01/10/2020

O documentário “Aldeia do Cachimbo” revela os indígenas narrando a reconquista de seu território e partilhando o prazer da vitória, que é viver hoje juntos em uma mesma aldeia. O filme participou da Mostra Competitiva Competitiva Regional deste IV Cinebaru (domingo, 27 de setembro de 2020), e depois de cinco dias de exibição online dos 23 selecionados, o documentário Aldeia do Cachimbo conquistou o prêmio de MELHOR FILME (JÚRI) e PRÊMIO AQUISIÇÃO SESCTV.
O documentário que está disponível no canal “MENSAGENS DA TERRA” no YouTube, tem quase 15 minutos foi produzido em janeiro de 2020 na “Aldeia do Cachimbo”, aldeia que abriga indígenas majoritariamente da etnia Imboré, aldeia localizada no município de Ribeirão do Largo, e próxima a cidade de Itambé – BA. O território da aldeia esteve, por aproximadamente um século, nas mãos de posseiros que invisibilizaram os indígenas que só vieram retomar suas terras em janeiro de 2017; o documentário explica, entre muitas coisas, essa história.
Para realizá-lo, a equipe foi composta por quase 20 indígenas, alguns deles Imboré, outros Tupinambá, outros Pataxó e três artistas convidados não indígenas: Sebastian Gerlic (Direção e Câmera); Ângelo Rosário (Fotografia e Câmera) e Gabriel Moreira (Som Direto e Edição); a direção geral do projeto que promoveu a filmagem e suas ações de divulgação está encabeçada pela artista realizadora indígena Îã Gwarini Tupinambá e seu produtor Luis Gonzaga dos Santos. Îã Gwarini é indígena e militante do movimento indígena e do movimento feminista. Desde jovem vem se destacando por ter-se apropriado bem de expressão oral, escrita, fotográfica, audiovisual e digital.
O filme foi viabilizado por meio do Edital Setorial de Audiovisual 2019, com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.
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Arte: Divulgação