#CalendárioDasArtes - Canto para Curar é um recital lítero-musical que une música afrobarroca à poesia de Luiz Gama

28/09/2020
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Premiado na categoria Artes Integradas, do edital Calendário das Artes 2020 – 8ª edição, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, o projeto Canto para Curar, oriundo da cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, é assinado pelo artista, Mateus Aleluia.

O vídeo é um recital lítero-musical, unindo a música afrobarroca dos Tincoãs, interpretada pelo filho do mestre Mateus Aleluia e a poesia de Luiz Gama, proferida pela poetisa Barbara Uila. A proposta tem como cenário a zona rural de Cachoeira, buscando transmitir o contato com a natureza mãe.

A apresentação começa com uma saudação a Obaluaê, com a cantiga que ficou famosa na voz de seu pai, Mateus Aleluia. Para os adeptos do Candomblé Obaluaê é um dos orixás mais respeitados, pois protege os doentes, mas também é responsável pela morte. Sendo assim, Omolu, como também é conhecido, tem o grande poder de causar uma epidemia, mas ao mesmo tempo de curar qualquer mal.

Para Mateus Aleluia, “palavra e música unidas vão ajudar as pessoas de casa a enfrentarem esse momento difícil com mais leveza e fé”.

“Essa saudação não é à toa, “Canto para Curar” busca através da arte a conexão com a espiritualidade, com a essência de cada um, a fim de promover o equilíbrio e a harmonia necessários para produzir auto cura, tão necessária para não só sairmos dessa pandemia, mas sairmos fortalecidos e melhores”, diz.

Barbara Uila, poetisa, autora de três livros, lança luz aos poemas de Luiz Gama para fazer par ao repertório dos Tincoãs. Enquanto ela declama, ele se reveza entre trompete e percussão, num chamado efusivo ao mergulho nas palavras.

Mateus Aleluia – Iniciou na música em 1991 na filarmônica Lira Ceciliana, onde atuou como musico por 5 anos. Em 1998 foi convidado pelo professor Carlos Santana (trompetista fundador da Orquestra de Campinas, primeiro trompetista da Orquestra Sinfônica Brasileira), dando continuidade aos estudos técnicos em trompete.
Graduado em Musica/ Instrumento pela Universidade Federal da Bahia, desenvolve um trabalho de iniciação musical infantil, como professor.

Trabalhou com diversos artistas entre eles, Mateus Aleluia, Lazzo Matumbi, Bule Bule, Riachão, Raimundo Sodré, alem de bandas como a Africantar, Babado Novo.
Na Orquestra Brasileira de Axé dividindo o palco com Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Durval lelis, Claudia Leite, dentre outras estrelas.

Já no seguimento das orquestras participou da fundação da Orquestra Afro-Sinfônica, e atua como musico na Rumpilezz, Orquestra Fred Dantas, Orquestra Fina Flor do maestro Zeca Freitas e Orquestra Sinfônica da Ufba. Em 2020 se lançou como cantor e prepara seu primeiro disco solo, produzido por Sebastian Notini.

A produção audiovisual está disponível no canal da Funceb no Youtube. Acesse aqui!

Foto: Divulgação