Funceb participou da cerimônia de abertura do FIAC 2018

31/10/2018
Renata Dias e Felipe Assis no Cabaré dos Novos. Ao lado, plotagem com arte do fiac e patrocinadores

A décima primeira edição do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) acontecerá de 23 a 28 de outubro em diversos teatros e nas ruas de Salvador. A diretora geral da Funceb, Renata Dias, acompanhada da Secretária de Cultura, Arany Santana, participou da cerimônia de abertura do Festival, que aconteceu nesta quarta-feira (24), no Teatro Vila Velha.

O evento aconteceu no espaço Cabaré dos Novos, com cerimonial de Felipe de Assis, coordenador geral do FIAC Bahia: "O FIAC é um espaço de luta contra o racismo e a opressão. É o espaço de demonstrarmos nossa liberdade artística, sem aceitar a opressão que vem do lado de lá", ele disse. Felipe também destacou que nesta edição haverá tradução em Libras em cinco espetáculos do Festival, com objetivo de promover maior acessibilidade das artes.

secretaria Arany, ao lado de Felipe Assim, no palco do Cabaré dos NovosA diretora geral da Funceb, Renata Dias, disse que "o enfrentamento não acaba. Temos que continuar e estar bem atentos. O momento político que vivemos evidencia extrema necessidade de diálogo. Cabe aos artistas dispor das suas próprias emoções para evidenciar a experiência de outros sentir das coisas. A gente precisa internalizar melhor as insurgências, tão importante quanto a resistência e a alteridade".

A Secretária de Cultura, Arany Santana, falou sobre cultura e liberdade a partir do que se propõe a arte e a cultura produzidas por artistas do país: "Considerando todos os desafios, o Teatro representa, principalmente para nós que trabalhamos para impulsionar a cultura, a resistência contra todas as formas de opressão. Reinventar também é arte, é a arte de sobreviver aos desafios".

Jerônimo no palco do cabaré dos novosOutro convidado para a cerimônia de abertura do FIAC foi o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-BA, Jerônimo Luiz Plácido de Mesquita, que falou sobre a sua relação pessoal com o Teatro e a conjuntura política atual do país. "A gente vive um tempo de tanto medo, tanta expectativa negativa que talvez convidar um advogado aqui seja para dar um pouco de esperança. A Comissão tem recebido diariamente denúncias de violências e agressões por motivos políticos. Reafirmamos aqui os valores e a democracia", enfatizou Jerônimo.

A noite terminou com a miniFesta "E se rupestre vingaroda?", uma experimentação sonora de multilinguagem sobre o tempo, o espaço e o som, no Teatro Vila Velha.

Fotos: Lucas Rosário (Ascom/Secult)