02/07/2020

Desde criança ele sempre se identificou com dança e movimento. Natural de Ibititá, região da Chapada Norte, Toni Silva, de 38, é historiador, artista, ativista das causas raciais, coreógrafo e professor de dança de matrizes africanas e suas ressignificações. “Comecei a dançar muito cedo. Ainda criança via sempre a minha família dançar e se movimentar. Foi a partir desse momento que comecei a perceber que era isso que queria para minha vida”, conta.
Aos 13 anos, Toni Silva saiu da cidade que morava e foi para Salvador estudar dança. Em seguida, procurou a Escola de Dança da Funceb para conhecer mais sobre a arte. “Tive a oportunidade de conhecer e ver o Mestre King dançando e de cara me já identifiquei. Quando o vi dançar, pensei: é isso que quero para minha vida. Foi durante esse período que também tive a oportunidade de conhecer o professor e dançarino Denilson Oluwafemi, que me apresentou a fundo a modalidade da dança afro e fiquei louco por ela”, diz.
Aos 13 anos, Toni Silva saiu da cidade que morava e foi para Salvador estudar dança. Em seguida, procurou a Escola de Dança da Funceb para conhecer mais sobre a arte. “Tive a oportunidade de conhecer e ver o Mestre King dançando e de cara me já identifiquei. Quando o vi dançar, pensei: é isso que quero para minha vida. Foi durante esse período que também tive a oportunidade de conhecer o professor e dançarino Denilson Oluwafemi, que me apresentou a fundo a modalidade da dança afro e fiquei louco por ela”, diz.

Além de conhecer o Mestre King e Denilson, Toni conta que ao dar ponto de partida em sua carreira, também conheceu os demais grandes mestres e coreógrafos que agregaram para o seu conhecimento. “Quando vim para Salvador, tive a oportunidade de conhecer Zebrinha, Nildinha Fonseca, Seu Augusto Omolú, Vânia Oliveira, Ieda Ornelas, Clayde Morgan, Paco Gomes e Zé Ricardo. Sou preto, trabalho com danças diaspóricas e não tinha como não me identificar com os trabalhos desses grandes mestres e mestras”, revela.
Procurando sempre aprender mais sobre a dança. Toni já passou por diversas modalidades de dança, como ballet clássico, dança moderna e contemporânea. “Eu queria conhecer para ter uma identidade e ter uma identificação com aquilo que acredito e faço. E foi aí que comecei a trilhar meu caminho e ter uma ideia do que eu queria”, revela o artista.Com um currículo artista extenso, Toni Silva possui 22 anos de carreira. Atualmente ele também é coordenador do Festival Vale que Dança, que acontece no Vale do Capão. O projeto é realizado pelo grupo de Dança Ominará, com o apoio da Funceb.
“A dança representa para mim a vida e a produção de conhecimento. Ela é o lugar onde encontro e reencontro a minha ancestralidade, onde meu corpo ancestral viveu e que vive, que existiu e que resiste a todas as mazelas da branquitude racista. Essa dança afro que eu divulgo, é um símbolo de força, resistência e luta”, descreve Toni Silva.
Fotos: Arquivo Pessoal