#DIMAS - Sala Walter da Silveira exibe clássicos da ficção científica com entrada franca

22/01/2018
barbarella
"Barbarella", com Jane Fonda, completa 50 anos com a mesma irreverência e originalidade (Foto: Divulgação)

Clássico da ficção-científica, de traço erótico e irreverente, que transpõe para as telas a atmosfera psicodélica da década de 1960, a partir das histórias em quadrinhos de Jean-Claude Forest, "Barbarella" (EUA/FRA/ITA, 1968) já é cinquentona. Para lembrar esse meio século de aventuras intergaláticas, a Sala Walter exibe, de 25 a 31 de janeiro, sempre às 17h, a versão restaurada da eterna heroína encarnada por Jane Fone, símbolo sexual na época. Antes, na sessão das 15h, outro exemplar bastante cultuado da contracultura dos anos 1960/70, a animação "Planeta Selvagem" La Planète Sauvage, FRA/TCHE, 1973), de René Laloux

Meditação - Sintonizado com a máxima do movimento "flower power" e os valores hippies de paz e amor, tanto "Barbarella", quanto "Planeta Selvagem", são cápsulas do tempo criadas entre a ideologia do amor livre e da meditação. No filme de Roger Vadim, Jane Fonda tem a missão de neutralizar uma arma que pode colocar em risco o universo. E só o que dispõe é o seu corpo e sexualidade. Já em "O Planeta Selvagem" uma raça de seres alienígenas gigantes chamados Draags transformam os humanoides em animais domésticos, simplesmente através de técnicas meditativas. Mas uma revolução já estava em curso.

"No universo simbiótico da animação de Laloux, nada é definitivamente destruído, tudo está em um eterno estágio de mutação, e a existência violenta do homem pode quebrar este elo atemporal que mantem vivo o planeta", definiu o escritor e entusiasta da obra, Thales de Mendonça.

Sinopses

Planeta Selvagem - No planeta Ygam vive uma raça de seres alienígenas gigantes chamados Draags. Estes seres - que através da meditação atingiram os mais altos níveis do conhecimento - mantêm os humanoides Oms como animais domésticos. Até o dia em que os oprimidos Oms, liderados pelo rebelde Terr, decidem iniciar uma revolução.

Barbarella - Num futuro distante, as guerras já foram abolidas há muito tempo, mas Barbarella (Jane Fonda), uma bela agente, recebe um comunicado do Presidente da Terra (Claude Dauphin), dizendo que uma arma foi inventada e que isto pode perturbar a paz no universo. Assim, ela ganha a missão de evitar que tal mal aconteça.


Serviço:

Barbarella (EUA/FRA/ITA, 1968)

Direção: Roger Vadim | Elenco: Jane Fonda, David Hemmings e Hugo Tognazzi | Duração: 98 minutos | Classificação: 14 anos
Apoio: MPLC
Planeta Selvagem ( La Planète Sauvage, FRA/TCHE, 1973)
Direção: René Laloux | Duração: 73 minutos | Classificação: 14 anos
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro

Quando: 25 a 31 de janeiro
15h - Planeta Selvagem
17h - Barbarella
Onde: Sala Walter da Silveira - Biblioteca Central dos Barris, Barris.
Entrada Franca