Programa Soterópolis registra ação da FUNCEB/IPAC

31/05/2016

O programa "Soterópolis", da TVE BA, apresentou em sua programação do dia 26.05 matéria sobre o projeto Renascer das Artes: do Temp(l)o das Musas ao Ciberespaço", do Coletivo Arte Marginal, que fez parte da programação da 14ª Semana de Museus. A performance aconteceu no dia 20.05 nos Jardins do Palácio da Aclamação e contou com recitais e exposições. O projeto teve apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) através de sua Coordenação de Artes Visuais. Confira a reportagem de Reinaldo Oliveira.

Esta é a segunda edição do projeto Renascer das Artes, que no início de 2015, atingiu o público de bairros periféricos, com festival de música, literatura, teatro, circo e artes visuais, contando com recursos do Calendário das Artes, promovido pela FUNCEB. Naquela primeira edição, a proposta era atingir o público de San Martin, Fazenda Grande do Retiro e Largo do Tanque.

Em 2016, a partir de articulação da FUNCEB com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado (IPAC), o evento migrou para o Palácio da Aclamação, atingindo também o público do centro da cidade. FUNCEB e IPAC são entidades vinculadas à SecultBA.

A FUNCEB apoiou a participação do projeto na 14ª Semana de Museus, realizada pelo IPAC, e criou peças de divulgação do evento. “É muito importante que instituições como FUNCEB e IPAC possam estar a serviço da sociedade”, considerou Manu Ribeiro, coordenadora do Coletivo Arte Marginal. Ela acredita que é fundamental que os artistas e coletivos artísticos atentem que podem contar com o apoio logístico e estrutural de órgãos públicos e que outros coletivos podem se espelhar nesta ação e busca de diálogo com gestores.

Em sua página do Facebook Manu agradeceu a oportunidade de realizar a atividade junto ao Arte Marginal Salvador, Mulheres Aguerridas e à todos os artistas parceiros e amigos. Ela testemunhou que ter ocupado e aberto as portas do Palácio da Aclamação, em plena 14ª Semana de Museus, de forma não convencional e deixando de lado o tradicionalismo dos museus, “foi de grande importância, porque me fez perceber, ainda mais que os espaços institucionais, fechados, têm de estar a serviço da sociedade como um todo”. A museóloga reforçou que o grupo irá continuar a luta no subúrbio e na periferia, mas também pretende marcar presença em lugares institucionais como produtores de conhecimento.