09/07/2020

Maria Íris da Silveira, conhecida pelos mais chegados como Lia, ostenta um currículo cultural tão extenso quanto diverso. Nascida em Vitória da Conquista sob o signo de touro, Lia iniciou sua vida funcional no Teatro Vila Velha, em 1972, quando ainda era liderado pelo professor João Augusto, junto ao Teatro Livre da Bahia. "No Vila fiz de tudo um pouco: sonoplastia, operação de som e luz, assistência de direção, de produção, administração da casa, etc", relembra.
Lia exibe orgulhosamente o seu registro de artista e técnica de espetáculos de diversões nas funções de atriz, diretora de produção, sonoplasta e operadora de som na Delegacia Regional do Trabalho (DTR), emitido em 1979 com a numeração 405, ainda escrito a mão. "Sempre trabalhei no campo da cultura e da cooperação internacional", comenta.
Ela também administrou o Gabinete Português de Leitura e participou da criação do Cecup (Centro de Educação e Cultura Popular), que se dedicava à alfabetização pelo método Paulo Freire, que posteriormente a levou a participar do grupo de Teatro de Bonecos. Durante 27 anos, Lia esteve à frente da gestão de projetos de apoio aos movimentos populares de todo o Brasil na Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço). "Na Cese coordenei, especialmente, projetos para crianças e adolescente e para mulheres. Representando a Cese, participei de movimentos internacionais de defesa de direitos. Destaco a Marcha Internacional pela Erradicação do Trabalho Infantil".
A carreira internacional de Lia da Silveira se consolidou quando se tornou membro da EPA (European Playwork Association), organização sediada em Hamburgo, na Alemanha, que se dedica ao trabalho de superação da violência que atinge crianças e adolescentes em situação de risco, em países da Europa, das Américas e da Ásia.
Uma década de Funceb
Lia da Silveira chegou à Fundação Cultural do Estado da Bahia em março de 2010, a convite da diretora-geral na época. Inicialmente ela assumiu a Diretoria Administrativa e Financeira, e em 2013, assumiu a Diretoria das Artes, onde permaneceu até 2020, afastando-se para dedicar-se à saúde.
Em 10 anos de atividades na Funceb, ela destaca que "o principal desafio sempre foi ajustar as ideias no campo artístico com as exigências administrativas, legais e jurídicas. Outro grande desafio foi afinar a escuta aos setores das artes e harmonizar planos, projetos e ações das linguagens artísticas, cada uma delas, e no conjunto dos programas".
Quem já encontrou Lia da Silveira pelos corredores da Funceb, sabe que estava diante de uma pessoa espontânea, proativa e sempre disposta a fazer novas amizades e a prestar uma escuta ativa. Questionada sobre as maiores alegrias neste lugar por onde se dedicou por uma década, ela prontamente responde: "A maior das alegrias foi a convivência com os colegas. Posso dizer que alegria foi o meu estado de espírito mais constante".
Lia exibe orgulhosamente o seu registro de artista e técnica de espetáculos de diversões nas funções de atriz, diretora de produção, sonoplasta e operadora de som na Delegacia Regional do Trabalho (DTR), emitido em 1979 com a numeração 405, ainda escrito a mão. "Sempre trabalhei no campo da cultura e da cooperação internacional", comenta.Ela também administrou o Gabinete Português de Leitura e participou da criação do Cecup (Centro de Educação e Cultura Popular), que se dedicava à alfabetização pelo método Paulo Freire, que posteriormente a levou a participar do grupo de Teatro de Bonecos. Durante 27 anos, Lia esteve à frente da gestão de projetos de apoio aos movimentos populares de todo o Brasil na Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço). "Na Cese coordenei, especialmente, projetos para crianças e adolescente e para mulheres. Representando a Cese, participei de movimentos internacionais de defesa de direitos. Destaco a Marcha Internacional pela Erradicação do Trabalho Infantil".
A carreira internacional de Lia da Silveira se consolidou quando se tornou membro da EPA (European Playwork Association), organização sediada em Hamburgo, na Alemanha, que se dedica ao trabalho de superação da violência que atinge crianças e adolescentes em situação de risco, em países da Europa, das Américas e da Ásia.
Uma década de Funceb
Lia da Silveira chegou à Fundação Cultural do Estado da Bahia em março de 2010, a convite da diretora-geral na época. Inicialmente ela assumiu a Diretoria Administrativa e Financeira, e em 2013, assumiu a Diretoria das Artes, onde permaneceu até 2020, afastando-se para dedicar-se à saúde.
Em 10 anos de atividades na Funceb, ela destaca que "o principal desafio sempre foi ajustar as ideias no campo artístico com as exigências administrativas, legais e jurídicas. Outro grande desafio foi afinar a escuta aos setores das artes e harmonizar planos, projetos e ações das linguagens artísticas, cada uma delas, e no conjunto dos programas".
Quem já encontrou Lia da Silveira pelos corredores da Funceb, sabe que estava diante de uma pessoa espontânea, proativa e sempre disposta a fazer novas amizades e a prestar uma escuta ativa. Questionada sobre as maiores alegrias neste lugar por onde se dedicou por uma década, ela prontamente responde: "A maior das alegrias foi a convivência com os colegas. Posso dizer que alegria foi o meu estado de espírito mais constante".

Lia da Silveira na primeira edição do Novembro das Artes Negras, em 2017
Dentre os diversos projetos que idealizou e ajudou a produzir, a menina de seus olhos sempre foi a premiação do Calendário das Artes "pelo potencial de alcance de todos os recantos da Bahia; pela equidade na alocação dos recursos; pela oportunidade de participação de criadores e produtores iniciantes; pelo potencial de formação para os que têm pouco traquejo na participação de editais de maior complexidade".
Outro importante destaque citado pela artista é o Novembro das Artes Negras "sobretudo a edição 2019, em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária [SEAP]". Na edição a qual se refere, a programação de oficinas, apresentações artísticas e discussões, aconteceu no Complexo Penitenciário da Mata Escura, para os internos e internas das unidades prisionais.Sobre a importância que a arte representa para si, ela destaca: "A arte é a maneira pela qual o ser humano (único entre os animais com capacidade de idealizar antes de realizar) constrói os sentidos da vida. É pela arte que sabemos quem somos, é pela arte que sabemos quem é o outro, é pela arte que temos a possibilidade de 'ser outra pessoa' (de acordo com o Poeta), é pela arte que a vida se prolonga ad infinito. A arte nos mostra e, ao mesmo tempo, nos desvia da grande certeza: somos mortais (e não seria esta a grande beleza!?). No meio artístico estive sempre (des) confortável. Peixe na água certa", finaliza a artista Lia da Silveira.
Fotos: Arquivo Pessoal