16/07/2020

A arte é capaz de transformar a vida de uma pessoa. Foi assim que aconteceu com Millena Miranda, 38 anos. “Meu primeiro contato com o circo foi quando tinha apenas 12 anos. Naquela época, o Circo Nacional foi para uma aldeia chamada Arcozelo com a professora Delisie. Logo depois, comecei a treinar entre 2003 e 2004 na Escola Nacional de Circo, quando já tinha idade para fazer o curso”, conta.
Natural do Rio de Janeiro, após ser contemplada em alguns editais aqui na Bahia, Millena conheceu Anselmo Serrat, fundador do Circo Picolino e a Simone Serrat, coordenadora pedagógica do circo, em Salvador, e em 2010 foi convidada a ingressar na família Picolino, onde permaneceu por quase 10 anos. Com mais de 15 anos de carreira, Millena sempre teve a motivação e a inspiração da sua mãe para continuar aprendendo e trabalhando com artes circenses. “O circo hoje é minha vida. Tudo o que eu faço é com ele e através dele”, conta a artista.
Atualmente ela faz shows e dá aulas particulares de aéreos (como a lira e o trapézio). "É importante que aqueles que estejam iniciando na arte circense conheçam a parte prática, mas também a parte teórica do circo. Além disso, os editais ajudam bastante, aconselho a trabalhar com eles". Apesar dos artistas circenses encontrar muita dificuldade no país, devido a falta de espaço e o apoio financeiro, Millena aconselha que os novos e veteranos não desanimem: “Não desistam dessa arte e conheçam o circo de todas as formas. Tanto a parte física, como a história do circo. O circo além da arte e das possibilidades de trabalho que ele propõe, também traz um leque de histórias encantadoras em sua trajetória”, finaliza a artista circense.
Fotos: Arquivo Pessoal