Funceb se reúne com Coletivo de Regentes de Corais da Bahia

28/09/2020

regentes


A Fundação Cultural participou na noite desta segunda-feira (28), do Encontro Coletivo de Regentes de Corais da Bahia. O evento online, teve o objetivo de estreitar o diálogo para construção de políticas culturais voltadas para o seguimento de canto coral na Bahia. A diretora geral da Funceb, Renata Dias, participou da reunião, junto ao diretor interino das Artes da instituição, Ricardo Rosa e do coordenador do Curso de Música do Centro de Formação em Artes (CFA/FUNCEB), Edu Fagundes.

Segundo mapeamento feito pelo Coletivo de Regentes de Coral da Bahia, o estado tem, em média, 300 corais e mais de 150 regentes. No Coletivo, estão 61 Regentes. O estudo aponta, ainda, existência de regentes em todos os seis macroterritórios do estado. “Além de Salvador, e Região Metropolitana, temos representantes de todos os Macroterritórios, e isso é muito importante, pois em cada um de nós tem o potencial de aglutinar nossos pares pra estarmos juntos em prol de uma política pública”, disse Rosa Eugênia Vilas Boas, que integra o Coletivo.  

Na pauta, o Coletivo pontuou a necessidade de parcerias institucionais com a Fundação. “Não há precendente significativo em nossa atuação junto a este campo, este é um encontro inédito na perspectiva de olhar para o canto coral, entendê-lo e acioná-lo na perspectiva de política pública. Essa reunião é vanguardista nesse sentido”, pontuou a diretora geral da Funceb, Renata Dias, que apresentou ao Coletivo a atuação da Fundação no âmbito das linguagens artísticas.

Em sua fala, a diretora geral também apontou o Centro de Formação em Artes da Funceb como um espaço que responda a essas necessidades e possíveis apoios, como as ações formativas. “Uma veia formativa é algo a partir de onde podemos começar, é necessário pensar em vocês de uma forma sistêmica. O canto coral é algo que se refere à autonomia e plenitude do corpo, é muito importante olharmos pra essa musica que sai de maneira autônoma. Olhar pra esta especificidade da Música é algo que nos interessa. Temos um futuro precípuo aí pela frente”, enfatizou Renata, dando as boas vindas ao Coletivo no âmbito das políticas públicas.

"Nós estamos aqui representando inúmeros regentes de toda a Bahia. Coral é todos os dias, não apenas no Natal, precisamos entender a importância do canto coral na cultura da Bahia, a potência que ele tem e esse momento foi ímpar pro futuro do canto coral no estado. A Bahia é tão rica nessa área, então precisamos estabelecer um contato mais forte e eficaz pra termos um olhar diferente pra nós. Se não nos unirmos pra mostrar nossa força, passaremos despercebidos", disse Robert Alexandre, integrante do Coletivo. 


O superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult/Funceb) também participou da reunião. “Ter uma política pública para este campo é muito importante, é preciso formalizar as necessidades para que possamos buscar mais força nas parcerias institucionais. Estamos à disposição, vamos conseguir construir alternativas para que os melhores coros e corais da Bahia tenham condições de chegar em um grau de excelência no estado”, pontuou Orley Silva.

Ambos dirigentes pontuaram a necessidade do Coletivo fazer o Cadastro Cultural e de estar atento aos instrumentos da Lei Aldir Blanc que estão para ser lançados pela Secretaria de Cultura nos próximos dias.