22/03/2018

Lançamento da Campanha Valorize o Circo (2017) (Foto: Dayse Cardoso e Maria Clara Alencar)
Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor! O Dia do Circo é celebrado em 27 de março, mas a Fundação Cultural do Estado da Bahia já começa a homenagear desde já essa arte milenar. Dos gregos aos egípcios, dos indianos aos chineses, quase todas as civilizações antigas já praticavam algum tipo de arte circense há pelo menos mil anos. Na Bahia, essa arte existe e resiste principalmente entre as famílias e grupos independentes, especialmente no interior do estado. Mas o que será que move esses artistas há tantos séculos?
Jucineide Conceição Silva, conhecida como Dona Neide, pernambucana de Palmares, nasceu em 1947 e desde o sete anos já atuava em circos pelo interior de Pernambuco junto com seu pai e irmãos, que juntos formavam a Trupe da Família Silva. Com incontáveis números como contorcionismo, trapézio e acrobacias, entre 1998 e 2008, na escola Picolino de Artes do Circo, Dona Neide formou dezenas de contorcionistas que hoje atuam em diversas partes do mundo.
Além disso, foi homenageada em 2008 pela Cooperativa de circenses da Bahia em um festival de rumbeiras realizado na Escola Picolino como a “Rainha do Bole-bole”. Dona Neide ressalta que “passei quase minha vida inteira no circo, foram mais de 40 anos. O circo pra mim é de uma importância muito grande. Fui de tudo no circo: contorcionista, trapezista, fazia teatro, humor. Durante o dia eu era uma dona de casa e à noite eu era artista. Cada aplauso que eu recebia era uma grandeza”.
Mas ela reforça: “o Circo na Bahia deveria ser um veículo cultural em lugares que outras culturas não chegam, mas infelizmente, na maioria das vezes, não temos o apoio dos governantes municipais”.
O Fundador da Escola Picolino de Artes do Circo, em 1985, o carioca Anselmo Serrat, destaca que “falar da importância do Circo para a cultura na Bahia me leva falar da importância do Circo para a cultura como um todo. O Circo é a grande mãe, o grande útero que abrigou todas as artes durante séculos. É e foi o local onde as artes do entretenimento se encontraram e se misturaram”.

Lançamento da Campanha Valorize o Circo (2017) (Foto: Dayse Cardoso e Maria Clara Alencar)
A Escola Picolino, criada em parceria com Verônica Tamaok, desenvolve trabalhos voltados para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Anselmo questiona: “Quem ainda leva arte nos Cofins do Juda ou onde o vento da a volta? Onde nem televisão chega? É o circo com seus artistas mambembe que abrindo picadas através dos canaviais leva a música, as danças, enfim a alegria para o povo em geral”.
O Circo no Cinema – Em dezembro do ano passado, a Funceb, através do Núcleo de Artes Circenses (NAC), lançou a campanha “Valorize o Circo”, com objetivo de resgatar e difundir a memória desse ofício lúdico. Desde o lançamento, a Sala Walter da Silveira, administrada pela Diretoria Audiovisual da Funceb (DIMAS), têm deixado em destaque as artes circenses.
Antes das sessões regulares do espaço estão sendo exibidas vinhetas, de um minuto e meio, com depoimentos de artistas acerca da importância e das contribuições desta arte milenar para a sociedade.
Os dois primeiros vídeos veiculados prestam tributo a um dos nossos "Mestres Circenses": Seu Luiz, o "Palhaço Chupeta"; e também a D. Neide Silva, que, aqui, representa "As Mulheres do Circo".
Dona Neide ressalta que “a campanha é muito importante para nós circenses. Nos sentimos felizes por ter a Funceb e o Núcleo do Circo que sempre tem buscado meios para incentivar essas artes tão esquecidas. Nos sentimos valorizados e representados”.
Já Anselmo, fundador da Escola Picolino, destaca que “acho que mais do que chamar atenção e sensibilizar o povo em geral, estas campanhas devem mostrar a realidade do dia a dia de um circense e as dificuldades enfrentadas para levar a arte até onde o povo está. E que as campanhas também cobrem políticas públicas dirigidas a tão nobre arte”.
Jucineide Conceição Silva, conhecida como Dona Neide, pernambucana de Palmares, nasceu em 1947 e desde o sete anos já atuava em circos pelo interior de Pernambuco junto com seu pai e irmãos, que juntos formavam a Trupe da Família Silva. Com incontáveis números como contorcionismo, trapézio e acrobacias, entre 1998 e 2008, na escola Picolino de Artes do Circo, Dona Neide formou dezenas de contorcionistas que hoje atuam em diversas partes do mundo.
Além disso, foi homenageada em 2008 pela Cooperativa de circenses da Bahia em um festival de rumbeiras realizado na Escola Picolino como a “Rainha do Bole-bole”. Dona Neide ressalta que “passei quase minha vida inteira no circo, foram mais de 40 anos. O circo pra mim é de uma importância muito grande. Fui de tudo no circo: contorcionista, trapezista, fazia teatro, humor. Durante o dia eu era uma dona de casa e à noite eu era artista. Cada aplauso que eu recebia era uma grandeza”.
Mas ela reforça: “o Circo na Bahia deveria ser um veículo cultural em lugares que outras culturas não chegam, mas infelizmente, na maioria das vezes, não temos o apoio dos governantes municipais”.
O Fundador da Escola Picolino de Artes do Circo, em 1985, o carioca Anselmo Serrat, destaca que “falar da importância do Circo para a cultura na Bahia me leva falar da importância do Circo para a cultura como um todo. O Circo é a grande mãe, o grande útero que abrigou todas as artes durante séculos. É e foi o local onde as artes do entretenimento se encontraram e se misturaram”.

Lançamento da Campanha Valorize o Circo (2017) (Foto: Dayse Cardoso e Maria Clara Alencar)
A Escola Picolino, criada em parceria com Verônica Tamaok, desenvolve trabalhos voltados para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Anselmo questiona: “Quem ainda leva arte nos Cofins do Juda ou onde o vento da a volta? Onde nem televisão chega? É o circo com seus artistas mambembe que abrindo picadas através dos canaviais leva a música, as danças, enfim a alegria para o povo em geral”.
O Circo no Cinema – Em dezembro do ano passado, a Funceb, através do Núcleo de Artes Circenses (NAC), lançou a campanha “Valorize o Circo”, com objetivo de resgatar e difundir a memória desse ofício lúdico. Desde o lançamento, a Sala Walter da Silveira, administrada pela Diretoria Audiovisual da Funceb (DIMAS), têm deixado em destaque as artes circenses.
Antes das sessões regulares do espaço estão sendo exibidas vinhetas, de um minuto e meio, com depoimentos de artistas acerca da importância e das contribuições desta arte milenar para a sociedade.
Os dois primeiros vídeos veiculados prestam tributo a um dos nossos "Mestres Circenses": Seu Luiz, o "Palhaço Chupeta"; e também a D. Neide Silva, que, aqui, representa "As Mulheres do Circo".
Dona Neide ressalta que “a campanha é muito importante para nós circenses. Nos sentimos felizes por ter a Funceb e o Núcleo do Circo que sempre tem buscado meios para incentivar essas artes tão esquecidas. Nos sentimos valorizados e representados”.
Já Anselmo, fundador da Escola Picolino, destaca que “acho que mais do que chamar atenção e sensibilizar o povo em geral, estas campanhas devem mostrar a realidade do dia a dia de um circense e as dificuldades enfrentadas para levar a arte até onde o povo está. E que as campanhas também cobrem políticas públicas dirigidas a tão nobre arte”.

Lançamento da Campanha Valorize o Circo (2017) (Foto: Lucas Rosário)