27/03/2018
A história do compositor baiano Humberto Porto ouvida, assistida e vivida em: O Jardim de Humberto Porto, espetáculo teatro-musical que revive a era do ouro do rádio e é um dos 30 contemplados pelo Kit Difusão do Teatro da Bahia, iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) que visa estimular e dar visibilidade à produção teatral da Bahia. O espetáculo é um dos homenageados pela Funceb no Dia Mundial do Teatro, celebrado nesta terça-feira (27).
No espetáculo, a plateia é transportada ao estúdio de gravação do programa de rádio “Memória da Música Brasileira (MMB)”, que é apresentado pela atriz Evelin Buchegger. O ambiente remete à época auge das transmissões radiofônicas, o programa é uma grande homenagem ao compositor baiano, que morreu jovem, mas deixou um importante legado para a música brasileira.
As criações de Humberto e as parcerias, com outro baiano, Assis Valente foram interpretadas por grandes nomes da música brasileira dentre eles, Carmen Miranda, Francisco Alves, Orlando Silva e Dalva de Oliveira. A vida do baiano, que mudou para o Rio, se parece com a de tantos outros compositores e artistas que deixam suas cidades em busca do sonho de viver da arte. E assim, contar a história Humberto Porto é contar um pouco da história de quem cria, de quem interpreta, de quem vive da música.
Diretor artístico e cantor/ator da peça, Thiago Pondé, conta, animado, a importância desse espetáculo: “mantém vivo esse legado da geração anterior, não fala só de Humberto Porto, falamos da historia do rádio e dos parceiros e interpretes que o gravaram. O espetáculo conta a história da era do rádio”.
O diretor conta a experiência em se apresentar para os idosos, que são maioria na plateia do espetáculo: “É muito gratificante porque esse [público] não é geralmente atendido, é o público que tem a memória afetiva com o espetáculo, escutaram rádio, eles têm a referência com os familiares, ouvindo rádio, é o publico de fato tocado com a apresentação, tivemos esse feedback positivo com os depoimentos de lembranças”.
Thiago fala da dificuldade na cena teatral baiana, mas tem entusiasmo ao falar do apoio com o Kit Difusão do Teatro: “fazer teatro na Bahia é um desafio, no sentido de subsistência dos trabalhos, é de muito valor propor um Kit que se reúna espetáculos e se faça o trabalho de discussão com o mercado do teatro, curadores, no sentido de difundir tantos dentro do estado quanto fora”.
O Kit integra o Programa de Difusão das Artes Cênicas do Estado e promove diretamente a difusão, circulação e memória do Teatro da Bahia, além de estimular a criação, produção e pesquisa, por meio dos intercâmbios de conhecimentos e experiências. Com esse apoio, o diretor afirma que pretende ir mais longe com o espetáculo: “O Kit Difusão cumpre o papel de dar suporte, a gente tem uma cena de festivais bastante extensas, estamos com esse olhar, queremos chegar aos festivais de teatro, e o Kit é um bom suporte”, concluiu.
Fotos: Filipe Acácio