25/04/2023

A Fundação Cultural do Estado da Bahia nomeou dois novos coordenadores para as áreas de Dança e Artes Visuais da Diretoria das Artes da instituição. A coordenação de Dança passa a ser gerida pelo artista da Dança, gestor e produtor, Leo Di Ledy; e a coordenação de Artes Visuais passa a ser coordenada pela artista multilinguagem, Manhã Ortiz.
Com as novas nomeações, a Funceb busca ampliar as articulações e o diálogo com a sociedade civil e o mercado em ambas as áreas, fortalecendo assim a cultura e a arte nas dimensões cidadã, simbólica econômica da cultura na Bahia.
Leandro Pereira, conhecido como Leo di Ledy, baiano da cidade de Apuarema, tem 36 anos, e desde os 10 anos atua na arte do movimento. Além de artista da Dança, é gestor, produtor, Mestre e Doutorando em Dança pela Universidade Federal da Bahia, e licenciado em Dança pela Universidade do Estadual do Sudoeste da Bahia (Jequié).
Leo iniciou sua trajetória na Funceb em 2016, quando integrou um comitê gestor na Escola de Dança da Funceb. Em 2017, ele assumiu a coordenação dos Cursos Livres na Escola, que recebe cerca de 1.500 alunos anualmente. Já em 2020, Leandro assumiu a coordenação do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança; e no ano seguinte, voltou à cidade natal para assumir outros espaços de gestão na área de educação com a coordenação geral da Educação no município. Agora, licenciando em Pedagogia, Leo di Ledy retorna à Funceb para coordenar a linguagem artística sob o guarda-chuva da Diretoria das Artes da Funceb.
"Retornar para a Fundação Cultural do Estado da Bahia me traz a sensação de continuidade de um processo iniciado em 2016 na Escola de Dança da Funceb, e que agora me abre espaços para contribuir para a dança no âmbito estadual com um olhar de quem é artista do interior, entende o lugar de gestão, e que conhece as realidades dos artistas, a realidade da dança, de quem vive de arte no interior do estado, para além das demandas de quem vive de arte na capital baiana e região metropolitana", conta Leo Di Ledy.
Sobre a sua atuação na Coordenação de Dança, Leo adianta quais são as suas prioridades para a gestão: "precisamos lutar pelo reconhecimento da classe, por espaços de trabalho, por financiamentos para as nossas produções, por orçamentos públicos que nos possibilite a continuidade desse fazer. E quando olhamos para o cenário da Dança na Bahia, revisitando relatórios, e rememorando o que pude acompanhar nos últimos sete anos trabalhando e convivendo de perto com a classe de artistas da dança de Salvador, região metropolitana e interior do estado, além de ter participado de bancas de festivais, bancas de editais, entre outros momentos de intercâmbio, é que há uma urgência de se pensar, discutir e projetar um orçamento destinado para a produção em dança no estado."
"É necessário que o diálogo com a classe seja retomado e que a gestão esteja sensível a essa escuta. Para isso, precisamos fortalecer os canais de comunicação já existentes, montar uma agenda mensal/trimestral/semestral com a classe a partir de encontros presenciais e online, retomar planejamentos colaborativos em parceria com os artistas da dança, realizar visitas periódicas da coordenação de dança aos municípios quando solicitada, entre outras práticas de aproximação da classe, planejamentos, execução e acompanhamento das ações." - Leo Di Ledy.
Ainda sobre os planos para a Coordenação de Dança, Leo traz novidades: "a coordenação atuará na perspectiva de colaborar com o Centro de Formação em Artes para a ampliação do programa de nucleação da Escola de Dança da Funceb. Promovendo escutas e visitas às cidades que demonstrem interesse. Outras ações importantes para o campo da dança e a retomada de projetos com elementos estruturantes serão colocados em discussão com a comunidade e a gestão na perspectiva de retomá-los".
O novo gestor destaca: "esta coordenação tem o compromisso de estar alinhada às discussões sobre política pública que reflitam um pensamento contemporâneo para o campo das artes/dança. Nesses campos de diálogos teremos um papel de articulador junto a um conjunto de instâncias de representação e de produção de conhecimento no campo. Precisamos das parcerias com as prefeituras, secretarias de educação, diretorias de cultura, fazedores e agentes culturais locais, e mediações feitas pelos Representantes Territoriais de Cultura (RTC's), os quais estão acompanhando de perto a realidade de cada território", finaliza o gestor.
Com as novas nomeações, a Funceb busca ampliar as articulações e o diálogo com a sociedade civil e o mercado em ambas as áreas, fortalecendo assim a cultura e a arte nas dimensões cidadã, simbólica econômica da cultura na Bahia.
Leandro Pereira, conhecido como Leo di Ledy, baiano da cidade de Apuarema, tem 36 anos, e desde os 10 anos atua na arte do movimento. Além de artista da Dança, é gestor, produtor, Mestre e Doutorando em Dança pela Universidade Federal da Bahia, e licenciado em Dança pela Universidade do Estadual do Sudoeste da Bahia (Jequié).
Leo iniciou sua trajetória na Funceb em 2016, quando integrou um comitê gestor na Escola de Dança da Funceb. Em 2017, ele assumiu a coordenação dos Cursos Livres na Escola, que recebe cerca de 1.500 alunos anualmente. Já em 2020, Leandro assumiu a coordenação do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança; e no ano seguinte, voltou à cidade natal para assumir outros espaços de gestão na área de educação com a coordenação geral da Educação no município. Agora, licenciando em Pedagogia, Leo di Ledy retorna à Funceb para coordenar a linguagem artística sob o guarda-chuva da Diretoria das Artes da Funceb.
"Retornar para a Fundação Cultural do Estado da Bahia me traz a sensação de continuidade de um processo iniciado em 2016 na Escola de Dança da Funceb, e que agora me abre espaços para contribuir para a dança no âmbito estadual com um olhar de quem é artista do interior, entende o lugar de gestão, e que conhece as realidades dos artistas, a realidade da dança, de quem vive de arte no interior do estado, para além das demandas de quem vive de arte na capital baiana e região metropolitana", conta Leo Di Ledy.
Sobre a sua atuação na Coordenação de Dança, Leo adianta quais são as suas prioridades para a gestão: "precisamos lutar pelo reconhecimento da classe, por espaços de trabalho, por financiamentos para as nossas produções, por orçamentos públicos que nos possibilite a continuidade desse fazer. E quando olhamos para o cenário da Dança na Bahia, revisitando relatórios, e rememorando o que pude acompanhar nos últimos sete anos trabalhando e convivendo de perto com a classe de artistas da dança de Salvador, região metropolitana e interior do estado, além de ter participado de bancas de festivais, bancas de editais, entre outros momentos de intercâmbio, é que há uma urgência de se pensar, discutir e projetar um orçamento destinado para a produção em dança no estado."
"É necessário que o diálogo com a classe seja retomado e que a gestão esteja sensível a essa escuta. Para isso, precisamos fortalecer os canais de comunicação já existentes, montar uma agenda mensal/trimestral/semestral com a classe a partir de encontros presenciais e online, retomar planejamentos colaborativos em parceria com os artistas da dança, realizar visitas periódicas da coordenação de dança aos municípios quando solicitada, entre outras práticas de aproximação da classe, planejamentos, execução e acompanhamento das ações." - Leo Di Ledy.
Ainda sobre os planos para a Coordenação de Dança, Leo traz novidades: "a coordenação atuará na perspectiva de colaborar com o Centro de Formação em Artes para a ampliação do programa de nucleação da Escola de Dança da Funceb. Promovendo escutas e visitas às cidades que demonstrem interesse. Outras ações importantes para o campo da dança e a retomada de projetos com elementos estruturantes serão colocados em discussão com a comunidade e a gestão na perspectiva de retomá-los".
O novo gestor destaca: "esta coordenação tem o compromisso de estar alinhada às discussões sobre política pública que reflitam um pensamento contemporâneo para o campo das artes/dança. Nesses campos de diálogos teremos um papel de articulador junto a um conjunto de instâncias de representação e de produção de conhecimento no campo. Precisamos das parcerias com as prefeituras, secretarias de educação, diretorias de cultura, fazedores e agentes culturais locais, e mediações feitas pelos Representantes Territoriais de Cultura (RTC's), os quais estão acompanhando de perto a realidade de cada território", finaliza o gestor.

Foto: Conrado Lessa
Artes Visuais sob novo comando
Artista multilinguagem nascida em Salvador, Manhã Ortiz é Mestra em Artes Cênicas e atriz desde 1985, formada pela Universidade Federal da Bahia, além de cantora e compositora. Manhã já foi professora de Artes na Escola Casa Via Magia e professora substituta de Artes Visuais na Escola de Teatro da UFBA.
A artista trabalhou na TVE produzindo conteúdo sobre arte e cultura para todo o estado; e com muito humor e rebeldia, publicou cartuns no jornal Folha de SP e revista TPM; além de ter suas ilustrações em embalagens da famosa marca inglesa de cosméticos veganos, LUSH, cuja renda é revertida para apoio a jovens mulheres que sofrem violência na Europa. Nos últimos sete anos, Manhã viveu em São Paulo, onde trabalhou no Itaú Cultural e no Sesc, programando arte, cultura e educação no bairro periférico de Campo Limpo.
"Originalmente a minha formação é em Artes Cênicas, mas venho de uma família de desenhistas e sempre desenhei e pintei. Logo que entrei na graduação fui dar aulas de Artes para crianças na Escola Casa Via Magia, o que me fez desenvolver um lado plástico que culminou com as disciplinas de Maquiagem e Indumentária na UFBA, das quais, anos depois, vim a ser professora substituta, desenvolvendo projetos de cenografia e figurino junto aos alunos", conta Manhã Ortiz sobre sua trajetória nas artes visuais.
Ela continua: "no Mestrado estudei o fazer artístico e direcionei minha pesquisa para teorias das Artes Visuais e Estética. Mais tarde, morando em São Paulo, dei início ao Trago Verdades, um projeto de cartuns em série sobre relacionamentos que teve repercussão ao ser publicado na Folha de São Paulo e revistas femininas, abrindo caminhos para a minha produção como ilustradora", conta Manhã.
Sobre sua percepção das Artes Visuais na Bahia, a artista avalia: "apesar de sermos um estado muito grande e criativo, repleto de pintores, escultores, ceramistas, performers, fotógrafos e todas as 18 categorias que compõem as Artes Visuais, não temos uma rede expositiva consistente para que haja a circulação de obras e intercâmbio de artistas. A iniciativa privada não propõe prêmios ou outras estratégias de fomento e estímulo à produção e difusão das artes visuais, deixando apenas a cargo do governo este papel".
Sobre a atuação da Funceb nesta linguagem artística, ela destaca: "com os dois grandes projetos estruturantes, o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger e os Salões de Artes Visuais da Bahia, a Funceb faz este papel de estímulo à produção em Artes Visuais e busca também, através dos Diálogos Territoriais por todo o estado, escutar esses artistas em suas demandas e realidades."
Manhã Ortiz revela planos para a gestão das Artes Visuais na Funceb: "é preciso investir para que a categoria possa se organizar para produzir constantemente e escoar sua produção, numa parceria entre o Estado, as Universidades e a representação civil como estratégia de construção de um cenário produtivo e em rede. Esse é o trabalho da Funceb para além da manutenção dos projetos estruturantes", finaliza a nova gestora.