01/11/2022

Soteropolitana, Feminista preta, pesquisadora, artista interdisciplinar e curadora independente; além de mestra em Cultura e Sociedade pela UFBA, Sanara Rocha, é uma das artistas contempladas na 8ª edição da Residência Artística para Escritores, promovida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia em parceria com o Instituto Sacatar, na Ilha de Itaparica. Sanara está na Residência Artística desde o dia 24 de outubro, onde fica instalada até 19 de dezembro de 2022.
Sanara foi contemplada com a proposta "Variações Sobre Ostinato Percussivo". Ela aborda em seu projeto de pesquisa intercâmbios poéticos e criação do script de um videoarte documental, que ainda não tem título definido. O projeto é livremente inspirado em sua dissertação de Mestrado intitulada "Narrativas Fósseis: Do Tabu à Mulher no Tambor", a qual trata das tensões históricas no entorno da memória feminina no campo percussivo afro-religioso.
Sanara pretende utilizar releituras de referências teóricas específicas que abordem o tema da presença feminina no tambor, além de realizar intercâmbio com pessoas locais e com as suas dinâmicas culturais, bem como dos demais artistas em residência no Sacatar.
"Eu desejo que a residência artística se estabeleça a partir de diferentes procedimentos poéticos para a criação, o que inclui as afetações vindas do encontro com o mar e com a geografia da Ilha de Itaparica, e tudo mais que esse território impulsiona com relação à memória e ancestralidade preta Yorubaiana", comenta.
Sanara Rocha é bacharel em Artes Cênicas pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia e habilitada em Direção Teatral (2011). Dedica-se ao desenvolvimento de duas pesquisas poéticas multidisciplinares, uma que se intitula “Narrativas Fósseis” e ancora-se nos estudos de gênero e afro-futurismos a título de construir trabalhos artísticos que versam sobre a memória da presença feminina nos tambores afro-religiosos; e “Futurismo Amefricana”, que fundamenta-se no conceito de amefricanidade e nas epistemologias afrofuturistas e futuristas latino americanas, no intuito de pensar-forjar uma estética futurista a partir de idiossincrasias culturais negras e indígenas brasileiras.
Sanara comenta que a residência no Sacatar tem sido uma experiência bastante rica e proveitosa, pois é a primeira vez que a artista tem um estúdio exclusivo para desenvolver sua criação.
"Minha ideia é pensada a partir de uma imbricação entre a literatura, a experimentação sonora e as visualidades. O meu estúdio se ergue bem diante do mar. Eu trabalho junto com o encher e o vazar da maré, o som das águas ritmam o meu compasso, a paisagem chuvosa, nublada ou ensolarada colore os meus mais íntimos pensamentos", conta a artista.
Sanara foi contemplada com a proposta "Variações Sobre Ostinato Percussivo". Ela aborda em seu projeto de pesquisa intercâmbios poéticos e criação do script de um videoarte documental, que ainda não tem título definido. O projeto é livremente inspirado em sua dissertação de Mestrado intitulada "Narrativas Fósseis: Do Tabu à Mulher no Tambor", a qual trata das tensões históricas no entorno da memória feminina no campo percussivo afro-religioso.
Sanara pretende utilizar releituras de referências teóricas específicas que abordem o tema da presença feminina no tambor, além de realizar intercâmbio com pessoas locais e com as suas dinâmicas culturais, bem como dos demais artistas em residência no Sacatar.
"Eu desejo que a residência artística se estabeleça a partir de diferentes procedimentos poéticos para a criação, o que inclui as afetações vindas do encontro com o mar e com a geografia da Ilha de Itaparica, e tudo mais que esse território impulsiona com relação à memória e ancestralidade preta Yorubaiana", comenta.
Sanara Rocha é bacharel em Artes Cênicas pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia e habilitada em Direção Teatral (2011). Dedica-se ao desenvolvimento de duas pesquisas poéticas multidisciplinares, uma que se intitula “Narrativas Fósseis” e ancora-se nos estudos de gênero e afro-futurismos a título de construir trabalhos artísticos que versam sobre a memória da presença feminina nos tambores afro-religiosos; e “Futurismo Amefricana”, que fundamenta-se no conceito de amefricanidade e nas epistemologias afrofuturistas e futuristas latino americanas, no intuito de pensar-forjar uma estética futurista a partir de idiossincrasias culturais negras e indígenas brasileiras.
Sanara comenta que a residência no Sacatar tem sido uma experiência bastante rica e proveitosa, pois é a primeira vez que a artista tem um estúdio exclusivo para desenvolver sua criação.
"Minha ideia é pensada a partir de uma imbricação entre a literatura, a experimentação sonora e as visualidades. O meu estúdio se ergue bem diante do mar. Eu trabalho junto com o encher e o vazar da maré, o som das águas ritmam o meu compasso, a paisagem chuvosa, nublada ou ensolarada colore os meus mais íntimos pensamentos", conta a artista.
Sanara é também Coordenadora e Diretora de Criação da Plataforma Interdisciplinar de Criação e Intercâmbio entre artistas negras e indígenas latino americanas, Futurismos Ladino Amefricanas ou Futurismos L. A. É integrante do NUCUS, Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades no IHAC/UFBA, onde atua como uma das coordenadoras da LIF- linha de estudos sobre Lesbianidades, Interseccionalidades e Feminismos.
E mais...
Para esta edição da Residência no Sacatar foram selecionados também: Nelson Maca com a proposta Thank You, Exu; Bárbara Pessoa, com Antessala; Lucas Ribeiro, com Não sorria para a câmera; e Cris Rosa, com a proposta Andografias da minha avó.
Para esta edição da Residência no Sacatar foram selecionados também: Nelson Maca com a proposta Thank You, Exu; Bárbara Pessoa, com Antessala; Lucas Ribeiro, com Não sorria para a câmera; e Cris Rosa, com a proposta Andografias da minha avó.
Saiba mais sobre quem já passou pelo projeto AQUI.