14/10/2020

Selecionado na categoria Circo, o projeto Memórias de um circo vivo, compõe a 8ª edição do Calendário das Artes, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A partir dos relatos, arquivos pessoais e memórias de toda a vida dedicada às artes circenses, a proposta é apresentada por Jucineide Silva, de 73 anos, da cidade de Dias D’Ávila.
Ao longo da trajetória de mais de 60 anos, a artista é conhecida carinhosamente como Dona Neide.
Através de um bate papo dedicado a todos os públicos, a artista apresenta suas memórias, revelando ainda os métodos, experiências e todo o legado artístico como instrutora no tradicional circo brasileiro.
Para Dona Neide, “a proposta é uma forma de contribuir com a arte circense, em tempos de notícias tão difíceis”.
“As redes Sociais são a forma de respirar a arte em tempos de pandemia. Assim como diversos setores do mercado, a cultura encontrou um desafio com a quarentena, o de existir num ambiente online. Com essa proposta, eu pretendo colaborar com o que aprendi e fiz em toda a minha vida artística”, diz a proponente.
Com uma carreira artística repleta de experiências em circo, Dona Neide já passou pelos circos do Almeida, Leal Bahia, Pindorama. A partir da década de 1980 começou a instruir os mais novos então entra mais no picadeiro, atuando como instrutora e até diretora artística.
Já entre os anos de 1999 e 2008 foi Contratada pela Escola de Artes do Circo Picolino para ser instrutora de contorção. Entre 2014 e 2018, participou de palestras, encontros, vídeos e documentários sobre circo para falar um pouco de suas experiências durante a trajetória.
Foto: Divulgação