31/03/2022

Estudantes do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança tiveram uma manhã diferente. Ao invés das tradicionais aulas de dança, a turma do professor Márcio Fidelis participou de uma Oficina de Teatro com o coordenador de Teatro da Funceb, diretor teatral, produtor cultural e arte educador, Guilherme Hunder.
Na atividade, Guilherme buscou evidenciar a intersecção dentre as duas linguagens artísticas, teatro e dança, através de uma técnica de contação de histórias, se aproximando das atividades curriculares dos alunos. No início da vivência, os estudantes, a partir da provocação estabelecida entre objetos e suas memórias, tiveram que propor uma história e compartilhá-la com seus colegas. Após trocas e conversas, foi o momento de criar células coreográficas a partir das histórias compartilhadas.

"O que foi produzido aqui, facilmente se transformaria em quatro espetáculos distintos, donos de uma dramaturgia própria. É da natureza da dança a característica polissêmica, podem haver vários significados e signos numa mesma cena, ou seja, não necessariamente a gente vai interpretar da forma como o coreógrafo criou. Mas o movimento é comunicação, o movimento é história", comentou Guilherme.
O oficineiro aproveitou para incentivar os estudantes a pautarem o que produzem em sala de aula, e estarem abertos para as limitações além do que seria uma linguagem ou outra.
A estudante Jéssica Santana se identificou bastante com a atividade: "já fiz alguns anos de teatro, foi onde comecei aos 13 anos, e a aula de hoje me fez refletir sobre a minha trajetória. Percebi que quando cheguei na dança, trouxe muita coisa do teatro, como as expressões faciais, a presença no palco, o carisma, e foi muito significativo para mim relembrar tudo isso, pois o teatro tem esse propósito de cativar e envolver as pessoas".

Foi a primeira experiência em teatro da estudante Jennie de Jesus, mas isso não tirou a sua empolgação: "achei a aula muito bacana mesmo e a dinâmica bem legal. Percebi com o exercício que é muita responsabilidade a gente interpretar a história dos outros".
O professor da Escola de Dança, Márcio Fidelis, aproveitou a ocasião para destacar a necessidade da arte ser vista como atividade principal de uma pessoa. "A gente às vezes coloca a arte em segundo lugar, como um objeto de lazer, e é importante a gente se colocar nesse lugar de fazer a arte em primeiro lugar, como algo prioritário, o fazer artístico como elemento principal da nossa vida".
Nesta sexta-feira, a atividade extracurricular dos estudantes do Curso Profissional será uma Oficina de Circo, que será ministrada por Alexis Ayala.
Fotos: Lucas Malkut