01/04/2022

Acrobacias, cambalhotas, saltos e piruetas. Assim foi a manhã dos alunos do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança, na Escola de Dança da Funceb. Nesta sexta-feira (01/04), o artista circense, também estudante do curso profissional, Alexis Ayala promoveu uma Oficina de Circo para seus colegas.
Alexis é gestor e produtor do Encontro Dança e Circo, que já aconteceu em Santiago do Chile, em Valparaiso do Chile e em Salvador, no espaço cultural da Plataforma. "Foi assim que cheguei a Salvador", conta. Alexis é formado em agronomia, e se tornou artista e monitor circense através da escola El Circo del Mundo Chile.

Hoje, ele é intérprete e criador da Cia Circonstance e estudante do Curso Profissional em Dança da Funceb. "O circo tem muito paralelo com a dança, porque em ambos trabalhamos com o corpo. Uma das diferenças é que o circo deixa o corpo mais rígido, as acrobacias deixam o corpo em estado de objeto, e com isso se perde um pouco da organicidade do movimento", conta Alexis.
"O circo contemporâneo tira um pouco do tradicionalismo, mistura teatro e dança, existe todo um contexto sem todos os artifícios das cores, brilhos e luzes do circo, não é só mostrar um truque, existe uma história contada por trás", complementa o artista. Unindo a organicidade do circo contemporâneo, a mobilidade da dança, e os exercícios de cambalhotas, saltos, contrapeso, acrobacias e alongamentos, os alunos tiveram uma manhã bem diferente na Escola de Dança.
"Foi uma experiência totalmente nova para mim. Sempre admirei o circo mas nunca tive oportunidade de fazer alguma aula. Acho que o circo tem muito a agregar na nossa formação, principalmente as acrobacias que trabalham a resistência do corpo", contou Bruna Carvalho.
Na quinta-feira (31), estudantes do curso profissional participaram de uma oficina com o diretor teatral, Guilherme Hunder. Ambas as atividades celebraram o Dia Mundial do Teatro e o Dia do Circo (27/03).
Fotos: Lucas Malkut