#NAN2022 - Grão Circo NUCCA e Lívia Gois trazem alegria e histórias para crianças

23/11/2022

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O projeto Novembro das Artes Negras em sua 5ª edição traz o tema “Tempo: Trajetórias e Memórias das Artes”, colocando como protagonista a arte produzida por artistas negros e negras do estado. Na manhã da terça-feira (22), segundo dia de programação no Solar das Rosas, as crianças foram as premiadas.

O Solar recebeu a pedagoga e arte educadora, Lívia Gois, que atua na área há mais de 25 anos com contações de histórias. Em seguida, às 11h, o público assistiu a apresentação do Grão Circo – NUCCA, formado por jovens de Feira de Santana, fomentadores da arte milenar do circo por meio de espetáculos, aulas, oficinas, workshops e eventos.

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Para Ismael, de 9 anos, quando perguntado sobre a experiência com o Novembro, o Dia da consciência Negra é:

“Uma data importante para negros por que você se sente representado”. Sua mãe, Cristina, de 45 anos, que acompanhava o pequeno e a irmã dele, agradeceu. "O evento ajuda na terapia das crianças, além de distrair e divertir. Ainda não conhecia a instituição, mas gostei muito de conhecer e espero que venha a ocorrer sempre esses eventos”, disse.

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Dentre as atrações do dia, a apresentação do Circo NUCCA trouxe muita risada e emoções para as crianças. A artista Carol Acos de 27 anos, 16 destes nas artes circenses, falou com emoção não somente do trabalho neste mês como também do retorno à FUNCEB como uma profissional após ter se apresentado há praticamente uma década atrás como aprendiz na antiga sede.

“Toda vez que conseguimos mostrar a nossa arte é muito marcante, principalmente para a inauguração deste espaço e também para o novembro negro. É uma satisfação muito grande e felicidade ao mesmo tempo. Nós somos um grupo de jovens pretos que viemos de periferia, escolas públicas. Então, poder mostrar que existem outros meios, outras possibilidades que pretos podem ser artistas e ocupar espaços é muito importante.”, conta Carol. As crianças tiveram corpos pintados pelo grupo.

A contação de histórias da professora Lívia Gois foi acompanhada por uma tradutora de libras, a Isabela de 30 anos. Para ela foi uma nova experiência. "Está sendo maravilhoso, elas (as crianças) conseguem enxergar cada vez mais a sensibilidade e ainda mais a contação de história. Você consegue incentivá-los mais ainda”.

Lívia Gois apresentou suas histórias em dois dias - 22 e 23 de novembro. Este último na Escola Municipal Ângela das Mercês, em Salvador.


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“Nós precisamos ocupar os espaços e mostrar para as nossas crianças que é muito mais do que um dia, muito mais do que 20 de novembro. São todos os dias. Nós precisamos estar em todos os lugares, mostrando quem somos e pra que viemos. Nós precisamos trazer essa alegria pra criança, essa responsabilidade do ser humano, essa é a consciência que eu tenho.”, compartilhou Lívia. Ela comentou ainda a gratificação de se apresentar presencialmente novamente, após dois anos de pandemia. “Foi muito importante para mim, porque meu trabalho ganhou uma expansão depois dos projetos daqui, como a Lei Aldir Blanc, e em tempo pós pandemia. Eu não conhecia nem a coordenadora do projeto, porque eu falava com ela só por telefone. Então foi um prazer estar junto. Um prazer compartilhar a vida juntos. Celebrar a vida juntos é bom demais.”

A professora Ana Paula que atua há 30 anos na rede municipal, sabendo da apresentação na sede quis trazer também para as suas crianças a oportunidade de presenciar a contação de histórias.


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“A experiência foi maravilhosa e encantadora. A escola já, durante o ano todo, traz essa perspectiva africana e indígena, durante essa semana nós estamos compartilhando os projetos. Então, foi um dia muito feliz pois contemplou tudo que estamos falando. Falar de ancestralidade e dessa beleza que precisa ser contada para as crianças. Então eu acho que contemplou de uma forma lúdica e interativa a mensagem que queremos passar”, frisou.

Confira a programação do Novembro das Artes Negras.

Fotos: Lucas Malkut