13/04/2020

A Fundação Cultural do Estado lamenta, profundamente, o falecimento do cantor e compositor baiano, Moraes Moreira, na manhã desta segunda-feira (13) em sua residência no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista e por uma pessoa próxima, mas ainda não se sabe a causa da morte.
Antônio Carlos Moreira Pires, como foi batizado, nasceu no município de Ituaçu em 8 de julho de 1947 e é considerado um dos principais nomes da música brasileira. Moraes começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João e outros eventos em sua cidade. Na adolescência aprendeu a tocar violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé, também na Bahia. Depois mudou-se para Salvador onde conheceu aqueles que vieram a formar o grupo musical Novos Baianos, onde ficou de 1969 a 1975: Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.
Junto com Luiz Galvão, Moraes foi o compositor de quase todas as músicas do grupo, como é o caso do álbum Acabou Chorare, lançado em 1972 e considerado pela revista Rolling Stone Brasil em primeiro lugar na lista dos 100 melhores álbuns da história da música brasileira, divulgado em 2007. Três anos depois do lançamento de Acabou Chorare, Moraes iniciou a carreira solo, lançando mais de 20 discos, e destacou-se como primeiro cantor de trio elétrico.
Moraes Moreira acumula o saldo de 40 discos gravados, entre os Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar, e dois discos gravados em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes. Ele é considerado pela crítica um dos mais versáteis compositores do Brasil, misturando ritmos como frevo, baião, rock, samba, choro e música erudita.
Já durante o isolamento social por conta da pandemia, no mês passado Moraes escreveu um cordel que falava além da covid-19, da violência e do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. A publicação está disponível no perfil pessoal do artista no instagram.
A Funceb se solidariza com amigos e familiares neste momento.