27/12/2017

Burokô, Leituras de Residências nos Terreiros de Candomblé
Selecionado pelo Calendário das Artes 2017, iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa), Burokô - Leituras de Resistência nos Terreiros de Candomblé são círculos de leitura que acontecem nos terreiros dos municípios de Jequié, Itagi, Ipiaú e Vitória da Conquista. Os círculos são baseados no romance de fatos reais “Antônio Burokô”, escrito pelo proponente do projeto Domingos Ailton de Carvalho.
O livro fala sobre a resistência do povo de santo e de todo o processo de perseguição a religiosidade e a cultura afro-brasileira. O projeto foi iniciado em 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara e Iansã no Terreiro de Mãe Ninha, e no dia 9, aconteceu no Terreiro de Mãe Landa. Os encontros seguirão até março de 2018. No total, serão realizados 21 círculos de leitura, três em cada Terreiro.
“O interessante é que tanto em um terreiro quanto no outro, os filhos de santo e outras pessoas convidadas ficaram interessadas em ler o livro todo, não ficando restrito aos capítulos lidos nas rodas de leitura”, conta Domingos.
O premiado ainda ressalta que o intuito das rodas de leitura é que os terreiros possam, a partir dos exemplares que receberão, organizar uma biblioteca para conversar e debater mais sobre a temática religiosa em outras ocasiões, refletindo a partir dos capítulos da obra literária.
Proposta inédita na Bahia, como afirma o escritor e também idealizador da Festa Literária do Sertão de Jequié – Felisquié, Domingos fala da importância em debater o tema e a ancestralidade religiosa. “Burokô acontece no momento que a religiosidade de origem africana vem enfrentando outras perseguições e manifestações do racismo contra os negros. Isso está acontecendo em pleno século 21”, explica.
Antônio Burokô – Baseado em fatos reais, o romance faz um passeio pelo universo da religiosidade e da cultura popular baiana cujas cenas se passam em Cachoeira, Salvador e Jequié. O livro conta de maneira etnográfica as expressões da religiosidade e manifestações culturais da Bahia como o caruru para os santos Cosme e Damião, a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá.
O proponente destacou que o Calendário das Artes “tem esse perfil: de permitir o acesso aos bens culturais, sobretudo da população marginalizada, que dificilmente tem esse acesso cultural. Ser selecionado me deixou muito feliz, e também trouxe felicidade ao povo de santo, sinto essa alegria e o interesse em participar nos olhos deles”.
O livro fala sobre a resistência do povo de santo e de todo o processo de perseguição a religiosidade e a cultura afro-brasileira. O projeto foi iniciado em 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara e Iansã no Terreiro de Mãe Ninha, e no dia 9, aconteceu no Terreiro de Mãe Landa. Os encontros seguirão até março de 2018. No total, serão realizados 21 círculos de leitura, três em cada Terreiro.
“O interessante é que tanto em um terreiro quanto no outro, os filhos de santo e outras pessoas convidadas ficaram interessadas em ler o livro todo, não ficando restrito aos capítulos lidos nas rodas de leitura”, conta Domingos.
O premiado ainda ressalta que o intuito das rodas de leitura é que os terreiros possam, a partir dos exemplares que receberão, organizar uma biblioteca para conversar e debater mais sobre a temática religiosa em outras ocasiões, refletindo a partir dos capítulos da obra literária.
Proposta inédita na Bahia, como afirma o escritor e também idealizador da Festa Literária do Sertão de Jequié – Felisquié, Domingos fala da importância em debater o tema e a ancestralidade religiosa. “Burokô acontece no momento que a religiosidade de origem africana vem enfrentando outras perseguições e manifestações do racismo contra os negros. Isso está acontecendo em pleno século 21”, explica.
Antônio Burokô – Baseado em fatos reais, o romance faz um passeio pelo universo da religiosidade e da cultura popular baiana cujas cenas se passam em Cachoeira, Salvador e Jequié. O livro conta de maneira etnográfica as expressões da religiosidade e manifestações culturais da Bahia como o caruru para os santos Cosme e Damião, a Lavagem do Bonfim e a Festa de Iemanjá.
O proponente destacou que o Calendário das Artes “tem esse perfil: de permitir o acesso aos bens culturais, sobretudo da população marginalizada, que dificilmente tem esse acesso cultural. Ser selecionado me deixou muito feliz, e também trouxe felicidade ao povo de santo, sinto essa alegria e o interesse em participar nos olhos deles”.