Funceb se reúne com Associação de Circos Itinerantes da Bahia

24/01/2023
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Representantes da Associação de Circos Itinerantes da Bahia se reuniram na manhã desta terça-feira (24), na sede da Funceb, com dirigentes da Fundação Cultural do Estado da Bahia para tratar sobre a entrega de demandas da Associação e possibilidades de parceria com a Fundação.

A coordenadora de Circo de Funceb, Laisa Ferreira, iniciou a reunião destacando os principais feitos da coordenação (antigo Núcleo de Artes Circenses) entre os anos de 2018 e 2022, através de um panorama do setor, como a Campanha Valorize o Circo, o projeto Empoderamento das Mulheres de Circo, o Protocolo de Atendimento ao Circo Itinerante e o Manual de Instalação de Circos Itinerantes.

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Laisa também apresentou as funções da coordenação e sua trajetória na Funceb, que começou em 2015 ainda como estagiária, até se tornar Coordenadora de Circo em 2023. "Sempre tive uma proximidade muito grande com o circo por ser artista também. Acompanhei e auxiliei na execução de todos esses projetos. Em 2019 assumi a coordenação, me especializei em Gestão Pública, e estive à frente na execução dos editais do Prêmio Aldir Blanc, sempre ao lado dos circenses, apoiando e auxiliando em todas as etapas do edital", compartilhou a coordenadora.

A diretora geral da Funceb, Piti Canella, destacou o interesse da Funceb em continuar próxima e contribuindo para o fazer artístico circense no estado. "A gente quer aproveitar para oferecer o melhor que a gente tem de ferramentas, a coordenação de Circo da Funceb está aqui para ser um canal de comunicação entre o estado e os artistas", disse a diretora.

A representante da Associação de Circos Itinerantes da Bahia, Vilma Macêdo, explanou as principais demandas destes equipamentos no estado, como a falta de apoio das prefeituras. "Nasci no circo, trabalho com circo desde os meus 7 anos de idade. Nossa proposta não é dividir, estamos pelo bem comum de todos os circenses porque reconhecemos a invisibilidade da nossa arte, até mesmo entre os próprios circenses. A gente ainda sofre muito preconceito, especialmente dos gestores das cidades. O que a gente quer da Funceb é o apoio para romper as barreiras dos circos nos municípios. Outro problema que a gente costuma ter é sobre o espaço onde será montado o circo na cidade", disse Vilma.

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Kléberson Macêdo é da quinta geração de circenses da sua família. Integrante da Associação, também expôs ideias de como a Funceb pode apoiar os circenses itinerantes: "estamos sempre buscando nos apoiar no diálogo que a Funceb tem com os municípios. Vi exemplos em outros estados de como o Estado pode incentivar as prefeituras a receberem o circo. Percebemos que quando o Estado está, a prefeitura também participa. Nós colaboramos para a cultura local, isso não pode ser esquecido. Damos contrapartidas, realizamos espetáculos gratuitos para crianças, idosos, além de oficinas. Queremos o reconhecimento e a quebra do preconceito".

A diretora das Artes da Funceb, Gabriela Sanddyego, elogiou a iniciativa da criação da Associação dos Circos Itinerantes da Bahia: "para nós é muito importante recebermos essas demandas de forma organizada, formalizada, facilita bastante o nosso trabalho pois reconhecemos a singularidade do circo".

Roseane Nunes e Diana Souza, da Associação, também participaram da reunião, assim como Kuka Matos, assessor de Relações Institucionais da Funceb, que parabenizou a criação da Associação com a união de 30 circos itinerantes, e ressaltou a importância desta parceria entre a sociedade civil e o poder público.

Ao final, ficou instituído pela diretora geral da Funceb, Piti Canella, a criação do selo "Cidade Amiga do Circo", que será conferido pela Funceb às prefeituras que bem receberem os circenses, prestando todo apoio para a produção artística no município. "A ideia é incentivar a recepção dos circos itinerantes nas cidades baianas, fazer com que as prefeituras reconheçam a importância dos circos itinerantes em suas cidades", disse.

Também ficou estabelecida pela Coordenação de Circo da Funceb o Ciclo de Formações em Leitura e Interpretação de Editais, que auxiliará os circenses na inscrição em editais públicos.
 
Fotos: Lucas Malkut