Sala de Cinema Walter da Silveira exibe curtas-metragens e promove debates sobre literatura, gênero e direitos reprodutivos

10/09/2025
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No dia 12 de setembro de 2025 (sexta-feira), a partir das 18h, a Sala de Cinema Walter da Silveira receberá uma mostra de curtas-metragens com debates e o lançamento do livro História a que ninguém deu nome (Mormaço Editorial), escrito e ilustrado por Juliana Cajives. O exemplar aborda os atravessamentos entre corpo, tempo e linguagem como gesto de resistência íntima e política.

 

Organizada pela Mormaço Editorial em parceria com os coletivos CAOS (Cinema, Antropologia e Observação Social) e Anarquivo (Fórum Impermanente de Experimentação em Audiovisual e outras artes), a programação inclui a projeção de obras audiovisuais, debates e leitura. Entre as conexões do cinema baiano, do cinema brasileiro e do internacional, experimentações imagéticas e textuais agem nos corpos e o cinema torna-se um espaço em que águas lavam e transbordam.

 

A sessão de filmes contará com dois curtas-metragens de Juliana Cajives, Beldade (2018) e Dança Suja (2025), que rememoram seus percursos artísticos com temáticas presentes no seu livro História a que ninguém deu nome. A curadoria constrói diálogos com os trabalhos Lamento às águas (2023), da cineasta baiana Vilma Carla Martins, o curta-metragem A passagem do cometa (2017), de Juliana Rojas, e a obra experimental estadunidense Opportunity Lilac (2006), de Carly Short. 

 

Após a exibição dos filmes, será proposto um bate-papo com a autora, a cineasta e roteirista Vilma Carla Martins e a psicóloga e pesquisadora Maria Luiza Machado, com mediação de Hyndra, antropóloga e cineasta. O encontro será seguido de uma sessão de autógrafos do livro História a que ninguém deu nome, permitindo ao público o contato direto com a autora, além do sorteio de dois exemplares.

 

Sobre a autora

 

Juliana Cajives é editora na Mormaço Editorial (mormacoeditorial.com). Foi premiada na residência artística The Hundredth Hill (Bloomington, Indiana, EUA). Publicou prosa e poesia em diversos canais digitais e impressos de literatura independente, como a coletânea Sobre gostar menos, pela editora Nega Lilu. Atua como ilustradora, produtora e curadora de cineclubes e mostras. É cátedra de Políticas Culturais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), pela Fundação Casa Rui Barbosa.

O livro faz uma investigação formal com diferentes modos textuais (uma peça de teatro escrita em verso; ilustrações; poemas narrativos referenciados na tradição da tragédia teatral em linguagem cotidiana e costuras de mitologias com referências da cultura pop). A autora busca rastros de nomes para sua história, entre ficções e outras histórias coletadas. Falar de morte, aborto, violência obstétrica e maternidade requer compreender que essas experiências fogem às regras formais, semânticas, morais e cartoriais.

Com produção e curadoria de Juliana Cajives e Hyndra, a sessão é pública e gratuita em uma realização conjunta da Mormaço Editorial, do coletivo CAOS e do Anarquivo, com o apoio institucional da Sala de Cinema Walter da Silveira, gerida pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

 

Serviço

 

Mostra de curtas-metragensdebates sobre literatura, gênero e direitos reprodutivos e lançamento do livro ‘História a que ninguém deu nome’

Quando: 12 de setembro de 2025

Horário: 18h

Onde: Sala de Cinema Walter da Silveira, nos Barris 

Quanto: Entrada gratuita

Mais informações: instagram.com/cajives; instagram.com/mormacoeditorial instagram.com/antropologicaos e instagram.com/anarqueologicas