17/05/2019

Imagens do sertão e do clima quente marcam não apenas a memória de algumas cidades da Bahia, mas também a construção poética de diversos artistas. Para conhecer as mais diversas as belezas deste estado, a segunda edição do projeto Grafias Eletrônicas, uma parceria do Instituto de Radiodifusão (Irdeb) e Funceb, traz vozes de Brumado e Ibotirama.
A escritora Márcia Soares conta como a cidade de Brumado, conhecida por sua atividade econômica pela extração de minérios e sua quentura define bem a localidade e dão o tom em sua escrita. “Aqui o sol parece bem enérgico com sua cor amarela e vibrante durante quase o ano todo, por isso, sua representação em minha poesia”, descreve.
A brumadense participou da antologia literária e fotográfica “Profundaças” (2014), realizado em parceria com a Voo Audiovisual, que tem versão digital, e participou da oficina de poesias do projeto Literatura Negra, no programa de assistência estudantil, no Instituto Federal da Bahia (IFBA/Brumado). “Eu acredito profundamente no poder da literatura como meio de transformação do ser humano, que é de dentro para fora e isso é extremamente lindo e profundo”, evidencia Márcia.
Seu texto “Saudade Envelhecida” fala de memórias e lembranças, além de aspectos como a cromaticidade promovida pelo tempo que traz a seca e a expectativa da chuva. “É um poema roceiro e delicado, através dele eu escrevo sobre aproveitar o tempo antes que seja uma fotografia envelhecida”, conta. Participar do projeto para Márcia traz um prazer íntimo e profissional.
“Tanto emocionalmente como profissionalmente é uma visibilidade que promove uma tomada de consciência do meu potencial”, afirma a escritora.
A escritora Márcia Soares conta como a cidade de Brumado, conhecida por sua atividade econômica pela extração de minérios e sua quentura define bem a localidade e dão o tom em sua escrita. “Aqui o sol parece bem enérgico com sua cor amarela e vibrante durante quase o ano todo, por isso, sua representação em minha poesia”, descreve.
A brumadense participou da antologia literária e fotográfica “Profundaças” (2014), realizado em parceria com a Voo Audiovisual, que tem versão digital, e participou da oficina de poesias do projeto Literatura Negra, no programa de assistência estudantil, no Instituto Federal da Bahia (IFBA/Brumado). “Eu acredito profundamente no poder da literatura como meio de transformação do ser humano, que é de dentro para fora e isso é extremamente lindo e profundo”, evidencia Márcia.
Seu texto “Saudade Envelhecida” fala de memórias e lembranças, além de aspectos como a cromaticidade promovida pelo tempo que traz a seca e a expectativa da chuva. “É um poema roceiro e delicado, através dele eu escrevo sobre aproveitar o tempo antes que seja uma fotografia envelhecida”, conta. Participar do projeto para Márcia traz um prazer íntimo e profissional.
“Tanto emocionalmente como profissionalmente é uma visibilidade que promove uma tomada de consciência do meu potencial”, afirma a escritora.
Além disso, Cléber foi premiado como primeiro colocado no Festival Nacional de Poesia em Mandaguari, Paraná, e acumula experiências como de representante territorial da Cultura pelo Velho Chico, da Secretaria de Cultura da Bahia (SECULT), em que atuou com poesia, música e educação na zona rural. “A poesia foi mola mestra da minha caminhada. Em qualquer trabalho pedagógico que eu realize no campo ou na cidade, a poesia e a música sempre estão presentes”, afirmou.
Assíduo no Festival Nacional da Música e Poesia, que acontece há 30 anos em Ibotirama, o texto que Cléber gravará nesta segunda edição é o “Poetas-Sementes”, sendo uma homenagem à arte da palavra, desde os poemas históricos talhados em barro da antiguidade aos poemas mais livres da atualidade. “Essas formas e conteúdos são sementes que lumiam, despertam, atiçam, se reproduzem, emanam querer”, agracia Cléber.
Fotos: Arquivo Pessoal