#PerfilDasArtes - Denison Monteiro sem asas nem limites para voar na dança em São Sebastião do Passé

10/06/2020
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Nascido em Salvador, Denison Monteiro mora em São Sebastião do Passé, a 66km da capital baiana, desde os primeiros dias de vida. Ainda jovem, ele se formou em magistério no Colégio Municipal Dr. João Paim e sempre aproveitou as oportunidades de projetos de dança na escola.

Com um largo sorriso no rosto, Denison lembra que desde pequeno participava dos concursos de lambada, ritmo contagiante e quente dos anos 80. “Eu comecei com um grupo, a Cia de Dança Dangerous, aqui em São Sebastião do Passé. Na oportunidade eu participei de alguns cursos que a Funceb trouxe para a cidade, buscando conhecimento. E daí começou a minha paixão pela dança”, disse Denison Monteiro.

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Em suas memórias, o artista lembra que fez parte também do Curso de Teatro Chapéu de Palha, oferecido na época pela Fundação Cultural. Já no ano de 2010, ele recebeu um premio pela coreografia montada para o Festival o Corpo que Dança, na cidade de Mata de São João.

hQuando questionado sobre a importância da dança em sua vida, Denison lembra com emoção, o papel transformador da dança para a sua formação artística. “Eu me tornei uma pessoa melhor quando conheci a dança. É um misto de emoções quando estou dançando, eu consigo falar sem usar uma palavra, botando pra fora meus sentimentos. Sempre lembro da mensagem que, eu não preciso de asas para voar, eu danço”, comentou.

Em outubro de 2019, Denison participou do V Seminário de Criação em Dança, realizado pela Funceb através de sua coordenação de dança. “A experiência de misturar o hip-hop com forró, e uma balada com dança contemporânea foi incrível! A atividade contribuiu para que eu levasse também essa experiência por onde eu passo, ensinando ou apresentando artes”, disse ele.

Atualmente, Denison trabalha em escolas públicas em São Sebastião do Passé como agente de atividade artística. Nas instituições ele desenvolve projetos educativos, cultivando a importância das datas comemorativas para a educação. Além disso, comanda a Companhia de Dança Raízes, onde trabalha, através das coreografias de dança afro popular regional, a valorização das culturas nordestinas.

“É incrível ver jovens e adolescentes usando a dança como expressão. Eles se reconhecem em cada coreografia e podem falar através dos movimentos corporais. Ali eles ilustram e representam o que lêem”, finaliza o professor.

Fotos: Arquivo Pessoal