#CalendárioDasArtes – Projeto “Juninas: Uma Cultura, Muitas Artes” leva oficinas de artes a Barreiras

11/12/2017
Juninas
(esq.) Eric Gamaliel e Deivid dos Santos Silva

Contemplado pelo Calendário das Artes – iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), foi lançado o projeto “Juninas: Uma Cultura, Muitas Artes”, em Barreiras, no Oeste da Bahia. O projeto objetiva promover a integração, profissionalização e qualificação de agentes culturais por meio de oficinas de segmentos específicos das artes integradas.

Tendo como público alvo adolescentes, jovens e adultos vinculados a quadrilhas juninas de Barreiras e municípios das bacias do Rio Grande, Rio Corrente e Velho Chico, além do público em geral, as oficinas versarão sobre Linguagens e Produção de Roteiros; Produção Audiovisual; Dança; Teatro e Expressão Corporal; e Artesanato.

Serão 30 vagas por oficina e as aulas acontecerão até abril do ano que vem. O primeiro módulo da oficina – Linguagens e Produção de Roteiros, aconteceu na última semana, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus IX, em Barreiras. O segundo módulo acontecerá na sexta-feira (15), às 19h, e no sábado (16), às 8h. As aulas também acontecerão na Uneb e culminarão numa mostra no domingo para toda a cidade.

O coordenador e proponente do projeto, Deivid dos Santos Silva, destaca que “as oficinas pretendem proporcionar aos participantes, sobretudo aqueles que já estão inseridos nas quadrilhas juninas, um espaço de aperfeiçoamento e qualificação das apresentações realizadas por estes grupos nos concursos anuais de quadrilhas”.

Deivid participa do movimento junino em Barreiras há oito anos. É um dos fundadores do Grupo Cultural de Arte e Dança Junina Luar do Nordeste, campeã regional de 2016, e trabalha com o projeto Resgatando Tradições, que busca uma maneira diferente de fazer quadrilha junina unindo o modelo tradicional ao estilizado. “Também buscamos no projeto a inserção de jovens e adultos que retiramos das ruas, drogas e prostituição”, conta.

O proponente percebeu no Calendário das Artes uma maneira de superar as dificuldades identificadas nas quadrilhas onde passou antes de fundar a sua. Nesse sentido, os temas das oficinas dialogam diretamente com esses impasses: “algumas das dificuldades são a falta de investimento dos municípios em cursos e eventos de capacitação, dificuldades quanto a elaboração de um roteiro temático, a falta de atenção ao teatro e à dança, e a terceirização de mão de obra para confecção de figurinos, adereços e cenários”, explica Deivid.