25/11/2025
Celebrando o Mês da Consciência Negra e reafirmando o compromisso da Bahia com a valorização das expressões culturais afro-diaspóricas, o Centro de Formação em Artes da Funceb iniciou, nesta segunda-feira (24), a programação do Novembro das Artes Negras 2025. O evento reuniu estudantes, artistas, pesquisadoras, mestres e o público geral em uma manhã marcada por diálogos profundos sobre presença, narrativa e estética negra na criação contemporânea.
A mesa Corporeidade negra nas dramaturgias contemporâneas abriu os trabalhos com a participação da bailarina, coreógrafa e pesquisadora Edeise Gomes, da Yalorixá e arte-educadora Nitorê Akadã, e da bailarina carioca Ingrid Silva, sob mediação da diretora do CFA, Nildinha Fonsêca.
As convidadas discutiram caminhos criativos e políticos que têm sido construídos por artistas negras no Brasil e no mundo, destacando o papel da memória corporal e da ancestralidade como guias para novas dramaturgias.
Para Nitorê Akadã, o Novembro das Artes Negras reafirma um compromisso que precisa se estender ao calendário inteiro: “O protagonismo negro não pode aparecer só em novembro. A gente precisa ocupar espaços, decidir caminhos e narrar nossas próprias histórias durante todo o ano. Quando o corpo negro é reconhecido como centro e não como exceção, a arte se transforma, e a sociedade também.”
Para Edeise Gomes, revisitar a instituição neste momento tem significado especial: “Voltar à Escola de Dança é reencontrar uma parte da minha trajetória. É emocionante perceber como esses corredores continuam sendo lugar de provocação, aprendizagem e afeto. Estar aqui hoje, compartilhando pesquisa e memória, reafirma a importância da formação pública na dança.”