27/10/2020

Dona Janice Magno (Foto: Caique Fialho)
Premiado na categoria Artes Visuais do edital Calendário das Artes 2020 - 8ª edição, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, o projeto “A bença, rezadeira”, oriundo da cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano é assinado pela artista Luísa Mahin.
A bença, rezadeira, é um projeto que visa dar voz, gerar protagonismo e reconhecimento social, promover e difundir os conhecimentos tradicionais perpetuados por 14 mulheres rezadeiras, benzedeiras e curandeiras de Cachoeira, São Félix e Maragojipe, cidades do Recôncavo da Bahia.
Para Luísa Mahin, “a proposta pede a benção e reverencia as guardiãs e mantenedoras de saberes sagrados que estão a cada dia mais invisibilizadas e silenciadas na cultura local”.
Perpetuação do saber - No formato de pílulas audiovisuais, com trechos de falas sobre as rezas, banhos de ervas, práticas de cura, histórias de vida e conexões com o sagrado.
“O projeto propõe, para além da salvaguarda e reverência à tradição cultural e suas mantenedoras, ser um difusor e incentivador à perpetuação do saber com novos aprendizes. É através do reconhecimento e valorização da prática que as gerações mais novas e de potenciais perpetuadores da tradição, vão poder se sentir motivados à adquiri-la e mantê-la viva entre as gerações”, ressalta a proponente.
Conforme cenário da pandemia e isolamento social, todo o trabalho é desenvolvido em casa, sob metodologia de trabalho à distância com os demais envolvidos na produção.
“O projeto propõe, para além da salvaguarda e reverência à tradição cultural e suas mantenedoras, ser um difusor e incentivador à perpetuação do saber com novos aprendizes. É através do reconhecimento e valorização da prática que as gerações mais novas e de potenciais perpetuadores da tradição, vão poder se sentir motivados à adquiri-la e mantê-la viva entre as gerações”, ressalta a proponente.
Conforme cenário da pandemia e isolamento social, todo o trabalho é desenvolvido em casa, sob metodologia de trabalho à distância com os demais envolvidos na produção.

Dona Carminha (Foto: Divulgação)
“Cuidaremos de fazer as devidas homenagens às mulheres envolvidas e a todas as demais dedicadas a esta prática sagrada, trazendo à pauta e atenção pública uma tradição milenar perpetuada por gerações. Pela importância e demanda social do tema, que se afirma especial no contexto que estamos vivendo, buscamos a máxima difusão dos vídeos, ampliando e reverberando para o máximo de multiplicadores possível”, declara a proponente e pesquisadora Luísa Mahin.
Luísa Mahin Araújo Lima do Nascimento - É membro colaboradora do Ponto de Cultura da Casa de Barro, em Cachoeira, na Bahia, atuando na pesquisa das áreas de cultura, patrimônio e desenvolvimento.
Mestre em Desenvolvimento e Gestão Social (UFBA). Mestre em Ciências Sociais - Cultura, Desigualdades e Desenvolvimento (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas.
Além de ter atuado em diversas organizações nacionais e internacionais com desenvolvimento, cultura e criatividade tendo como referência as linguagens e expressões artísticas das culturas populares e tradicionais.
Fotos: Caique Fialho