#GruposResidentes2019 - Cinema e Jazz é o diferencial da Kátharsis Companhia de Dança

23/05/2019
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Dançar é também um exercício de combinação: membros se aproximam e se distanciam formando desenhos anatômicos e estado de contemplação. Dançando também é possível combinar áreas artísticas. Cinema e Jazz, por exemplo, são as principais inspirações da Kátharsis Cia de Dança, um dos doze Grupos Residentes 2019, convocação realizada pela Funceb através da Escola de Dança, que dispõe de salas de ensaio, até 21 de dezembro 2019.  

A frente da companhia está o bailarino Filipe Monte Verde, que fundou o grupo após a conclusão da graduação em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Formei em licenciatura em dança pela UFBA em 2012 e a Kátharsis surgiu durante meu processo de criação lá na Escola de Dança”, explica Filipe.

“Desde então, através da companhia venho fortalecendo e fomentando a linguagem do jazz no cenário da dança aqui na Bahia”, comenta o bailarino. Filipe atua como coreógrafo residente e diretor desenvolvendo trabalhos artísticos e na linguagem do jazz contemporâneo em diálogo com a estética do cinema.

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Para ele, participar dos Grupos Residentes 2019 potencializa a cena, além de colaborar com o crescimento e profissionalismo coletivo. “A participação como grupo residente na Funceb potencializa ainda mais a Kátharsis por fomentar a dança em nossa cidade, por estar em um lugar totalmente voltado à arte e educação, além da troca com colegas profissionais de outros grupos que buscam o mesmo caminho”, aponta Filipe.

rInfluências e Premiações – Algumas conquistas como o prêmio de melhor coreógrafo para Filipe por “Jeune Marrieé”, do festival Jazz Dance Bahia (2012); o primeiro lugar na categoria conjunto livre avançado com coreografia por “Estresse”, no Ballace (2014); e o primeiro lugar na categoria estilo livre avançado com a coreografia “Sentimentos”, no Ballace, consagram a trajetória da companhia. Veja apresentação no Ballace 2014.

No cinema, as abstrações fantasiosas do cineasta Tim Burton, a dramaticidade que beira ao absurdo de Lans Von Trier e a violência descomedida de Quentin Tarantino são inspirações para os trabalhos desenvolvidos pela a Khártasis.

“Acredito que a forma que trabalho, fomentando o jazz e lidando com o universo cinematográfico, potencializa e firma a companhia como um dos grupos conhecidos na cidade de Salvador por apresentar uma linguagem própria”, diz o coreógrafo. Em seu repertório, três produções se destacaram pelo período de duração e circulação: “Instinto” (2015), “O Vilarejo de Blacksbird” (2017) e “Calabouço” (2018).

“Os três trabalhos foram muito bem comentados, além de ter sucesso de público em todos eles, com casa lotada em todos os dias de apresentação”, lembra o coreógrafo. Acompanhe o grupo pelo Instagram.

Fotos: Gabriela Kliemann Dias e Bia Cumming