Mapeamento e Memória do Circo da Bahia é disponibilizado online

14/01/2014

Iniciativa reconhece companhias existentes na Bahia e fundamenta ações do setor; cadastramento permanece aberto para interessados em se integrar ao projeto

Desde 2007, o Mapeamento e Memória do Circo da Bahia, realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), vem mapeando os circos em atividade no estado. Trata-se de um registro inédito, que, além de reconhecer e valorizar as artes circenses, aponta as demandas para o planejamento e a continuidade de políticas públicas para o setor. Os dados resultantes deste trabalho estão agora disponíveis para consulta aqui no site da FUNCEB (clique para acessar). Na mesma página, são encontrados três vídeos, já exibidos na TVE Bahia, que apresentam momentos desta ação.

O Mapeamento já contabilizou 56 companhias, sendo 82% de circos itinerantes, 30% de pequeno porte e 52% de médio porte. O cadastramento e a pesquisa, no entanto, não estão finalizados: demais circenses que queiram se integrar ao projeto e a esta rede de informações podem enviar dados ao e-mail circo@funceb.ba.gov.br, o que fortalecerá também as possibilidades de diálogo e de participação em ações promovidas para os circenses. O recebimento de dados fica permanentemente disponível.

Os pleitos apresentados durante a pesquisa do Mapeamento foram referência para iniciativas como o lançamento do Edital Fura-Fura (2008), concurso inédito para a área circense que teve nova edição em 2010, e que se firmou como o Edital Setorial de Circo, cuja 3ª edição anual está com inscrições abertas, com aporte de R$ 700 mil para projetos do setor. Também serviu de base para o Programa de Qualificação nos Circos, que objetiva promover uma interlocução entre o Novo Circo e o Circo Tradicional na Bahia, selecionando, através de dois editais, artistas circenses das grandes cidades para fazer residência e realizar oficinas em circos itinerantes, que também recebem prêmios financeiros. Outras ações motivadas foram o apoio à criação da Cooperativa de Circenses da Bahia; lançamento e distribuição de duas edições do livreto Bahia de Todos os Circos, um manual instrutivo voltado aos gestores municipais; oficinas de capacitação e qualificação em técnicas circenses; e, ainda, o Curso de Gestão, Administração e Segurança na Área Circense, em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

A Bahia desponta, assim, como um dos poucos estados brasileiros que contam, em sua estrutura de gestão pública cultural, com um setor diretamente ligado ao Circo, desvinculando-o das áreas de Teatro e de Artes Cênicas. Em diversas outras localidades do país, além das dificuldades intrínsecas à atividade circense, em sua maioria itinerante e de pequeno porte, existe ainda uma precariedade de investimentos por parte do poder público. Nas últimas décadas, porém, tem-se registrado uma maior atenção às artes circenses, sobretudo com o surgimento das Escolas de Circo, no final dos anos 1970, e com editais e premiações federais específicos para a área.