27/01/2023

Em janeiro de 2023, a Fundação Cultural do Estado da Bahia ofertou 400 vagas nos Cursos Intensivos de Verão. Sempre no turno matutino, foram realizadas aulas de Simbologia dos Orixás – Técnica Silvestre, com Rosângela Silvestre; Dança Afro-Brasileira, com Nildinha Fonseca; Danças de Blocos Afros, com Vânia Oliveira; Encontro Baiano de Jazz Dance,com docentes do curso; e Collab Jazz Funk, com Thiago Nobre e Nick Bastos.
Na reta final, a programação chega ao fim com os Cursos Intensivo de Street Jazz, com Hélio Oliveira, e Stiletto, com Elivan Nascimento. Com mais uma edição de sucesso, os cursos atraíram diversas pessoas, novas ou que já fazem parte da comunidade da escola e encheram as salas de aula.
Para o professor Elivan Nascimento, já conhecido na Escola de Dança da Funceb, o momento continua sendo especial.
“Esse é um espaço de acolhimento, de aquilombamento, de agrupamento. Nos dá a liberdade de sermos quem nós somos de verdade, esta é a Escola de Dança da Funceb, um espaço muito especial. Voltar a dar aula dentro desta semana, com o intensivo de Stiletto, é muito importante por ser uma dança política, uma dança de enfrentamento social, principalmente de corpos gênero, raça, classe. Então, para mim, está sendo um momento muito importante, um momento também de se reconectar com essas pessoas, com esses corpos, com essas identidades, com essas referências”, compartilha o Elivan.
Na reta final, a programação chega ao fim com os Cursos Intensivo de Street Jazz, com Hélio Oliveira, e Stiletto, com Elivan Nascimento. Com mais uma edição de sucesso, os cursos atraíram diversas pessoas, novas ou que já fazem parte da comunidade da escola e encheram as salas de aula.
Para o professor Elivan Nascimento, já conhecido na Escola de Dança da Funceb, o momento continua sendo especial.
“Esse é um espaço de acolhimento, de aquilombamento, de agrupamento. Nos dá a liberdade de sermos quem nós somos de verdade, esta é a Escola de Dança da Funceb, um espaço muito especial. Voltar a dar aula dentro desta semana, com o intensivo de Stiletto, é muito importante por ser uma dança política, uma dança de enfrentamento social, principalmente de corpos gênero, raça, classe. Então, para mim, está sendo um momento muito importante, um momento também de se reconectar com essas pessoas, com esses corpos, com essas identidades, com essas referências”, compartilha o Elivan.

Além disso, o professor ressalta a importância da escola para a comunidade e seus alunos, e brincou que teve “inscrições até demais”, devido ao alto volume de alunos em suas aulas.
“Porque na verdade este é um espaço que conversa tanto com a realidade dessas pessoas, que elas se sentem, inclusive, ansiosas para estarem nele. Então eu acredito que se a gente olhar todos os quantitativos de público dessa diversidade de pessoas dentro dessas aulas, a gente vai ver que a gente está comportando, e que a gente está conversando com toda a diversidade de público possível, sendo este um espaço extremamente inclusivo e inovador também”, completa.
Para Luna Montty, múltipla artista, que além de aluna também dá aulas na Escola de Dança na modalidade Vogue, participar das aulas de Stiletto é uma forma de se empoderar e se reconhecer.
“Stiletto foi a primeira base da minha dança, primeiro veio a dança de rua, como o hip hop, mas o Stiletto fez colocar-me num posicionamento muito mais de classe. Porque ele te leva muito mais a ser ‘classuda’, a ser mais empoderada, a gostar muito mais de você”, conta. Ela aproveitou para elogiar o professor Elivan Nacimento: "além disso tudo, vem com essa soma, a aula do prof. Elivan, especificamente. Que é justamente pra difundir essa troca, essa energia, e entender que o nosso corpo pode te levar a outros lugares, o nosso corpo pode levar a gente a outros caminhos”. completa Luna Montty.
Street Jazz
Na aula do professor Hélio Oliveira não foi diferente, salas de aula lotadas e alunos empolgados. André de 21 anos contou como estava ansioso por realizar uma aula com o profissional.
“Participar da aula de Hélio para mim é um sonho, porque eu quero seguir carreira de dançarino, ele nos dá dicas de como se portar, de como nos profissionalizarmos. Em especial, hoje foram dicas sobre looks, além de um workshop sobre como se portar em audições, porque não é só a gente saber dançar, saber se portar nos locais, então está sendo uma experiência muito boa porque eu quero participar de bandas e processos seletivos. Eu vou levar essas dicas para a minha vida e quem sabe futuramente estar nos palcos”, compartilhou André.
Workshop Stage Performance sobre o mundo da Dança Profissional
Para Luna Montty, múltipla artista, que além de aluna também dá aulas na Escola de Dança na modalidade Vogue, participar das aulas de Stiletto é uma forma de se empoderar e se reconhecer.
“Stiletto foi a primeira base da minha dança, primeiro veio a dança de rua, como o hip hop, mas o Stiletto fez colocar-me num posicionamento muito mais de classe. Porque ele te leva muito mais a ser ‘classuda’, a ser mais empoderada, a gostar muito mais de você”, conta. Ela aproveitou para elogiar o professor Elivan Nacimento: "além disso tudo, vem com essa soma, a aula do prof. Elivan, especificamente. Que é justamente pra difundir essa troca, essa energia, e entender que o nosso corpo pode te levar a outros lugares, o nosso corpo pode levar a gente a outros caminhos”. completa Luna Montty.
Street Jazz
Na aula do professor Hélio Oliveira não foi diferente, salas de aula lotadas e alunos empolgados. André de 21 anos contou como estava ansioso por realizar uma aula com o profissional.
“Participar da aula de Hélio para mim é um sonho, porque eu quero seguir carreira de dançarino, ele nos dá dicas de como se portar, de como nos profissionalizarmos. Em especial, hoje foram dicas sobre looks, além de um workshop sobre como se portar em audições, porque não é só a gente saber dançar, saber se portar nos locais, então está sendo uma experiência muito boa porque eu quero participar de bandas e processos seletivos. Eu vou levar essas dicas para a minha vida e quem sabe futuramente estar nos palcos”, compartilhou André.
Workshop Stage Performance sobre o mundo da Dança Profissional

Na quarta-feira (25), o professor Hélio Oliveira realizou não somente suas aulas de sempre, como também trouxe convidadas para um bate-papo sobre audições e o mundo da dança profissional. O Workshop Stage Performance sobre o Mundo da Dança Profissional foi lançado especialmente para a turma de Street Jazz do professor Hélio Oliveira nesta última semana dos Cursos Intensivos de Verão.
O evento contou com a participação das bailarinas Rose Pink, Ananda Martins e Juliana Teixeira, que fizeram o bate-papo na Escola de Dança da Funceb para estudantes dos Cursos Intensivos de Verão. O objetivo foi contar experiências reais aos alunos e mostrar a trajetória dessas dançarinas, as quais foram inseridas na indústria em períodos e formatos diferentes, e que também foram alunas de Hélio Oliveira.
“Um Workshop dentro do Intensivo, essa foi a proposta, com o intuito de trazer para a sala de aula uma imersão nas vivências práticas e teóricas de como funciona a indústria que produz Show Business, um workshop repleto de dicas valiosas para quem tem o sonho em ingressar nesse universo de shows, videoclipes, comerciais e etc”, explicou Hélio.
A dançarina Rose Pink, que já foi bailarina de nomes como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Elba Ramalho e Parangolé, contou sua trajetória no bate-papo e agradeceu ao professor.
“Você sai da aula de Hélio com uma bagagem, não é só chegar e fazer. Eu sou muito feliz de ter sido coreografada por ele. Eu, Rose Pink, este ano faço 15 anos de estrada, mas quando eu finalmente consegui trabalhos, já eram 12 anos de estudos”, contou.
A dançarina, quando começou a receber cada vez mais propostas, descobriu uma artrose no fêmur e foi aconselhada a deixar o mundo da dança. Após um período de afastamento, Rose Pink retornou mesmo assim e continuou a dançar mesmo com dor, e aconselhou aos alunos que não fizesse o mesmo, e prestassem atenção aos seus corpos. Hoje, ela continua sendo uma referência como dançarina na capital baiana e agora também é mãe.
“Ainda capengo da perna, mas a dança cura, a dança salva, é uma entrega. E eu amei a ideia deste workshop, pois muitos não possuem essa experiência, e está cada vez mais escasso nos dias de hoje, com o instagram e as redes, mas ainda assim é importante ocupar os espaços”, comentou a dançarina.
Para Ananda Martins, que junto com Juliana Teixeira são bailarinas de Ivete Sangalo, a dança profissional veio por meio da sala de aula.
“Entrei na dança com 8 anos e atualmente possuo 23 anos, ingressando no mundo profissional entre os 17 e 18 anos. Inclusive, minha primeira oportunidade, um clipe, foi ao lado de Rose Pink, e essa oportunidade veio justamente através de uma aula. Eu estava fazendo um workshop de outra área de dança e veio essa oportunidade”, contou Ananda.
A dica da bailarina para os alunos é não se limitarem a um único estilo, e abraçarem todas as oportunidades de aprender.
Fotos: Lucas Malkut