03/01/2022

Walter Cézar (foto: divulgação)
Tão certo quanto o fato de que, por decorrência da pandemia, as "lives" vieram para ficar é o de que a poesia estará à solta nas redes sociais e outras plataformas online por todo o mês de fevereiro. Com o projeto “A palavra encantatória”, idealizado e coordenado pelo poeta Douglas de Almeida, nada menos que quatro edições do “Sarau Viva à Poesia Viva” - com 16 poetas que, além de terem trajetórias marcantes e livros publicados, se esmeram na arte de recitar poemas.
As lives e gravações de vídeos com apresentações dos poetas convidados acontecem a partir do dia 4, com estreia na sede da Biblioteca Betty Coelho (na Boca do Rio, onde encontra-se também alojada a Biblioteca Prometeu Itinerante); na Praça da Piedade e na Aldeia Hippie de Arembepe, em formato híbrido. Ou seja, as performances contarão com um público reduzido, até mesmo em caráter simbólico, devido à pandemia da Covid-19 e em atenção aos protocolos sanitários. Todos os eventos do sarau serão transmitidos ao vivo através do Facebook e Instagram.
Segundo Douglas de Almeida, "o Sarau Viva a Poesia Viva (A palavra encantatória) tem programado quatro edições com quatro dos 16 poetas em cada uma. Tratam-se de integrantes de gerações e linhas estético-ideológicas distintas que recitarão poemas e, de forma breve, narrarão suas trajetórias, na perspectiva de evidenciar a rica e expressiva diversidade étnico-cultural baiana". De todo modo, ainda segundo o coordenador do evento, "cada edição, de acordo com os estilos dos poetas e características do local, contará com diferenciações na dinâmica das apresentações".
POETAS E LOCAIS
Contemplado pelo Edital que homenageia o professor e poeta Jorge Portugal, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura com recursos do programa Aldir Blanc, do governo federal, os saraus acontecerão sempre às 19h. O primeiro, dia 4 de fevereiro, na Biblioteca Betty Coelho, reúne Juvenal Payayá, Jovina Souza, Jocélia Fonseca, Antônio Barreto. O segundo, dia 12, na Aldeia Hippie, em Arembepe, com Walter Cézar, Michelle Saimon, Sidney Rocha e Douglas de Almeida. O terceiro, dia 18, na Praça da Piedade, conta com Marcos Peralta,
Semírames Sé, Alex Simões, Negafya. O quarto sarau, dia 25, será na Biblioteca Prometeu Itinerante com participações de Nelson Maca, José Inácio Vieira de Melo, Rita Santana e Carlos Verçosa.
Douglas de Almeida esclarece que os locais foram escolhidos "por terem um histórico de, regularmente, servirem de palco para recitais de poesia. A Praça da Piedade, desde o final dos anos 1970, é palco sistemático e contínuo de recitais poéticos. A Aldeia Hippie, onde reside o poeta Walter Cézar, tem sido um espaço constante para recitais. A Biblioteca Betty Coelho que divide sua sede com a Biblioteca Prometeu Itinerante, tem por missão a valorização da palavra falada através de recitais de poemas e contações de histórias.
Os saraus “Viva à Poesia Viva”, terão, ainda, formato em vídeo com trechos das quatro edições. Segundo o idealizador da programação, "o propósito é prestigiar poetas que cultuam recitar poemas e que, inclusive, se esmeram nesta arte, sendo conhecidos e reverenciados como grandes recitadores. Conforme Douglas, "alguns têm transformando a arte de recitar poemas em verdadeiras performances".
Ele cita, inclusive, o poeta e ensaísta mexicano Octávio Paz (1914-1998), para quem "recitar versos é um exercício respiratório, mas um exercício que não termina em si mesmo. Respirar bem, plena e profundamente, não é só uma prática de higiene nem um desporto, mas uma maneira de nos unirmos ao mundo e participarmos do ritmo universal. Recitar versos é como dançar com o movimento total de nosso corpo e o da natureza".
ENCANTADORES DAS PALAVRAS
Alex Simões é poeta e performer, tem quatro livros publicados, e poemas em antologias, coletâneas, sites nacionais e internacionais. Realizou espetáculos poético-teatrais interpretando poemas de diversos poetas entre os quais, Gregório de Mattos e Waly Salomão. Entre seus livros publicados, Contrassonetos – Editora Mondrongo, 2015. Ele mantém o blog toobitornottoobit.blogspot.com.br.
Antônio Barreto é psicopedagogo, poeta e cordelista. Tem mais de 200 folhetos de cordéis publicados e dois livros de poemas, um deles o Flores de Umburana (Selo Letras da Bahia, 2006). Um dos mais importantes cordelistas do Nordeste Brasileiro, sempre se apresenta de forma extrovertida, quase dançarina, tocando sua gaita.
Carlos Verçosa, poeta (poesia marginal e haikai), jornalista e publicitário aposentado. Está desde os anos 60 na estrada literária, com livros publicados, premiados e na gaveta. Entre os publicados, o
livro "Oku: viajando com Bashô". Exímio fazedor e estudioso do haikai, seu corpo e sua voz são imbuídos de uma atmosfera Zen.
Jocélia Fonseca, “poetriz", formada em Letras pela Universidade Católica do Salvador, é integrante do grupo performático Importuno Poético, que realiza recitais performáticos em bares, teatros e faculdades. Ela se define como uma "poeta negro-feminista", tecendo em seus poemas, críticas ao machismo e ao racismo. Recentemente lançou o livro "Magia Negra".
José Inácio Vieira de Melo é poeta de dicção própria, trafegando entre o nordeste brasileiro e a literatura universal, tem nove livros publicados entre os quais, "Roseiral" (2010) e "Entre a estrada e a estrela" (2017). Coordenou a programação da Praça do Cordel e da Poesia na Bienal do Livro da Bahia (2011 e 2013). Atualmente é curador da Flipelô – Festa Literária Internacional do Pelourinho.
Jovina Souza é criadora e professora de projetos identitários. Assumidamente uma escritora negra – é faca afiada, desfere martelada em sua afrocruzada - todavia, é ampla, diversa, e distinta, como a condição humana. Publicou os livros de poemas, "Agdá" (2012), "O caminho das estações" (2018).
Juvenal Payayá é professor aposentado, tendo lecionado por vários anos no Colégio Estadual Senhor do Bonfim. Hoje, é Cacique da Nação Payayá, na Chapada Diamantina. Entre seus livros publicados: "Os tupinikins – versos de índio" “Timor Leste” e “Vozes Selvagens”.
Marcos Peralta, poeta e advogado, é um dos mais destacados artistas performáticos de Salvador. Interpreta há 10 anos com maestria o poeta Castro Alves. É um dos arautos do bloco O Boca de Brasa, que desfila no carnaval de Salvador com seus integrantes recitando poemas e distribuindo folhetins literários. É um dos coordenadores do grupo Coletivo Poesia Além das Sete Praças. Entre os livros publicados: "A companhia da montanha mágica" e "Movimento dos coqueiros azuis no concreto asfalto".
Michelle Saimon é estudante de Psicologia da Universidade Federal da Bahia e poeta com poemas publicados em diversas antologias. Participa regularmente de recitais em praças públicas, teatros e faculdades. Ela mantém o blog Sobre Dias Nublados.
Nelson Maca, professor aposentado de Literatura (UCSal), dirigiu o importante Sarau Bem Black. Poeta ligado ao Movimento Hip-hop, tem uma poética contestadora, agressiva e iconoclasta e seu recital, altamente performático, vai na mesma linha irreverente. Publicou em 2016, seu livro de poemas "Gramática da Ira".
NegaFya, poeta, MC e artista de rua, integrante do grupo de poesia Resistência Poética, idealizadora e produtora do Slam das Mina - BA, tendo sido vice-campeã do Slam Poetry Rio (Rio de Janeiro, 2018) e vencedora do Slam Free Flipelô, realizado em 2019 na Casa do Benin.
Semírames Sé, professora aposentada de Literatura brasileira, diplomada pela Universidade Federal da Bahia. Editou a revista literária “Sem Perfil” entre 1985 e 1991. Participou de dezenas de recitais de poemas e espetáculos poético-teatrais, em Salvador, Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Belém (PA) e na cidade de Rosario, na Argentina. Tem dois livros individuais de poesia: "Encontros" (1986) e "Metapoemas e outros temas" (2016).
Sidney Rocha é poeta, compositor, líder e percussionista da banda de reggae roots Kebra Nagast. Um dos criadores da Biblioteca Betty Coelho, coordena a Associação Cultural Nova Flor que discute questões relacionadas ao reggae, o rastafarianismo e o pan-africanismo. Teólogo, é estudioso da Bíblia. Lançou recentemente o livro de poemas, "Infinito".
Walter Cézar criou em 1981 o selo “Edições Tupyhanarkus” e publicou livros, revistas e folhetos, entre os quais as revistas “Tá tudo aí’, “Sem Perfil”, “Bahia Beat” e folhetos com poemas de sua autoria: "Operariando Poesia" e "Operariando em overdose". Poeta de linhagem existencialista, recita poemas de forma exacerbadamente visceral.
Douglas de Almeida, curador e mediador do evento, nasceu em Itabuna e iniciou trajetória literária em 1980 com a publicação de poemas na revista "Repúbrica das Banana" (grafia errada propositalmente). Em 1983 lança a plaqueta de poemas "Confissões de um pecador Ateu". Em 1994, cria a Biblioteca Prometeu Itinerante e, em 2005, a Biblioteca Infanto-juvenil Betty Coelho. Ministra oficinas literárias para crianças, jovens e adultos. Dirigiu diversos recitais de poesia a exemplo de "A Musa e a Lira" (poemas escritos e interpretados por mulheres). Em 2007 e 2016, representou o Brasil no Festival Internacional de Poesía en Cartagena, Colômbia.
Organiza o Sarau Viva à Poesia Viva desde 2004. Quando funcionário da Fundação Gregório de Mattos, organizou o Sarau do Gregório (2005 e 2006), no Teatro Gregório de Mattos. Em 2018 defende a monografia “Poesia, Negritudes e outras pedagogias” sendo diplomado como pedagogo em 2019. Em 2016, lança o livro "Movimento Poetas na Praça: entre a transgressão e a tradição", inaugurando o Selo Editorial Castro Alves da Câmara Municipal de Salvador. Em 2018 e 2019, organiza o “Sarau dos Saraus” no MAB-Museu de Arte da Bahia.
As lives e gravações de vídeos com apresentações dos poetas convidados acontecem a partir do dia 4, com estreia na sede da Biblioteca Betty Coelho (na Boca do Rio, onde encontra-se também alojada a Biblioteca Prometeu Itinerante); na Praça da Piedade e na Aldeia Hippie de Arembepe, em formato híbrido. Ou seja, as performances contarão com um público reduzido, até mesmo em caráter simbólico, devido à pandemia da Covid-19 e em atenção aos protocolos sanitários. Todos os eventos do sarau serão transmitidos ao vivo através do Facebook e Instagram.
Segundo Douglas de Almeida, "o Sarau Viva a Poesia Viva (A palavra encantatória) tem programado quatro edições com quatro dos 16 poetas em cada uma. Tratam-se de integrantes de gerações e linhas estético-ideológicas distintas que recitarão poemas e, de forma breve, narrarão suas trajetórias, na perspectiva de evidenciar a rica e expressiva diversidade étnico-cultural baiana". De todo modo, ainda segundo o coordenador do evento, "cada edição, de acordo com os estilos dos poetas e características do local, contará com diferenciações na dinâmica das apresentações".
POETAS E LOCAIS
Contemplado pelo Edital que homenageia o professor e poeta Jorge Portugal, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura com recursos do programa Aldir Blanc, do governo federal, os saraus acontecerão sempre às 19h. O primeiro, dia 4 de fevereiro, na Biblioteca Betty Coelho, reúne Juvenal Payayá, Jovina Souza, Jocélia Fonseca, Antônio Barreto. O segundo, dia 12, na Aldeia Hippie, em Arembepe, com Walter Cézar, Michelle Saimon, Sidney Rocha e Douglas de Almeida. O terceiro, dia 18, na Praça da Piedade, conta com Marcos Peralta,
Semírames Sé, Alex Simões, Negafya. O quarto sarau, dia 25, será na Biblioteca Prometeu Itinerante com participações de Nelson Maca, José Inácio Vieira de Melo, Rita Santana e Carlos Verçosa.
Douglas de Almeida esclarece que os locais foram escolhidos "por terem um histórico de, regularmente, servirem de palco para recitais de poesia. A Praça da Piedade, desde o final dos anos 1970, é palco sistemático e contínuo de recitais poéticos. A Aldeia Hippie, onde reside o poeta Walter Cézar, tem sido um espaço constante para recitais. A Biblioteca Betty Coelho que divide sua sede com a Biblioteca Prometeu Itinerante, tem por missão a valorização da palavra falada através de recitais de poemas e contações de histórias.
Os saraus “Viva à Poesia Viva”, terão, ainda, formato em vídeo com trechos das quatro edições. Segundo o idealizador da programação, "o propósito é prestigiar poetas que cultuam recitar poemas e que, inclusive, se esmeram nesta arte, sendo conhecidos e reverenciados como grandes recitadores. Conforme Douglas, "alguns têm transformando a arte de recitar poemas em verdadeiras performances".
Ele cita, inclusive, o poeta e ensaísta mexicano Octávio Paz (1914-1998), para quem "recitar versos é um exercício respiratório, mas um exercício que não termina em si mesmo. Respirar bem, plena e profundamente, não é só uma prática de higiene nem um desporto, mas uma maneira de nos unirmos ao mundo e participarmos do ritmo universal. Recitar versos é como dançar com o movimento total de nosso corpo e o da natureza".
ENCANTADORES DAS PALAVRAS
Alex Simões é poeta e performer, tem quatro livros publicados, e poemas em antologias, coletâneas, sites nacionais e internacionais. Realizou espetáculos poético-teatrais interpretando poemas de diversos poetas entre os quais, Gregório de Mattos e Waly Salomão. Entre seus livros publicados, Contrassonetos – Editora Mondrongo, 2015. Ele mantém o blog toobitornottoobit.blogspot.com.br.
Antônio Barreto é psicopedagogo, poeta e cordelista. Tem mais de 200 folhetos de cordéis publicados e dois livros de poemas, um deles o Flores de Umburana (Selo Letras da Bahia, 2006). Um dos mais importantes cordelistas do Nordeste Brasileiro, sempre se apresenta de forma extrovertida, quase dançarina, tocando sua gaita.
Carlos Verçosa, poeta (poesia marginal e haikai), jornalista e publicitário aposentado. Está desde os anos 60 na estrada literária, com livros publicados, premiados e na gaveta. Entre os publicados, o
livro "Oku: viajando com Bashô". Exímio fazedor e estudioso do haikai, seu corpo e sua voz são imbuídos de uma atmosfera Zen.
Jocélia Fonseca, “poetriz", formada em Letras pela Universidade Católica do Salvador, é integrante do grupo performático Importuno Poético, que realiza recitais performáticos em bares, teatros e faculdades. Ela se define como uma "poeta negro-feminista", tecendo em seus poemas, críticas ao machismo e ao racismo. Recentemente lançou o livro "Magia Negra".
José Inácio Vieira de Melo é poeta de dicção própria, trafegando entre o nordeste brasileiro e a literatura universal, tem nove livros publicados entre os quais, "Roseiral" (2010) e "Entre a estrada e a estrela" (2017). Coordenou a programação da Praça do Cordel e da Poesia na Bienal do Livro da Bahia (2011 e 2013). Atualmente é curador da Flipelô – Festa Literária Internacional do Pelourinho.
Jovina Souza é criadora e professora de projetos identitários. Assumidamente uma escritora negra – é faca afiada, desfere martelada em sua afrocruzada - todavia, é ampla, diversa, e distinta, como a condição humana. Publicou os livros de poemas, "Agdá" (2012), "O caminho das estações" (2018).
Juvenal Payayá é professor aposentado, tendo lecionado por vários anos no Colégio Estadual Senhor do Bonfim. Hoje, é Cacique da Nação Payayá, na Chapada Diamantina. Entre seus livros publicados: "Os tupinikins – versos de índio" “Timor Leste” e “Vozes Selvagens”.
Marcos Peralta, poeta e advogado, é um dos mais destacados artistas performáticos de Salvador. Interpreta há 10 anos com maestria o poeta Castro Alves. É um dos arautos do bloco O Boca de Brasa, que desfila no carnaval de Salvador com seus integrantes recitando poemas e distribuindo folhetins literários. É um dos coordenadores do grupo Coletivo Poesia Além das Sete Praças. Entre os livros publicados: "A companhia da montanha mágica" e "Movimento dos coqueiros azuis no concreto asfalto".
Michelle Saimon é estudante de Psicologia da Universidade Federal da Bahia e poeta com poemas publicados em diversas antologias. Participa regularmente de recitais em praças públicas, teatros e faculdades. Ela mantém o blog Sobre Dias Nublados.
Nelson Maca, professor aposentado de Literatura (UCSal), dirigiu o importante Sarau Bem Black. Poeta ligado ao Movimento Hip-hop, tem uma poética contestadora, agressiva e iconoclasta e seu recital, altamente performático, vai na mesma linha irreverente. Publicou em 2016, seu livro de poemas "Gramática da Ira".
NegaFya, poeta, MC e artista de rua, integrante do grupo de poesia Resistência Poética, idealizadora e produtora do Slam das Mina - BA, tendo sido vice-campeã do Slam Poetry Rio (Rio de Janeiro, 2018) e vencedora do Slam Free Flipelô, realizado em 2019 na Casa do Benin.
Semírames Sé, professora aposentada de Literatura brasileira, diplomada pela Universidade Federal da Bahia. Editou a revista literária “Sem Perfil” entre 1985 e 1991. Participou de dezenas de recitais de poemas e espetáculos poético-teatrais, em Salvador, Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Belém (PA) e na cidade de Rosario, na Argentina. Tem dois livros individuais de poesia: "Encontros" (1986) e "Metapoemas e outros temas" (2016).
Sidney Rocha é poeta, compositor, líder e percussionista da banda de reggae roots Kebra Nagast. Um dos criadores da Biblioteca Betty Coelho, coordena a Associação Cultural Nova Flor que discute questões relacionadas ao reggae, o rastafarianismo e o pan-africanismo. Teólogo, é estudioso da Bíblia. Lançou recentemente o livro de poemas, "Infinito".
Walter Cézar criou em 1981 o selo “Edições Tupyhanarkus” e publicou livros, revistas e folhetos, entre os quais as revistas “Tá tudo aí’, “Sem Perfil”, “Bahia Beat” e folhetos com poemas de sua autoria: "Operariando Poesia" e "Operariando em overdose". Poeta de linhagem existencialista, recita poemas de forma exacerbadamente visceral.
Douglas de Almeida, curador e mediador do evento, nasceu em Itabuna e iniciou trajetória literária em 1980 com a publicação de poemas na revista "Repúbrica das Banana" (grafia errada propositalmente). Em 1983 lança a plaqueta de poemas "Confissões de um pecador Ateu". Em 1994, cria a Biblioteca Prometeu Itinerante e, em 2005, a Biblioteca Infanto-juvenil Betty Coelho. Ministra oficinas literárias para crianças, jovens e adultos. Dirigiu diversos recitais de poesia a exemplo de "A Musa e a Lira" (poemas escritos e interpretados por mulheres). Em 2007 e 2016, representou o Brasil no Festival Internacional de Poesía en Cartagena, Colômbia.
Organiza o Sarau Viva à Poesia Viva desde 2004. Quando funcionário da Fundação Gregório de Mattos, organizou o Sarau do Gregório (2005 e 2006), no Teatro Gregório de Mattos. Em 2018 defende a monografia “Poesia, Negritudes e outras pedagogias” sendo diplomado como pedagogo em 2019. Em 2016, lança o livro "Movimento Poetas na Praça: entre a transgressão e a tradição", inaugurando o Selo Editorial Castro Alves da Câmara Municipal de Salvador. Em 2018 e 2019, organiza o “Sarau dos Saraus” no MAB-Museu de Arte da Bahia.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.