos oficinas de escrita criativa, de desenho, de serigrafia. Já na segunda etapa, através de uma residência artística-pedagógica, artistas coletivo e seus companheiros se debruçaram na construção de materiais para essa publicação, que pretende ser distribuída em escolas indígenas e não indígenas do Sul da Bahia, e disponível para download na web", destaca Laura.
A edição do livro acontece a partir de residência entre os artistas do coletivo Sociedade da Prensa e convidados com os alunos e professores da Escola. "Na primeira etapa realizamos uma série de oficinas para os estudantes da escola e foi o primeiro passo para se aproximar da comunidade através deste convívio. Em abril oferecemos oficinas de escrita criativa, de desenho, de serigrafia. Já na segunda etapa, através de uma residência artística-pedagógica, artistas coletivo e seus companheiros se debruçaram na construção de materiais para essa publicação, que pretende ser distribuída em escolas indígenas e não indígenas do Sul da Bahia, e disponível para download na web", destaca Laura.

A proponente ainda ressalta a importância dos Editais Setoriais na realização do projeto: “ele proporciona uma ponte de grande troca entre esses artistas, a maioria deles residentes na capital e estudantes, além de artistas indígenas, que pouco têm visibilidade das suas lutas, saberes e fazeres para o resto do Estado. Com este livro será possível divulgarmos não apenas um pouco da cultura e da história dos Pataxó de Cumuruxatiba, mas também desta comunidade escolar que resiste em prol de uma educação escolar indígena diferenciada e de qualidade”.
Fotos: Talita Oliveira / Tamykuã Pataxó