13/04/2021

A história da pianista Celice Silveira é objeto central do documentário dirigido pela filha da artista, a historiadora Wayra Silveira. Lançado em 2018, o longa-metragem Celice – Histórias e Canções de uma Mestre Pianista dota um tom mais pessoal, sendo narrado pela própria Wayra, mas, ao mesmo tempo, busca abordar aspectos históricos que envolvem Salvador, a Bahia e o Brasil em suas formações socioculturais.
Conforme destaca a diretora e historiadora, a obra levanta as seguintes questões: “Como uma família negro-mestiça de Salvador do início do século XX conseguiu formar uma pianista? De que maneira o trabalho desconhecido de Celice popularizou o piano em bairros desta cidade?”. Essas questões são abordadas ao longo de cinco mini capítulos, nos quais a cronologia dos fatos está a serviço do olhar proposto pela realizadora Wayra Silveira.
Celice Silveira é pianista desde os 6 anos de idade e professora desde os 20. Nascida em 1930 no centro antigo de Salvador, poucas décadas após a abolição da escravatura no Brasil, em uma Bahia republicana ainda com traços imperiais, filha de uma família negra e próspera, Celice estudou piano desde a infância e foi aluna do Instituto de Música da Bahia, a segunda instituição oficial de ensino de música no Brasil. A sua trajetória como pianista e professora de música se confunde com a história de Salvador do século XX.
Wayra Silveira destaca que o filme não traz apenas a história de vida de uma musicista soteropolitana. “Apresentamos um olhar para uma cidade e uma época, a personagem principal representando uma espécie de receptáculo de pensamentos e movimentos que a narrativa de sua vida torna mais sensíveis”, explica.
A diretora afirma ainda que o documentário é um relato interpretativo, que tem como base a vida da pianista, contada a partir de fontes orais, bibliográficas e documentais, do acervo familiar e de bibliotecas e arquivos públicos. “As fontes orais foram fundamentais para a produção deste trabalho audiovisual. Nas memórias registradas nas entrevistas realizadas com familiares, amigos, colegas, ex-alunos, autores, músicos, as emoções foram incluídas não só como subjetividades bem-vindas, mais como a maior riqueza desta metodologia”, reitera Wayra.
Celice teve inspiração na metodologia de Registro de Histórias de Vida do Museu da Pessoa, um museu virtual que reúne milhares de memórias de brasileiras e brasileiros comuns, e que valoriza cada trajetória de vida como patrimônio da humanidade e como fonte de conhecimento.
O filme Celice foi contemplado no Prêmio Exibição Audiovisual da DIMAS/FUNCEB/SECULT-BA e a exibição será realizada pelo IRDEB no dia 10 de abril de 2021, às 22h30.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Conforme destaca a diretora e historiadora, a obra levanta as seguintes questões: “Como uma família negro-mestiça de Salvador do início do século XX conseguiu formar uma pianista? De que maneira o trabalho desconhecido de Celice popularizou o piano em bairros desta cidade?”. Essas questões são abordadas ao longo de cinco mini capítulos, nos quais a cronologia dos fatos está a serviço do olhar proposto pela realizadora Wayra Silveira.
Celice Silveira é pianista desde os 6 anos de idade e professora desde os 20. Nascida em 1930 no centro antigo de Salvador, poucas décadas após a abolição da escravatura no Brasil, em uma Bahia republicana ainda com traços imperiais, filha de uma família negra e próspera, Celice estudou piano desde a infância e foi aluna do Instituto de Música da Bahia, a segunda instituição oficial de ensino de música no Brasil. A sua trajetória como pianista e professora de música se confunde com a história de Salvador do século XX.
Wayra Silveira destaca que o filme não traz apenas a história de vida de uma musicista soteropolitana. “Apresentamos um olhar para uma cidade e uma época, a personagem principal representando uma espécie de receptáculo de pensamentos e movimentos que a narrativa de sua vida torna mais sensíveis”, explica.
A diretora afirma ainda que o documentário é um relato interpretativo, que tem como base a vida da pianista, contada a partir de fontes orais, bibliográficas e documentais, do acervo familiar e de bibliotecas e arquivos públicos. “As fontes orais foram fundamentais para a produção deste trabalho audiovisual. Nas memórias registradas nas entrevistas realizadas com familiares, amigos, colegas, ex-alunos, autores, músicos, as emoções foram incluídas não só como subjetividades bem-vindas, mais como a maior riqueza desta metodologia”, reitera Wayra.
Celice teve inspiração na metodologia de Registro de Histórias de Vida do Museu da Pessoa, um museu virtual que reúne milhares de memórias de brasileiras e brasileiros comuns, e que valoriza cada trajetória de vida como patrimônio da humanidade e como fonte de conhecimento.
O filme Celice foi contemplado no Prêmio Exibição Audiovisual da DIMAS/FUNCEB/SECULT-BA e a exibição será realizada pelo IRDEB no dia 10 de abril de 2021, às 22h30.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.