17/10/2019

“A memória quando pode ser tocada, torna-se uma manancial”, expôs Samarone Lima, ministrante da oficina do Escritas em Trânsito “Poesia, Memória e Ancestralidade”, realizada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, através de sua coordenação de literatura. Iniciada na tarde de quarta-feira (16), a atividade acontece até sexta (18), na sala do memorial do Teatro Castro Alves.
“Ao longo destes três dias iremos desenvolver exercícios com a turma a partir de objetos da memória”, descreveu o autor dos títulos “A Praça Azul & Tempo de Vidro” (2012) e “O Aquário Desenterrado” (2014), em que escreve a partir de memórias familiares. “Trabalharemos com uma técnica que uso em meus livros que é do memorialismo, é a forma de recriar por cima das memórias que sejam apresentadas pela turma”, apontou.
A partir de recordações, músicas, cartas, fotografias e cadernos de escritas levados pelos participantes, Samarone pretende utilizar as invenções do inconsciente a serviço da poesia. “Será um trabalho intenso de usar a poesia em movimento através de marcas da memória sensorial”, destacou.
O escritor também se surpreendeu com as características da turma. “É uma turma afiada, interessada por poesia e que já tem uma assinatura muito forte”, disse o escritor.
“Ao longo destes três dias iremos desenvolver exercícios com a turma a partir de objetos da memória”, descreveu o autor dos títulos “A Praça Azul & Tempo de Vidro” (2012) e “O Aquário Desenterrado” (2014), em que escreve a partir de memórias familiares. “Trabalharemos com uma técnica que uso em meus livros que é do memorialismo, é a forma de recriar por cima das memórias que sejam apresentadas pela turma”, apontou.
A partir de recordações, músicas, cartas, fotografias e cadernos de escritas levados pelos participantes, Samarone pretende utilizar as invenções do inconsciente a serviço da poesia. “Será um trabalho intenso de usar a poesia em movimento através de marcas da memória sensorial”, destacou.
O escritor também se surpreendeu com as características da turma. “É uma turma afiada, interessada por poesia e que já tem uma assinatura muito forte”, disse o escritor.

Expectativas
Fotógrafo, videomaker e cozinheiro, Gilucci Augusto tem buscado entender a ancestralidade por diversos caminhos na arte. “É um momento político de se reconhecer a partir de um conjunto legado por pessoas e entidades propiciado por nossa ancestralidade, e é por isso que me inscrevi”, contou.
Como artista da imagem, Gilucci tem se colocado a conhecer os espaços literários para aprimorar seu modo de criar imagens. “Acabei vindo sem grandes expectativas, mas me atraí muito pelas multiplicidades de poéticas e a carga das memórias apresentadas pela turma e quero ver o vai resultar esta oficina”, comentou.
A experiente Nádia Ventura, que ocupa uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras, na secção Suíça, contou sobre sua relação “emperrada” com a poesia e que exercícios de memória pode solucionar. “São longos períodos que a gente ouve coisas como ‘não chore’, ‘não fale’ e ‘não grite’, existe uma imensa necessidade de falar, e acredito que nesta oficina eu possa encontrar meu modo de dizer”, revelou.

Ficou com vontade? A Coordenação de Literatura já está preparando a terceira e última edição do ano do Escritas em Trânsito. Integrando a agenda do Novembro das Artes Negras com o tema “O que é, como se faz cuírlombismo literário: leitura e interpretação de poesia brasileira contemporânea”, ministrado por Tatiana Nascimento, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, das 14h às 18h, no Teatro Castro Alves. A inscrição é online e acontece entre os dias 22 e 30 de outubro no site da Funceb.
Fotos: Karina Rabinovitz e Marcelo Ricardo