16/03/2016
Apresentação de grupos com alunos e professores aconteceu no CFA da FUNCEB
Um ensaio geral marcou o encerramento das aulas do Laboratório de Música Popular II, no Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), na tarde desta terça-feira, 15.03. O evento foi marcado pelas apresentações de dois grupos formados por alunos e professores do laboratório que executaram um repertório de composições criadas nos exercícios de prática coletiva. Boa parte do repertório foi composta por produções autorais. No intervalo de cada música, os professores falaram sobre a metodologia das aulas. O Laboratório de Música Popular II foi realizado de 11 de janeiro a 11 de março 2016.
Antes das apresentações Eduardo Fagundes, supervisor geral do Laboratório, fez uma breve fala sobre o curso e em seguida o maestro e educador Letieres Leite, coordenador artístico pedagógico, explanou sobre o método utilizado, "O Laboratório é a prática do método UPB (Universo Percussivo Baiano) trabalhado durante anos. Foi possível pegar o fenômeno das claves da percussão e transmitir para outros instrumentos", explicou Letieres, que finalizou seu discurso homenageando os professores e lembrando da dedicação de todos.
Eduardo Fagundes salientou a importância desse segundo momento do curso, e disse que tanto alunos como professores cresceram. "Essa segunda edição do laboratório foi para uma maior absorção de conhecimentos, surgiram maneiras novas de trabalhar com a música que Letieres trouxe, os alunos sentiram-se mais à vontade para criar e foi importante para os professores se sentirem mais confiantes nas suas metodologias e ampliarem seus conhecimentos".
Gabi Guedes, um dos renomados percussionistas da Bahia e professor do Laboratório, falou sobre seu entusiasmo em passar o seu conhecimento: "É uma maravilha poder trabalhar e educar pessoas musicalmente e culturalmente, uma honra ensinar a nova geração pra dar continuidade à rica herança musical". Para Mercedes Garros, aluna do laboratório, as aulas deveriam se prolongar: "Já freqüento outras atividades do CFA e procurei o curso por causa do método UPB e pelos profissionais envolvidos, mestres contemporâneos da música. Eu gostaria que as aulas durassem o ano inteiro"
A primeira edição do Laboratório de Música Popular foi realizado de outubro a novembro de 2015. Foi baseado no método UPB (Universo Percussivo Baiano), criado por Letieres Leite. Tem uma proposta metodológica de transmissão de conhecimentos musicais aplicados de forma coletiva e em simultaneidade com matérias praticadas dentro de um tempo curricular mais reduzido, com grande apelo motivador e geração de resultados. No decorrer do curso foram trabalhadas claves de músicas africanas fazendo uma relação com músicas atuais , e estudou-se os nomes de ritmos percussivos da nação keto, jege e angola como vassi, ilu, ijexá, ramunha, cabila.