Estudantes da Escola de Dança apresentam espetáculo gratuito sobre os caminhos e cotidiano dos Orixás

24/11/2022
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Paulo Sousa

Vinte alunos das oficinas de dança-afro promovidas pelo Balé Folclórico da Bahia em dez comunidades de Salvador e Lauro de Freitas e da Escola de Dança da Funceb apresentam, em sessão única, o espetáculo Ori Onon (Cabeça Caminho), no próximo dia 29 de novembro, às 19h, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, com entrada gratuita.

O espetáculo, montado sob a orientação dos professores orientadores Matheus Ambrozi, Robson Portela e Ágatha Simas, fala sobre a mitologia, os caminhos e cotidianos dos Orixás. Ele será aberto com a coreografia “Nanã”, em homenagem especial ao maestro, educador e ícone da música afro-brasileira, Letieres Leite, que faleceu em 2021, vítima da COVID-19.

Em “Nanã”, a dança aguça memórias e engrandece de forma sensível a existência polirítmica de Letieres. A coreografia, criada pelo Grupo de Estudos Negritude, Balé Clássico e Insurgências da Escola de Dança da Funceb, será interpretada por Caíque Trindade, Emanuelle Ramos, Lara Carvalho, Jennie Costa, Mailane Castro, Raillan Santiana e Raijane Gama.Durante o espetáculo, haverá também uma participação dos alunos das oficinas de percussão do Balé Folclórico da Bahia.

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Paulo Sousa

Programação:

Coreografia: CRUzamentos
Coreografia: Raijane Gama
Bailarinos: Railan Santana, Ivanildo Bina, Daniele Souza, Kailane Motta, Luiza Alves, Melissa Vivier, Lucas Viana e Fabio Neri.

A coreografia traz referências de movimentações de Exu com base nas sensações e energias que nos atravessa quando estamos na rua. Traz a Avenida Sete como base para a construção das cenas, principalmente a primeira, exatamente por ser um lugar de muita circulação e atravessamentos, caminhar por aquelas ruas traz as sensações de cruzar, embaralhar, torcer, esbarrar, caminhar, desnivelar, guiar, perder e achar caminhos, e foi pensando nisso que a estrutura cênica se deu.

Coreografia: ORI
Coreografia: Junior Gomes
Bailarinos: Jennie Costa, Edcarlos Veloso, Luan Claudio, Erica dos Santos, Felipe Maroto, Beatriz Mascarenhas, Thalissa Moares, Paulo Art, Matheus Oliveira, Maria Eduarda Lopo, Sophia Moraes e Luan Sanches.

“Minha energia, sua energia, reverberando numa só, canalizam e se repelem.” Além do individual, acontecem as trocas de energia que podem reverberar e afetar aos outros, contagiando uma grande massa. A pesquisa de movimento foi criada e simula essa emanação, de como o corpo reverbera a partir do contato, da aproximação enquanto grupo.

Coreografia: IABÁS

Coreografia: Gisele Soares

Bailarinos: Jean Tsunami, Ivanildo Bina, Daniele Souza, Kailane Motta, Luiza Alves, Melissa Vivier, Lucas Viana.Com fé no que sei e no que não sei, no que sou e no que serei, sigo hoje forte, mais do que ontem. Minha resistência é voz e, se for preciso, eu aprendo a ser feroz. (Dandara Manoela)

A coreografia se aprofunda na relação do poder feminino trazendo para a contemporaneidade o empoderamento e não deixando de reafirmar a importância das yabás (orixás femininos) dentro do contexto histórico cultural.

Solo – REZA PARA ORI
Coreografia: Junior Gomes
Bailarino: Luan Claudio”Eu rezo para que o guardião protetor, que guarda e guia os nossos rumos, nunca pese de um lado só, pra que sempre haja equilíbrio eu faço o meu bori, cabeça leve, revolta e sempre em movimento.

Coreografia – OGUNHÊ
Coreografia: Gisele Soares
Bailarinos: Jean Tsunami, Ivanildo Bina, Daniele Souza, Kailane Motta, Luiza Alves, Melissa Vivier, Lucas Viana.Ogum é o próprio ferreiro, senhor da forja dos metais, da metalurgia e da tecnologia

Do que há de mim Para o mundo ser
Para eu ser no mundo. (Virgínia Rodrigues)

Solo – Vaso Sagrado (Água da Barriga da Mãe)
Coreografia: Rajane GamaBailarino: Railan Santanna
A coreografia surge através de um diálogo da coreografa com a sua mãe, nessa conversa a sua mãe diz que toda vez que é lua cheia o mar se agita com a força que a lua nasce e o mesmo acontece na barriga da mãe, esse é o primeiro contato da criança com o mar. É água de menino, água sagrada da barriga da mãe que mata a sede e lava o orí

Coreografia: ONA EM RUA
Coreografia: Alexsandro Palmeira
Bailarinos: Jennie Costa, Edcarlos Veloso, Luan Claudio, Erica dos Santos, Felipe Maroto, Beatriz Mascarenhas, Thalissa Moares, Paulo Art, Matheus Oliveira, Maria Eduarda Lopo, Sophia Moraes e Luan Sanches.A obra tem como princípio fazer referência a ONA, que significa caminho na tradução yorubá.

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Paulo Sousa

Traz a importância dos caminhos que percorremos, trazendo o arquétipo do Orixá Exu como base, ressignificando movimentações e fazendo um paralelo com a contemporaneidade.

SERVIÇO

Espetáculo: Ori Onon (Cabeça Caminho) com Balé Folclórico da Bahia e Escola de Dança da Funceb
Local: Teatro Miguel Santana (Pelourinho)
Data: 29 de novembro
Horário: 19 horas
Entrada: Gratuita.

Fotos de Paulo Sousa