14/04/2015
Ministro da Cultura encontra dirigentes, artistas e produtores

Uma roda de conversa com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, marcou a manhã desta terça (14.04). O evento, parte da Caravana da Cultura do Ministério da Cultura (MinC), lotou a sala principal do Teatro Vila Velha, com a presença de diversos representantes da classe artística, pesquisadores e profissionais de cultura da Bahia. Acompanhado dos secretários do MinC, do secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, e de representantes de fundações, o ministro abriu sua fala enfatizando a importância da cultura no contexto político e econômico que o país vive e abordando um projeto institucional para as artes e a qualificação da cultura.
Compareceram ao encontro a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Fernanda Tourinho, o diretor da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, o secretário do Audiovisual Pola Ribeiro, o secretário de Fomento à Cultura Carlos Paiva e a secretária da Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, dentre outros. O evento foi transmitido ao vivo pelo (Instituto de Radioeducativa da Bahia (Irdeb).
O momento serviu para que questões fossem levantadas ao ministro e aos dirigentes. Entre as perguntas formuladas e comentadas estavam assuntos como: A reestruturação da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e a política para as artes, o orçamento da SecultBA, a proteção às religiões afro-brasileiras, políticas para o audiovisual e incentivo à pesquisa na área cultural.
No que diz respeito às políticas para as artes, Ferreira esclareceu que serão abertos dez fóruns para debater sobre diversos setores em diferentes estados e que poderão ser pensados de forma autônoma e legitimados pelo MinC. Sobre a proteção às religiões de matrizes africanas, o ministro falou que a intolerância é crime e que temos que desenvolver estratégias inteligentes para defendê-las. Já no que diz respeito a incentivos aos pesquisadores de cultura, Juca assinalou que é necessário investimento neste setor, pois o Brasil ainda tem uma visão muito economicista da cultura.
"É preciso que a cultura seja incluída nas economias como uma área de alto valor agregado. Hoje ela representa 6% do PIB (Produto Interno Bruto). Devemos valorizá-la como elemento potencializador do indivíduo e da sociedade como um todo. Ela é qualificação das relações sociais. É preciso também construir uma estrutura pública de cultura. As bibliotecas, por exemplo, devem ser grandes centros culturais", defendeu o ministro.
Pola Ribeiro, por sua vez, respondeu as questões relativas ao audiovisual. "Temos uma musculatura muita forte para este setor junto à ANCINE (Agência Nacional de Cinema), mas ainda pensando na ótica do mercado. Mas a nossa relação com a educação está crescendo com o Cine Mais Cultura, por exemplo. O cinema tem que satisfazer as necessidades sociais e as subjetividades do ser brasileiro.
Esfera estadual
Jorge Portugal, por sua vez, respondeu perguntas voltadas à esfera estadual, como a questão do orçamento de cultura e a reativação do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Com proposta de orçamento de 56 milhões de reais, o secretário assinalou que este valor até o momento não foi alterado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz).
Temas como cultura para infância, a proposta da PEC150, cotas raciais na área de cultura, acesso para pessoas portadoras de deficiência física, o ofício dos vaqueiros e economia solidária também foram elementos importantes no debate, que foi finalizado ao meio dia. Aconteceram intervenções de participantes, como por exemplo a do cineasta Edgard Navarro (Eu Me Lembro, O Homem Que Não Dormia), que chamou a atenção do ministro para a área do cinema.

Juca Ferreira participou de roda de conversa no Teatro Vila Velha, nesta terça, em ação integrante da Caravana da Cultura do Ministério da Cultura (MinC)
Uma roda de conversa com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, marcou a manhã desta terça (14.04). O evento, parte da Caravana da Cultura do Ministério da Cultura (MinC), lotou a sala principal do Teatro Vila Velha, com a presença de diversos representantes da classe artística, pesquisadores e profissionais de cultura da Bahia. Acompanhado dos secretários do MinC, do secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, e de representantes de fundações, o ministro abriu sua fala enfatizando a importância da cultura no contexto político e econômico que o país vive e abordando um projeto institucional para as artes e a qualificação da cultura.
Compareceram ao encontro a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Fernanda Tourinho, o diretor da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, o secretário do Audiovisual Pola Ribeiro, o secretário de Fomento à Cultura Carlos Paiva e a secretária da Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, dentre outros. O evento foi transmitido ao vivo pelo (Instituto de Radioeducativa da Bahia (Irdeb).
O momento serviu para que questões fossem levantadas ao ministro e aos dirigentes. Entre as perguntas formuladas e comentadas estavam assuntos como: A reestruturação da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e a política para as artes, o orçamento da SecultBA, a proteção às religiões afro-brasileiras, políticas para o audiovisual e incentivo à pesquisa na área cultural.
No que diz respeito às políticas para as artes, Ferreira esclareceu que serão abertos dez fóruns para debater sobre diversos setores em diferentes estados e que poderão ser pensados de forma autônoma e legitimados pelo MinC. Sobre a proteção às religiões de matrizes africanas, o ministro falou que a intolerância é crime e que temos que desenvolver estratégias inteligentes para defendê-las. Já no que diz respeito a incentivos aos pesquisadores de cultura, Juca assinalou que é necessário investimento neste setor, pois o Brasil ainda tem uma visão muito economicista da cultura.
"É preciso que a cultura seja incluída nas economias como uma área de alto valor agregado. Hoje ela representa 6% do PIB (Produto Interno Bruto). Devemos valorizá-la como elemento potencializador do indivíduo e da sociedade como um todo. Ela é qualificação das relações sociais. É preciso também construir uma estrutura pública de cultura. As bibliotecas, por exemplo, devem ser grandes centros culturais", defendeu o ministro.
Pola Ribeiro, por sua vez, respondeu as questões relativas ao audiovisual. "Temos uma musculatura muita forte para este setor junto à ANCINE (Agência Nacional de Cinema), mas ainda pensando na ótica do mercado. Mas a nossa relação com a educação está crescendo com o Cine Mais Cultura, por exemplo. O cinema tem que satisfazer as necessidades sociais e as subjetividades do ser brasileiro.
Esfera estadual
Jorge Portugal, por sua vez, respondeu perguntas voltadas à esfera estadual, como a questão do orçamento de cultura e a reativação do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Com proposta de orçamento de 56 milhões de reais, o secretário assinalou que este valor até o momento não foi alterado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz).
Temas como cultura para infância, a proposta da PEC150, cotas raciais na área de cultura, acesso para pessoas portadoras de deficiência física, o ofício dos vaqueiros e economia solidária também foram elementos importantes no debate, que foi finalizado ao meio dia. Aconteceram intervenções de participantes, como por exemplo a do cineasta Edgard Navarro (Eu Me Lembro, O Homem Que Não Dormia), que chamou a atenção do ministro para a área do cinema.