#CinemaÉnaFunceb - Cineclube Walter da Silveira realiza a mostra "Lugar de Mulher é no Cinema"

26/03/2018
 Helena Ignez, em
 Helena Ignez, em "A Mulher de Todos" (1969): versátil e original, como atriz e cineasta, é um ícone do cinema brasileiro (Foto: Peter Overbec)

Atriz original, inventiva no seu método de construir as personagens e também cineasta inquieta, Helena Ignez é a homenageada da II Mostra "Lugar de Mulher é no Cinema". O evento começa na quarta-feira (dia 28/03) com uma Sessão Especial do Cineclube Walter da Silveira, às 19h. Na ocasião, Helena vai apresentar seu mais recente trabalho como realizadora, o filme, ainda inédito em circuito comercial, "A Moça do Calendário" (2017).

Como já é habitual à dinâmica das sessões do Cineclube, na Sala Walter, logo após a projeção um bate-papo vai reunir, além da cineasta, a pesquisadora Tatiana Trad e a produtora Solange Lima. Na mediação, a atual Diretora da DIMAS, Daniela Fernandes.

Inspiração – Para falar sobre a homenagem, o espaço das mulheres no audiovisual e a importância de ações afirmativas, Hilda Lopes Pontes, curta-metragista, produtora, crítica de cinema e uma das curadoras da Mostra "Lugar de Mulher é no Cinema", concedeu a seguinte entrevista. Confira:

Como surgiu a ideia de homenagear Helena Ignez?
Hilda Lopes Pontes – Desde nossa primeira edição, optamos por homenagear alguma mulher que fosse do cinema e tivesse uma carreira inspiradora para nós mulheres, que, de certa forma, fossem mulheres que movessem as jovens cineastas, atrizes, mulheres que trabalham na área de cinema a continuar acreditando que há sim, espaço para nós.
Quando começamos a pensar na segunda edição da mostra, conversamos sobre quem seria a homenageada deste ano e chegamos a um consenso sobre Helena; tanto pelo lugar de atriz, como o de diretora. Ela é uma figura que se torna exemplo por seu trabalho marcante e por sua carreira sólida.

Como atriz, cineasta e militante, qual o espaço que ela ocupa na cultura brasileira? Comente sobre a representatividade da carreira e atuação da Helena, para tentar equilibrar um pouco esse ambiente ainda muito masculino, que é o do audiovisual.

Hilda – Helena é, sem dúvidas, um ícone do cinema marginal e sua carreira, por si só, já é um espaço conquistado para nós mulheres. A presença dela no cinema brasileiro trouxe uma representatividade muito importante. Até sua maneira de atuar, era diferente do que se via em outras atrizes; era mais livre, mais forte, mais marcante. Ela trouxe um novo olhar sobre o que é a arte feminina e sobre o que a mulher é capaz de fazer no audiovisual.

Qual a importância de abrir a II Edição da Mostra "Lugar de Mulher é no Cinema" com uma sessão do Cineclube Walter da Silveira?

Hilda – A expectativa é grande e temos certeza que será um momento marcante na trajetória da Mostra, como um todo. Essa exibição será um marco extremamente relevante e que ficará em nossas memórias. Não é todo dia que temos Helena Ignez conosco para desfrutar de uma sessão de um filme dirigido por ela. É muita satisfação, gratidão e a espera, de que ela possa inspirar ainda mais jovens cineastas, como ela sempre fez.

Sobre o filme

A Moça do Calendário (BRA, 2017)
Direção: Helena Ignez
Elenco: Djin Sganzerla, Andre Guerreiro e Mario Bartolotto
Duração: 86 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse: Sem emprego fixo, o quarentão Inácio (André Guerreiro Lopes) trabalha como dublê de dançarino à noite e mecânico durante o dia. Quando não está nas pistas ou operando veículos, seus pensamentos se direcionam para um relacionamento platônico com a bela garota que estampa o calendário da oficina.

Serviço:
"A Moça do Calendário" + bate-papo com Tatiana Trad e Solange Lima
Quando: 28 de março (quarta-feira), às 19h
Onde: Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, n 27 - subsolo da Biblioteca Pública dos Barris).
Evento Gratuito