25/11/2022

O último dia de apresentações artísticas do Novembro das Artes Negras na nova sede da Funceb (Solar das Rosas), foi marcada pela dança e música.
Abrindo as apresentações do dia, o bailarino do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA), Paulo Fonseca apresentou o solo “Pacífico” em que resgata as suas origens de infância no mato, convivendo com a natureza, ouvindo a sonoridade e questionamentos, além dos conhecimentos adquiridos com o Candomblé.

O bailarino comenta que estar no Novembro das Artes Negras é também uma forma de se reconhecer como sendo artista da casa.
“Eu faço parte do BTCA, que é também administrado pela Funceb e esse convite é sobre valorizar os que estão dentro da casa. Eu me emocionei muito com a apresentação, pois vi em cada rosto a curiosidade sobre o meu trabalho, mas principalmente pude resgatar as minhas origens, me questionar, mostrar minhas inquietações, como sempre fiz com a dança. E fazer esse solo neste mês, que só reforça as nossas lutas, é também uma vitória para mim, estou extremamente feliz e agradecido com a oportunidade”, disse.
A estudante Mariana Gomes ficou curiosa com a movimentação no espaço e quando soube da programação decidiu entrar.
“As artes movimentam, salvam e também reivindicam. Eu tenho visto a movimentação em dias anteriores a caminho da faculdade e hoje decidi parar e prestigiar a programação. Eu ganhei muito com essa apresentação, que me deixou impressionada como o bailarino tem sincronia com as sonoridades que ele traz para o solo”, falou.
A instrumentista Ceci Ribeiro reforça que “é muito importante enfatizar quem são os artistas pretos e pretas que movimentam a cena artística na Bahia. Nós somos celeiro de grandes nomes que saíram daqui para o mundo e precisamos criar mais espaços e oportunidades pra esse povo se apresentar”, comentou.

O aposentado Danilo César estava curtindo cada música, acompanhado de Pito, seu companheiro pet e gostou muito das apresentações.
“Foi um presente sair de casa e me deparar com esse som de qualidade, com músicas que gosto e me trazem excelentes memórias afetivas. Foi uma viagem no tempo que fez muito bem e uma excelente escolha da organização”, comentou.

Natalia Souza chegou cedo para garantir um bom lugar na plateia e ainda garantiu foto com a artista, de quem é fã.
“Eu estava ansiosa por esse show! Sued tem sido a cantora que eu mais escuto ultimamente e eu não perderia por nada a oportunidade desse show, perto de casa e gratuito. Tietei, conversei, fiz fotos e agradeci a Sued pela força que a sua música tem para o povo preto”, disse.
Sued Nunes que é Natural de Sapeaçu, no Recôncavo baiano comentou que “é muito importante uma cantora preta estar nestes eventos, pois essa oportunidade alimenta o sonho de outras artistas que também desejam o reconhecimento do trabalho realizado”.
“Para mim, enquanto mulher preta é soltar a minha voz em cena neste mês que representa luta de um povo que não cansa. Cada música minha é um diálogo com o meu povo, é saber quem sou eu e quem são eles e elas. A minha voz em cena é uma forma de replicar o sonho de tantas meninas, que como eu, sonham em mostrar o seu trabalho. Quando eu canto daqui, faço tantas outras pessoas acreditarem que são capazes e chegarão lá”, finalizou.
Confira programação completa da 5ª edição do Novembro das Artes Negras da Funceb.
Sued Nunes que é Natural de Sapeaçu, no Recôncavo baiano comentou que “é muito importante uma cantora preta estar nestes eventos, pois essa oportunidade alimenta o sonho de outras artistas que também desejam o reconhecimento do trabalho realizado”.
“Para mim, enquanto mulher preta é soltar a minha voz em cena neste mês que representa luta de um povo que não cansa. Cada música minha é um diálogo com o meu povo, é saber quem sou eu e quem são eles e elas. A minha voz em cena é uma forma de replicar o sonho de tantas meninas, que como eu, sonham em mostrar o seu trabalho. Quando eu canto daqui, faço tantas outras pessoas acreditarem que são capazes e chegarão lá”, finalizou.
Confira programação completa da 5ª edição do Novembro das Artes Negras da Funceb.
Fotos: Lucas Malkut