20/03/2018

Contemplado pelo Edital Setorial – Apoio a Grupos e Coletivos Culturais da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), o Leituras em Vox Alta do Grupo de Tearo Vilavox consiste em uma série de encontros para leituras dramáticas e apontamentos cênicos de textos brasileiros que apresentam o mito de Medeia, novo tema de espetáculo da trupe.
A estréia do espetáculo está prevista para o segundo semestre do ano. Mas até lá, os espectadores têm uma oportunidade de compartilhar obras dramatúrgicas, vivenciar a escuta do texto e fazer experimentações cênicas.
Serão quatro leituras dramáticas: “Mata Teu Pai”, de Grace Passô com direção de Diana Ramos, no dia 21 de março, no Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, no Dois de Julho. O segundo encontro “Medea Em Promenade”, dramaturgia de Clara Goes e direção de Onisajé (Fernanda Júlia) acontecerá em 4 de abril, na Casa Preta, sede do Vilavox, no Dois de Julho.
O terceiro encontro será em 11 de abril com o texto “Além do Rio”, de Agostinho Olavo, com direção de Márcia Limma. Já “Medeia Negra”, de Márcio Marciano, com direção de Gordo Neto, acontecerá no dia 18 de abril. Todos os encontros acontecem às 19h. Ao final de cada leitura dramática, uma intelectual negra é convidada para trazer reflexões e contribuições sobre o texto apresentado.
Nomes como a escritora Luciany Aparecida, a jornalista e atriz Mônica Santana, as professoras Mabel Freitas, Denise Carrascosa e Jeane Tavares.
Mata Teu Pai – A primeira leitura do ciclo tem o nome de Mata Teu Pai, um texto de Grace Passô, dirigida por Diana Ramos, com as atrizes Andréia Fábia, Evana Jeyssan, Ixchel Castro e Mariana Freire.
“O texto discute a questão do estrangeiro, do aborto, da irmandade entre mulheres e o feminismo no sentido da construção da auto-estima. As lutas de classe e raça, além do embate psicológico de mulheres no processo de rompimento do machismo que existem dentro de si mesmas, dentre outros. Após a leitura acontece o debate Textos Contemporâneos: modos de ação contra violências com participação de Luciany Aparecida, escritora, doutora em letras, professora da Universidade do Estado da Bahia.
Por que Medeia? – O mito Medeia (431 a.C.) da tragédia grega de Eurípedes, personagem feminino carregado de amor e ódio, é mote para a leituras porque faz parte da pesquisa do novo processo criativo do Vilavox, o solo Medeia Negra.
“Invocar o mito tem a ver com a força de transformação da necessidade de mudança diante do machismo, sexismo e patriarcado que impede o protagonismo das mulheres em diversos grupos sociais e principalmente a mulher negra. É pauta importantíssima no momento atual da sociedade e nada mais relevante que trazer Medeia para materializar nos palcos a posição política nossa sobre essa necessária mudança de olhar”, afirma a diretora e atriz do Vila Vox Márcia Limma.
Ela ainda destaca que “O edital é importante para fomentar o processo do dia a dia dos grupos que muitas vezes não dispõem de recursos próprios para viabilizar os seus processos artísticos. O edital garante os recursos básicos que, se não existissem, seria inviável realizar tantas ações e alcançar tantos públicos. No caso das nossas leituras dramáticas, o grupo elastece os laços e convida seis intelectuais negras da cidade para debater os temas atuais sobre Medeia, mulher e mulheres negras para manter sua construção ideológica do debate político na cidade com ações artísticas afirmativas em seus processos artísticos”, opina a atriz e diretora do Vila Vox, Márcia Limma.
Serviço:
Leituras e Vox Alta: Ciclo de Leituras sobre o Mito Medeia + debatedora Luciany Aparecida
1º Texto: Mata teu Pai
Quando: 21 de março (quarta-feira), às 19h
Onde: Centro de Estudos Afro-Orientais/CEAO-UFBA, Largo Dois de Julho
A estréia do espetáculo está prevista para o segundo semestre do ano. Mas até lá, os espectadores têm uma oportunidade de compartilhar obras dramatúrgicas, vivenciar a escuta do texto e fazer experimentações cênicas.
Serão quatro leituras dramáticas: “Mata Teu Pai”, de Grace Passô com direção de Diana Ramos, no dia 21 de março, no Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, no Dois de Julho. O segundo encontro “Medea Em Promenade”, dramaturgia de Clara Goes e direção de Onisajé (Fernanda Júlia) acontecerá em 4 de abril, na Casa Preta, sede do Vilavox, no Dois de Julho.
O terceiro encontro será em 11 de abril com o texto “Além do Rio”, de Agostinho Olavo, com direção de Márcia Limma. Já “Medeia Negra”, de Márcio Marciano, com direção de Gordo Neto, acontecerá no dia 18 de abril. Todos os encontros acontecem às 19h. Ao final de cada leitura dramática, uma intelectual negra é convidada para trazer reflexões e contribuições sobre o texto apresentado.
Nomes como a escritora Luciany Aparecida, a jornalista e atriz Mônica Santana, as professoras Mabel Freitas, Denise Carrascosa e Jeane Tavares.
Mata Teu Pai – A primeira leitura do ciclo tem o nome de Mata Teu Pai, um texto de Grace Passô, dirigida por Diana Ramos, com as atrizes Andréia Fábia, Evana Jeyssan, Ixchel Castro e Mariana Freire.
“O texto discute a questão do estrangeiro, do aborto, da irmandade entre mulheres e o feminismo no sentido da construção da auto-estima. As lutas de classe e raça, além do embate psicológico de mulheres no processo de rompimento do machismo que existem dentro de si mesmas, dentre outros. Após a leitura acontece o debate Textos Contemporâneos: modos de ação contra violências com participação de Luciany Aparecida, escritora, doutora em letras, professora da Universidade do Estado da Bahia.
Por que Medeia? – O mito Medeia (431 a.C.) da tragédia grega de Eurípedes, personagem feminino carregado de amor e ódio, é mote para a leituras porque faz parte da pesquisa do novo processo criativo do Vilavox, o solo Medeia Negra.
“Invocar o mito tem a ver com a força de transformação da necessidade de mudança diante do machismo, sexismo e patriarcado que impede o protagonismo das mulheres em diversos grupos sociais e principalmente a mulher negra. É pauta importantíssima no momento atual da sociedade e nada mais relevante que trazer Medeia para materializar nos palcos a posição política nossa sobre essa necessária mudança de olhar”, afirma a diretora e atriz do Vila Vox Márcia Limma.
Ela ainda destaca que “O edital é importante para fomentar o processo do dia a dia dos grupos que muitas vezes não dispõem de recursos próprios para viabilizar os seus processos artísticos. O edital garante os recursos básicos que, se não existissem, seria inviável realizar tantas ações e alcançar tantos públicos. No caso das nossas leituras dramáticas, o grupo elastece os laços e convida seis intelectuais negras da cidade para debater os temas atuais sobre Medeia, mulher e mulheres negras para manter sua construção ideológica do debate político na cidade com ações artísticas afirmativas em seus processos artísticos”, opina a atriz e diretora do Vila Vox, Márcia Limma.
Serviço:
Leituras e Vox Alta: Ciclo de Leituras sobre o Mito Medeia + debatedora Luciany Aparecida
1º Texto: Mata teu Pai
Quando: 21 de março (quarta-feira), às 19h
Onde: Centro de Estudos Afro-Orientais/CEAO-UFBA, Largo Dois de Julho
