De 15 a 19 de janeiro de 2025, a Sala de Cinema Walter da Silveira, em Salvador, abrigará a primeira edição do Festival Os Filmes Que Eu Não Vi, idealizado por Sol Moraes, e realizado pela Água Doce Produções. O evento tem como objetivo proporcionar visibilidade a filmes brasileiros independentes que, por dificuldades de distribuição, permanecem desconhecidos do grande público.
Ao longo de cinco dias, o festival reunirá e premiará produções de todas as regiões do Brasil, promovendo um panorama diversificado do cinema nacional. Além das exibições, o público será convidado a participar de mesas de debate que discutirão temas fundamentais como produção, distribuição e exibição de filmes no País. O evento também propõe formas de aproximar essas obras do público, fortalecendo a relação entre criadores e espectadores e fomentando uma conexão mais profunda com a cultura brasileira.
“‘Os Filmes Que Eu Não Vi’ é um sonho que cultivo há 15 anos, desde minha experiência como presidente da Associação Brasileira de Documentaristas. Sempre me inquietou o fato de que tantas obras incríveis permanecerem inacessíveis para o público. O festival é uma forma de provocar uma reflexão na classe do audiovisual, governantes e sociedades com a proposta de corrigir essa falha na nossa história do cinema brasileiro, como também trazer à luz filmes que contam histórias diversas e essenciais para entendermos quem somos como sociedade."
– Sol Moraes, Idealizadora e Coordenadora Geral do Festival
Revitalização das salas de cinema
O festival é parte integrante do projeto Os Filmes Que Eu Não Vi, concebido para dar espaço a obras que ainda não alcançaram o público. Financiado pela Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da SECULT/FUNCEB/DIMAS, o projeto também viabilizou a revitalização de dois espaços de exibição em Salvador: a Sala Walter da Silveira e a Sala Alexandre Robatto. Entre as melhorias realizadas estão a aquisição de novos equipamentos de projeção e som, além da instalação de piso tátil para garantir acessibilidade.
A reabertura da Sala Walter da Silveira marca o início de um novo ciclo para esses espaços que, além de exibições, seminários e palestras, terá na Alexandre Robatto o espaço para cursos, oficinas e também exibição de filmes gratuitos.
O projeto Os Filmes que eu não vi, prevê também exibições mensais, de fevereiro a dezembro de 2025, do cineclube Cine GeraSol, na Sala Alexandre Robatto, sempre acompanhadas de debates. Outra importante ação é a consolidação da parceria com a plataforma digital CINEBRASILJÁ, que atua como uma cinemateca virtual, oferecendo acesso contínuo a filmes brasileiros fora do circuito comercial.
O Festival Os Filmes Que Eu Não Vi reflete a pluralidade cultural do Brasil, valorizando histórias, sotaques e costumes de diferentes regiões do país. Como ressaltam seus organizadores, o cinema nacional é uma das formas mais vibrantes de projetar a identidade brasileira nas telas. Este festival promete ser uma janela de oportunidades para realizadores, artistas e espectadores, resgatando obras que merecem ser vistas e debatidas. Um convite para celebrar a diversidade e a potência do cinema brasileiro.
PROGRAMAÇÃO
15/01 – Quarta-feira
- 19h-21h – Mesa de abertura
Autoridades presentes:- Bruno Monteiro - secretário de Cultura do Estado da Bahia
- Pedro Tourinho - secretário de Cultura e Turismo de Salvador
- Sara Prado - presidente da Fundação Cultural do Estado da Bahia
- Fernando Guerreiro - presidente da Fundação Gregório de Mattos
- Daiane Silva - diretora da DIMAS
- Juca Ferreira - assessor da Presidência do BNDES
- 20h – Filme de abertura
- 21h – Coquetel de abertura (Sala Walter da Silveira)
16/01 – Quinta-feira
16h – SESSÃO 1 – JORNADAS E ENCONTROS
- Exibição de "Abrigo ao Sol" | Direção: Emerson Evêncio | Ficção | 18’ | Classificação: 12 anos / Sinopse: Sob o sol, deita-se a memória de uma espera. Após o horizonte, o que espera?
- Exibição de "Noitários de Garçom" | Direção: Ney Dantas | Documentário | 15’ | Classificação: Livre / Sinopse: Um registro poético sobre garçons, narrando estratégias de sobrevivência no ramo a partir dos anos 60.
- Exibição de "Dia de Folga" | Direção: Patricia Antunes | Documentário | 81’ | Classificação: Livre / Sinopse: Debate sobre a divisão sexual do trabalho e as dinâmicas das mulheres em seus dias de folga.
19h – SESSÃO 2 – VIDAS E MEMÓRIAS
- Exibição de "Alapini: A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá" | Direção: Silvana Moura, Emilio Le Roux, Hans Herold | Documentário | 49’ | Classificação: Livre / Sinopse: A trajetória do Mestre Didi, sacerdote do culto aos eguns.
- Exibição de "Madrigal para um poeta vivo" | Direção: Adriana Barbosa, Bruno Mello Castanho | Documentário | 75’ | Classificação: 16 anos /
Sinopse: Homenagem estética ao escritor Tico, abordando memória e resistência.
17/01 – Sexta-feira
10h -12h – Mesa de Conversa
Tema: Viabilidade e visibilidade na trajetória dos nossos filmes
Convidados: Suzana Argolo, Tereza Trautman, Cavi Borges | Mediador: José Araripe Jr.
14h-16h – Mesa de Conversa
Tema: O que impede nossos filmes de circular
Convidados: Camila de Moraes, Letícia Santinon, Daniel Leite, Vitor Rocha | Mediador: Antônio Olavo
16h – SESSÃO 3 – TERRITÓRIOS E IDENTIDADES
- Exibição de "Rua da Discórdia" | Direção: Gean Almeida | Documentário | 15’ | Classificação: 10 anos / Sinopse: Reflexão sobre os nomes de ruas em Salvador e Feira de Santana.
- Exibição de "Doidos de Pedra, o paraíso ameaçado" | Direção: Luiz Eduardo Ozório | Documentário | 107’ | Classificação: 16 anos /
Sinopse: Um paraíso cultural ameaçado por crimes ambientais.
19h – SESSÃO 4 – TRAMAS E FABULAÇÕES
- Exibição de "Rota de Colisão" | Direção: Roberval Duarte | Ficção | 12’ | Classificação: 10 anos / Sinopse: Após um roubo, três personagens têm seus destinos cruzados.
- Exibição de "Tateio-me" | Direção: Lis Schwabacher | Híbrido | 4’ | Classificação: Livre / Sinopse: Uma mulher em isolamento social transforma suas emoções em uma dança introspectiva.
- Exibição de "Horizontem" | Direção: Amauri Tangará | Ficção | 14’ | Classificação: Livre / Sinopse: Alegoria sobre as mudanças no Cerrado de Chapada dos Guimarães.
- Exibição de "Aquilo que sobra" | Direção: Humberto Giancristofaro | Ficção | 77’ | Classificação: 18 anos / Sinopse: Um homem enfrenta a solidão e a ressignificação dos afetos em um sanatório.
18/01 – Sábado
10h-12h – Masterclass
Masterclass com Fabiano Gullane (Gullane Filmes): “Experiência na distribuição de projetos cinematográficos”
14h-16h – Mesa de Conversa
Tema: Como pensar a produção, incluindo a visibilidade dos filmes através dos Festivais
Convidados: Daiane Rosário, Dayane Sena, Edson Bastos, Aline Cléa, Esmon Primo | Mediadora: Tetê Matos
16h – SESSÃO 5 – CORPOS PLURAIS
- Exibição de "Michele de Michele Mesma" | Direção: Michele Menezes | Documentário | 12’ | Classificação: Livre /Sinopse: Reflexão poética sobre memória e identidade.
- Exibição de "Edney" | Direção: João Cintra | Ficção | 15’ | Classificação: 12 anos / Sinopse: A dualidade de um lavador de pratos que é cantor à noite.
- Exibição de "Maria Luiza" | Direção: Marcelo Díaz | Documentário | 108’ | Classificação: Livre / Sinopse: A história da primeira militar trans reconhecida pelas forças armadas brasileiras.
19h – SESSÃO 6 – TRADIÇÃO E RELIGIOSIDADE
- Exibição de "À Margem da Luz" | Direção: Marcus Vilar, Torquato Joel | Documentário | 5’ | Classificação: Livre / Sinopse: Retrato dos romeiros em Juazeiro do Norte.
- Exibição de "Fé" | Direção: Malaika Kempf Braga | Documentário | 107’ | Classificação: Livre / Sinopse: Uma jornada de fé e espiritualidade.
19/01 – Domingo
10h – Sessão de Encerramento – Filme Convidado
Título: Exibição de "Estranhos" | Direção: Paulo Alcântara | Ficção | 93’ | Classificação: 18 anos / Sinopse: Histórias entrelaçadas sobre a busca pela felicidade.
Recursos de acessibilidade: Audiodescrição e intérprete de libras.
15h – Painel Regional
Um panorama da filmografia regional no Brasil
Participantes: Juca Ferreira, Indaiá Freire, Cynthia Falcão, Carol Marins, Tati Mendes e Clementino Jr.
17h – Premiação e Encerramento
Premiação
Os 16 filmes selecionados receberão um prêmio em espécie pela participação no Festival. Além disso, os realizadores premiados receberão o Troféu ‘’Os Filmes Que Eu Não Vi’’ em 10 (dez) categorias. As categorias ‘’Melhor Filme de Longa Metragem”, ‘’Melhor Filme de Média Metragem’’, ‘’Melhor Filme de Curta Metragem’’ e ‘’Melhor Filme Regional’’ receberão o troféu e um prêmio doado por um parceiro do Festival.
Melhor Filme de Longa Metragem - Prêmio Mistika Filmes - R$8.000,00 em pós-produção;
Melhor Filme de Média Metragem - Prêmio Taboca - R$1.000,00 em espécie;
Melhor Filme de Curta Metragem - Prêmio Cardume - Cortesia de 1 ano do plano Coral da Cardume Curtas;
Melhor Filme Regional - Parceria Iglu Loc - R$ 3.000,00 em locação de equipamentos na Iglu Loc;
Melhor Direção - Troféu
Melhor Direção de Fotografia - Troféu
Melhor Trilha Original - Troféu
Melhor Direção de Arte - Troféu
Melhor Som - Troféu
Melhor Produção – Júri Popular.
Curadoria
A curadoria do festival conta com a participação de nomes renomados do audiovisual brasileiro: José Araripe Jr., Kinda Rodrigues e Sofia Federico. Juntos, eles selecionaram uma programação diversificada e plural, com o intuito de apresentar uma verdadeira representação da diversidade cultural do Brasil.
Júri
O júri do festival será composto por Amanda Soares, Caroline Oliveira, Cynthia Falcão, Hilda Lopes Pontes, Paulo Alcântara e Vilma Martins, que tiveram a missão de premiar as melhores obras em diversas categorias.
Serviço:
O quê: 1º Festival Os Filmes Que Eu Não Vi
Quando: 15 a 19 de janeiro de 2025
Onde: Sala de Cinema Walter da Silveira, Salvador (BA)
Entrada: Gratuita
Mais informações:I Festival Os Filmes que Eu Não Vi - INÍCIO
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.