09/04/2020

Oriundo de uma família de professores, Guego Anunciação sabia desde cedo que a sala de aula seria o espaço onde trabalharia quando firmasse uma profissão. O que Guego não imaginava era que já aos 13 anos daria os primeiros passos na profissão que o acolheria futuramente.
Quando iniciou as aulas de Balé Clássico, seu pai era o responsável por levá-lo do bairro de Periperi até a Pituba, duas vezes por semana, nas primeiras aulas. “Esse apoio de meu pai é muito marcante em minha memória. Ele foi um grande incentivador da arte em minha vida, enquanto eu via a escolha pela dança ser uma problemática nas famílias de outros colegas”.
A dança foi ganhando espaço no corpo de Guego, mas ainda não era a sua escolha profissional. Na hora do vestibular, Educação Física e História foram as primeiras opções do jovem, que acabou ingressando no Bacharelado Interdisciplinar de Artes, em 2010, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Guego colou grau na primeira turma do curso, em 2012.
No mesmo ano, Guego iniciou as aulas do Curso Profissional em Dança na Escola de Dança da Funceb, mas trancou após o segundo semestre, pois desenvolvia atividades na Universidade que o impediram. No entanto, sempre esteve participando de aulas, seleções e cursos que envolviam a Escola.
No ano seguinte, em 2013, Guego iniciou o curso de Licenciatura em Dança, também na UFBA. Daí surgiria, talvez, o primeiro passo firme do jovem na Dança. Passos esses que se cruzaram com as suas três referências na área: os professores Matias Santiago, na época coordenador de Dança da Funceb, que teve Guego como seu estagiário e foi seu professor no Balé Jovem de Salvador; Cida Linhares, quem o ensinou a lapidar a arte do ensino; e Ana Patrícia Reis, a primeira professora negra que esse jovem viu como sua semelhante, desempenhando a arte de ensinar.
Em 2015 Guego recebeu o sonhado diploma de Licenciatura em Dança e os passos suaves que a arte exigia foram perfeitamente marcados pelo jovem. “A dança tem um papel fundamental na minha formação como homem negro. Através dela eu me coloquei de forma diferente no mundo. Eu sou prova viva da transformação social que a dança promove”, disse ele.
Quando iniciou as aulas de Balé Clássico, seu pai era o responsável por levá-lo do bairro de Periperi até a Pituba, duas vezes por semana, nas primeiras aulas. “Esse apoio de meu pai é muito marcante em minha memória. Ele foi um grande incentivador da arte em minha vida, enquanto eu via a escolha pela dança ser uma problemática nas famílias de outros colegas”.
A dança foi ganhando espaço no corpo de Guego, mas ainda não era a sua escolha profissional. Na hora do vestibular, Educação Física e História foram as primeiras opções do jovem, que acabou ingressando no Bacharelado Interdisciplinar de Artes, em 2010, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Guego colou grau na primeira turma do curso, em 2012.
No mesmo ano, Guego iniciou as aulas do Curso Profissional em Dança na Escola de Dança da Funceb, mas trancou após o segundo semestre, pois desenvolvia atividades na Universidade que o impediram. No entanto, sempre esteve participando de aulas, seleções e cursos que envolviam a Escola.
No ano seguinte, em 2013, Guego iniciou o curso de Licenciatura em Dança, também na UFBA. Daí surgiria, talvez, o primeiro passo firme do jovem na Dança. Passos esses que se cruzaram com as suas três referências na área: os professores Matias Santiago, na época coordenador de Dança da Funceb, que teve Guego como seu estagiário e foi seu professor no Balé Jovem de Salvador; Cida Linhares, quem o ensinou a lapidar a arte do ensino; e Ana Patrícia Reis, a primeira professora negra que esse jovem viu como sua semelhante, desempenhando a arte de ensinar.
Em 2015 Guego recebeu o sonhado diploma de Licenciatura em Dança e os passos suaves que a arte exigia foram perfeitamente marcados pelo jovem. “A dança tem um papel fundamental na minha formação como homem negro. Através dela eu me coloquei de forma diferente no mundo. Eu sou prova viva da transformação social que a dança promove”, disse ele.

"Missa do 7º dia" (Foto: Dan Figliuolo)
Piruetas, pliés, fondus e arabesques
Sua história junto à Fundação Cultural do Estado não parou quando deixou de ser estagiário da instituição. Em novembro de 2019 ele retornou à casa, dessa vez como convidado, para participar da terceira edição do Novembro das Artes Negras da Funceb. Na ocasião, Guego apresentou na Sala King o espetáculo solo "Negreiro", uma dança-luta movida pela paixão e pela necessidade de existir. Após a apresentação, o bailarino participou de um bate-papo com os artistas e estudantes presentes.
“Eu preciso dançar para estar vivo, essa é uma missão difícil, mas por tudo que eu tenho vivido com a dança, eu sou muito grato. Essa foi uma das oportunidades que eu tive de dialogar sobre a dança com diversos públicos, o que me deixou muito grato”, comentou o dançarino sobre sua participação no Novembro das Artes Negras.
Ainda em 2019, aos 28 anos, Guego Anunciação foi aprovado no processo seletivo simplificado REDA da Funceb, e passou a compor o quadro de professores da Escola de Dança. Atualmente ele leciona Balé Clássico para crianças e jovens dos cursos Profissional e Preparatório na sede da Escola, e no Núcleo de Extensão em Nordeste de Amaralina. Balé Clássico é uma modalidade que encanta quem assiste, disso não há dúvida. De acordo com Guego, a modalidade requer muita habilidade, técnica e treinamento, pois possui um vocabulário próprio e metódico. Os fundamentos básicos do Balé Clássico consistem em: uso da rotação externa, do coxo femoral e a verticalidade do tronco, além de harmonia, simetria, ativamento da musculação, empenho e dedicação, segundo o professor.
“Todas minhas experiências sociais eu trago para esse espaço que me faz sentir a realização de viver da dança e poder compartilhar isso com os alunos e alunas que me enxergam com igualdade. Eles veem um homem negro ensinando uma modalidade que foi dominada por pessoas brancas em outros tempos”, finaliza o artista de Dança, Guego Anunciação.
Foto: Arquivo Pessoal