17/04/2015

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), por meio da Escola Nacional de Circo, vai oferecer o primeiro curso técnico em arte circense do país reconhecido pelo Ministério da Educação. Na modalidade pós-médio, o curso será realizado em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).
Aprovado no início deste mês pelo presidente do Conselho Superior do MEC e Reitor do IFRJ, Paulo Roberto de Assis Passos, o Curso Técnico em Arte Circense terá carga horária de 2.798 horas e dois anos de duração. O objetivo é capacitar o aluno para atuar nos diversos setores e segmentos culturais que envolvem as artes circenses, tais como: circos, espetáculos performáticos, festivais e eventos em geral. Com essa iniciativa, a Funarte espera valorizar e difundir ainda mais essa arte milenar.
Reconhecida legitimamente como um espaço de produção, criação e transmissão de saberes, a Escola Nacional de Circo é referência no ensino de arte circense na América Latina. "A ENC reestruturou seu curso, de modo a aprofundar ainda mais a busca por um padrão de excelência da formação artística", afirma Carlos Vianna, coordenador da Escola.
Vianna ressalta que, embora não haja lei que restrinja o exercício da profissão de artista circense a uma formação acadêmica de escola institucional, a oferta de um curso técnico em arte circense pode representar um novo patamar para a atividade de circo no país. "Único no Brasil, o Curso Técnico em Arte Circense vai permitir a qualificação técnica e artística de novos profissionais, bem como a atualização de profissionais já atuantes no mercado", explica.
Ao final do curso, o aluno estará apto a atuar como artista, compreendendo a estrutura e funcionamento do espaço cênico circense; desenvolver e apoiar atividades ligadas à criação de números, espetáculos e equipamentos circenses; supervisionar a montagem dos seus equipamentos circenses, bem como auxiliar na sua instalação; e zelar pelas condições de segurança de artistas e espectadores, viabilidade técnica, administração, produção e divulgação do espetáculo. O edital está previsto para o final de abril e deverá oferecer 60 vagas para alunos de todo o Brasil.
Sobre a Escola Nacional de Circo
Única instituição de ensino diretamente mantida pelo Ministério da Cultura, a Escola Nacional de Circo oferece, além do curso técnico, programa de intercâmbios. Criada em 1982 pelo circense Luís Olimecha e por Orlando Miranda, reúne em seu corpo docente profissionais com mais de 30 anos de carreira artística, alguns deles oriundos da equipe que fundou a instituição. Atualmente, a Escola conta com aproximadamente 60 alunos matriculados.
A ENC está sediada na Praça da Bandeira, ponto tradicional de armação de circos no século XIX e início do século XX. O espaço possui salas de aula, dança, auditório, musculação, fisioterapia, refeitório e oficina para confecção e conserto de aparelhos e ocupa 9.127 m² de área total e 4.273 m² de área construída, tendo capacidade para 1.344 espectadores.
Incentivo ao Circo na Bahia pela Funceb
Através da Fundação Cultural do Estado da Bahia, as políticas de incentivo ao Circo são geridas pela coordenação do Circo da Funceb. O setor coordena as políticas, programas e projetos que promovam, incentivem e desenvolvam a formação, a criação, a produção, a pesquisa, a difusão e a memória do Circo da Bahia. Busca assegurar a preservação da arte e sua itinerância, valorizando seu papel criativo transmitido a jovens e crianças, e sensibilizando comunidades, prefeituras e outros órgãos envolvidos no processo de circulação dos circos e das atividades circenses.