#MusEuCurtoArte realiza a exposição “Bahia é África Também”

04/08/2015
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Recorte da Coleção Claudio Masella, do Acervo Permanente do Solar Ferrão, será mostrado no Palacete a partir desta terça-feira, dia 4.08. Ação da parceria FUNCEB e IPAC conta com atrações de várias linguagens

Um recorte da Coleção Claudio Masella, do Acervo Permanente do Centro Cultural Solar Ferrão, Pelourinho, poderá ser visto a partir desta terça-feira, dia 4.08, no Palacete das Artes (Graça). Máscaras, tronos, esculturas, estatuetas, instrumentos musicais e utensílios são reunidos na exposição Bahia é África Também, que integra o projeto #MusEuCurtoArte, de Dinamização de Museus, realizado pela parceria entre Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), unidades da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

O público tem de 5.08 a 25.10 para visitar a mostra, que reúne parte de um tesouro coletado em 15 países africanos pelo colecionador italiano. A curadoria da mostra é de Murilo Ribeiro, diretor do Palacete das Artes, e de Ana Liberato, diretora dos Museus do IPAC – DIMUS, ao qual pertence o Solar Ferrão. Na abertura da mostra, o secretário de Cultura, Jorge Portugal, recitará o poema Orixás, de sua própria autoria. A programação, desenvolvida pela Coordenação de Artes Visuais da FUNCEB, inclui performance do bailarino Clyde Morgan, Cortejo Afro, vídeo com inclusão de trecho de entrevista de Pierre Verger, editado pela Diretoria de Audiovisual – DIMAS, da FUNCEB, e apresentações de alunos do curso técnico em dança da Escola de Dança da FUNCEB.

Uma turma com 14 alunos de Estudos em Dança Afro Brasileira, do Curso de Educação Profissional Técnico em Dança, da Escola de Dança do Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural da Bahia, apresenta a coreografia Queima, da professora, coreógrafa, pesquisadora da dança afro e mestranda Marilza Oliveira. A coreografia, inspirada na divindade do Panteon Africano Obaluae traduz, nos corpos marcados pelo cotidiano urbano, a solidão do sol que queima a terra, Atotô.

Já a coreografia Ressignificações, do formando da Escola de Dança da FUNCEB Jaguaracy Mojegbé, é um duo (apresentado pelo autor e por Alex Lago), que tem como princípio mostrar os arquétipos e os sentimentos que estão contidos nos movimentos das danças de origem afro brasileira, fazendo interfaces com outras linguagens, propondo um novo jeito de se mover.

Coordenadora de Artes Visuais da FUNCEB, Lydia Sepúlveda detalha que, durante todo o período da exposição, "o acervo vai dialogar com diversas linguagens artísticas, a exemplo da dança, música e audiovisual, mostrando, através de apresentações e debates, a transversalidade entre as diversas linguagens artísticas". A gestora considera que "o belíssimo e valoroso acervo doado por Claudio Masella ao IPAC vai fazer a sua primeira intinerância, permitindo, assim, que outros públicos possam conhecê-lo e melhor entender a analogia ‘Bahia é África também’, a partir de semelhanças, heranças, sincronicidades".

Além desta primeira iniciativa de Dinamização de Museus no Palacete das Artes, o #MusEuCurtoArte conta com ações de mediação, no Museu de Arte da Bahia (MAB), e vai partir para difusão e ocupação de espaços preservados pelo IPAC, com múltiplas possibilidades de ampliação de conhecimento. Este pensamento atende ao propósito de formação de indivíduos que é prioridade para as ações da Fundação Cultural do Estado da Bahia desenvolvidas por suas coordenações de linguagens artísticas e pelo Centro de Formação em Artes (CFA), numa linha de ação atende ao objetivo do programa de governo Educar para Transformar.

Bahia é África Também - Exposição no Palacete das Artes_Foto SecultaBA2