31/08/2020

O projeto Ciclos, Redes e Nós apresenta dramaturgia autoral e coletiva inspirada pelos escritos de 4 autoras brasileiras de início do século XX. Em uma série de solos em vídeo, 11 atrizes apresentam cartas escritas para si mesmas em diferentes fases da vida, refletindo sobre questões que abordam memória e vivências femininas. O projeto foi selecionado pelo edital Calendário das Artes 2020 - 8ª edição.
Desenvolvida por uma equipe integralmente formada por artistas universitárias, a ideia do projeto nasceu de uma primeira experiência que o coletivo teve na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2019. Recém-ingressas na Escola de Teatro, as integrantes do grupo criaram a cena curta "Ciclos de Nós" para o "Ato de 4", projeto de extensão da universidade. "Ficávamos incomodadas por ver poucas figuras femininas em cena e na plateia, então, resolvemos nós mesmas montar alguma coisa", conta Stefanny Mascarenhas, atriz do projeto e responsável pela reunião do grupo. Depois da estreia no Ato de 4, o experimento foi ganhando força e começou a circular também por outros eventos de Salvador, como na Virada Sustentável (Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha) e no Festival Estudantil de Artes Cênicas - FESTAC ano 4 (Teatro Martim Gonçalves).
A partir dessa experiência inicial, surge a nova proposta, criada no atual momento de pandemia. Em Ciclos, Redes e Nós, cada atriz escreve uma carta endereçada a si em algum momento de sua trajetória, já vivido ou não: infância, adolescência, fase adulta e velhice. Walerie Gondim, produtora, atriz e uma das diretoras e proponente do projeto diz que "esse jogo nos permitiu acessar memórias e sentimentos muito pessoais que, no fundo, podem se comunicar também com outras feminilidades".
Desenvolvida por uma equipe integralmente formada por artistas universitárias, a ideia do projeto nasceu de uma primeira experiência que o coletivo teve na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2019. Recém-ingressas na Escola de Teatro, as integrantes do grupo criaram a cena curta "Ciclos de Nós" para o "Ato de 4", projeto de extensão da universidade. "Ficávamos incomodadas por ver poucas figuras femininas em cena e na plateia, então, resolvemos nós mesmas montar alguma coisa", conta Stefanny Mascarenhas, atriz do projeto e responsável pela reunião do grupo. Depois da estreia no Ato de 4, o experimento foi ganhando força e começou a circular também por outros eventos de Salvador, como na Virada Sustentável (Cabaré dos Novos, Teatro Vila Velha) e no Festival Estudantil de Artes Cênicas - FESTAC ano 4 (Teatro Martim Gonçalves).
A partir dessa experiência inicial, surge a nova proposta, criada no atual momento de pandemia. Em Ciclos, Redes e Nós, cada atriz escreve uma carta endereçada a si em algum momento de sua trajetória, já vivido ou não: infância, adolescência, fase adulta e velhice. Walerie Gondim, produtora, atriz e uma das diretoras e proponente do projeto diz que "esse jogo nos permitiu acessar memórias e sentimentos muito pessoais que, no fundo, podem se comunicar também com outras feminilidades".

Para ajudar a construir esse diálogo entre os tempos, o grupo buscou textos literários do passado, de escritoras cujas obras já estão em domínio público, citando trechos de alguns de seus trabalhos nos vídeos. "A ideia era tentar perceber aproximações e distanciamentos entre as gerações, mas também dar visibilidade a autoras tão importantes e pouco conhecidas na nossa história", comenta Walerie.
As escritoras apresentadas são Josefina Álvares de Azevedo (1851-1913), que lutou pela emancipação feminina e foi autora de textos como "O Voto Feminino"; Maria Firmina dos Reis (1822-1917), considerada a primeira romancista preta brasileira, que escreveu obras como "Cantos à Beira-mar"; Auta de Souza (1876-1901), escritora mística brasileira, autora de "Horto"; e Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras e autora de obras como "A Falência".
Os vídeos - que contarão com legenda, visando à acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva - foram registrados de forma caseira pelas atrizes, após um período de pesquisa, encontros e ensaios virtuais. Este cenário retrata um pouco dos novos desafios colocados atualmente para o teatro, possibilitando também o alcance de mais pessoas para além dos espaços cênicos tradicionais.
A produção audiovisual está disponível no canal da Funceb no youtube. Inscreva-se e ative as notificações para não perder nenhum vídeo do Calendário das Artes!